Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • Circuito Municipal de Cultura retoma ações presenciais de música, cinema e dança

    O Circuito Municipal de Cultura anuncia a retomada de suas ações presenciais a partir da segunda quinzena de setembro, oferecendo uma programação gratuita, diversa e de qualidade. Nesta retomada, destaque para atrações nas áreas da música, do cinema e da dança. Dessa maneira, a programação do Circuito assume um caráter híbrido, oferecendo tanto opções presenciais quanto virtuais.  

    Projeto realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Centro de Intercâmbio e Referência Cultural (CIRC), o Circuito está atualmente em sua 2ª edição, com programação contínua que pode ser acompanhada pelo site circuitomunicipaldecultura.com.br

    Os espaços municipais que irão receber as atividades seguirão todos os protocolos de prevenção ao contágio pelo Coronavírus determinados pela Prefeitura, incluindo a bilheteria eletrônica, o uso de máscaras em todas as dependências e a limitação de público, entre outras medidas. Os ingressos devem ser adquiridos de forma on-line, por meio de bilheteria eletrônica

    De acordo com Aline Vila Real, diretora de Promoção das Artes da Fundação Municipal de Cultura, a vocação plural do projeto fica ainda mais fortalecida. "O Circuito Municipal de Cultura segue realizando suas ações, acompanhando a dinâmica da cidade e fortalecendo a produção cultural realizada em Belo Horizonte. A programação é plural tanto na oferta de linguagens artísticas, nos protagonismos em cena e agora também nos formatos presencial, virtual e híbrido". 

    Circuito Cine Santê 

    A programação especial começa com o projeto Circuito Cine Santê, uma realização do Cine Santa Tereza em parceria com o Circuito Municipal de Cultura que tem como foco, especialmente, a produção cinematográfica contemporânea, visando lançar luz sobre filmes recentes e realizadores que têm se destacado no cenário nacional e internacional. O projeto visa trazer uma programação atenta à diversidade de temas, e à pluralidade de vozes, narrativas e perspectivas, valorizando o cinema feminino, negro, indígena, LGBTQIA+ e tantos outros que destacam por sua força estética e política.  

    Na estreia do projeto, dia 15 de setembro, às 19h, acontece a exibição do longa-metragem “Kevin”, da produtora Embaúbas e dirigido por Joana Oliveira. O filme mostra o reencontro de Joana e Kevin. É a primeira vez que Joana, uma brasileira, visita sua amiga Kevin na Uganda. Elas se tornaram amigas há 20 anos quando estudaram juntas na Alemanha e faz muito tempo que não se veem. A partir desse encontro, o filme tece a fina trama que é uma conversa entre duas amigas: as histórias do passado, os desejos, os caminhos trilhados, os diferentes modos de encarar a matéria do vivido e um elo de amor e sororidade que resiste à distância e ao tempo. 

    Na sexta, dia 17, ainda como parte do Cine Santê, acontece um debate com as realizadoras do filme Joana Oliveira, Clarissa Campolina, Luana Melgaço, e com mediação de Vanessa Santos. A ação poderá ser acompanhada pelo YouTube da Fundação Municipal de Cultura (youtube.com.br/fmcbh).  

    Em outubro, no dia 13, às 19h, acontece a exibição do filme “Voltei!”, de Ary Rosa e Glenda Nicácio.  Na obra, as irmãs Alayr e Sabrina estão ouvindo no radinho de pilha o julgamento que pode mudar os rumos de um país “sem energia”. Elas são surpreendidas por Fátima, a irmã que volta dos mortos para confraternizar nessa noite histórica. 

     

    Música de Domingo 

    Intrinsecamente conectado à história de Belo Horizonte, o Música de Domingo está de volta à programação da cidade. Nascido na década de 1950, o Música de Domingo surgiu com a proposta de fomentar e difundir a música de orquestra e de câmara e, a partir de 1990, passou a ser realizado no Teatro Francisco Nunes, onde a programação seguiu ininterrupta até 2009. Foi retomado em 2019 e, com a pandemia do Coronavírus, teve suas atividades interrompidas. 

    O projeto retorna agora com uma programação musical quinzenal, sempre nas tardes de domingo, em formato presencial, apresentando as mais variadas facetas da música instrumental. Nesta edição, através do Circuito Municipal de Cultura, o evento será itinerante, realizando um tour por alguns teatros da cidade. 

    Na estreia, no dia 26, às 16h, o Assanhado Quarteto faz show de lançamento do 2° disco do grupo, “Jararaca”, ao vivo no Grande Theatro Unimed-BH do Cine Theatro Brasil Vallourec. A apresentação conta com participação de Carol Panesi, musicista que participou do disco, residente em São Paulo. Especialmente nesta estreia, o show terá também exibição on-line ao vivo, pelo YouTube da Fundação e pelo site do Circuito. 

    O Assanhado Quarteto surgiu a partir de uma proposta coletiva de execução do repertório de choro com uma formação um tanto inusitada, utilizando instrumentos como o baixo-acústico, a bateria, a guitarra e o vibrafone - somados ao violão de sete cordas e cavaquinho, já comuns ao gênero. Com 10 anos de atuação, camaradagens e um disco lançado (“Feira”, 2015), o som diverso do Assanhado é uma referência para o choro feito em Minas Gerais, tendo o grupo se apresentado em diversas cidades do Brasil e do mundo (Lisboa, Porto, Paris, Melbourne e Sydney) e recebido alguns dos mais importantes prêmios destinados à música instrumental no país. 

    Quinze dias depois, 11 de outubro, também às 16h, quem sobe ao palco do Teatro Feluma é o multi-instrumentista Acauã Ranne (BH). Ele convida Titane (MG) para a apresentação do show “Septeto”, no qual apresenta uma musicalidade única que mescla os cânticos sagrados do candomblé com as sofisticadas harmonias do jazz, o swing do samba e a introspecção dos vissungos e reinados. Por meio de seu show “Septeto”, o artista busca reforçar que é possível popularizar a naturalizar a força e a presença da diáspora em todos os campos e manifestações artísticas. 

    No dia 24, o Teatro Bradesco recebe o show do novo disco do compositor, arranjador e instrumentista Rafael Martini, “Vórtice”, com participação de Ceumar (MG).  

    Neste trabalho, o compositor, arranjador e instrumentista aborda os pontos de encontro entre diferentes universos e desvela sincronias entre mundos aparentemente paralelos. O álbum traz músicas próprias que dialogam com o jazz contemporâneo na apresentação de temas com forte assinatura e apontam para uma polifonia intrincada nos arranjos, onde os universos do rock e da música eletrônica são grandes turbinas abastecidas com uma base firme na música instrumental brasileira. 

    Mostra Corpo-Imagem-Movimento 

    A mostra Corpo-Imagem-Movimento integra o Programa de residências artísticas CRDançaBH, lançado neste mês, que tem como foco a criação e a pesquisa nas áreas de artes cênicas e audiovisual. A atividade é uma construção conjunta entre o Centro de Referência da Dança de Belo Horizonte e o Cine Santa Tereza, realizada dentro da Programação do Circuito Municipal de Cultura, e conta com a parceria do Goethe-Institute. 

    A mostra traz uma seleção de filmes que se aproximam a partir das relações que estabelecem entre corpo, imagem,  território, identidade, deslocamento e experimentação. Todas as sessões serão realizadas no Cine Santa Tereza, sempre às 19h. 

    Abrindo a programação, acontece no dia 1º de outubro a exibição de “Um Filme de Dança” (2013), da cineasta e coreógrafa Carmem Luz, que retrata o cenário da dança no Brasil, atento especialmente a presença do corpo negro nesse universo artístico. A produção também será exibida no dia 9 de outubro.  

    Na sequência, dia 2, será exibido “A Cambonagem e o Incêndio Inevitável”(2021), de Castiel Vitorino Brasileiro. O filme evoca, por meio da expressão dos corpos femininos,  identidade, memória e ancestralidade.  A produção será exibida novamente no dia 7 de outubro.  

    A terceira sessão da mostra,  no dia 3 de outubro, reúne as produções “República” (2020), da atriz e cineasta Grace Passô;  “Pattaki” (2019), dirigido por Everlane Moraes, e “Negrume” (2018), de Diego Paulino. As três produções formam uma tríade cujas performances nos transportam para outras realidades possíveis, entre sonhos xamânicos, planetas distantes e inundações. No dia 8 de outubro, as três obras voltam a ser exibidas.  

    Encerrando a mostra, no dia 6 a sessão reúne “Lambada Estranha” (2020), dirigido por Luisa Marques e Darks Miranda, “Intervenção Jah” (2019), dirigido por Daniel Santos, com co-direção e roteiro de Welket Bungué, e “Swinguerra” (2019), de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca. Nesses trabalhos, os corpos se arriscam por diferentes espaços e investigações. Todos podem ser vistos novamente no dia 10. 

    No dia 8, às 20h30, ainda como parte da programação da mostra, será realizado um debate on-line com a participação de Grace Passô, Carmem Luz e Everlane Moraes. A conversa terá mediação do realizador e pesquisador Breno Henrique e poderá ser acompanhada pelo YouTube da Fundação Municipal de Cultura.

  • Circuito Municipal de Cultura traz mostra on-line dedicada à cultura cigana

    O Brasil conta com uma enorme população cigana, dividida em diferentes etnias e rica em cultura e saberes. Ainda assim, pouca gente no país conhece a história desses povos, presentes também no estado de Minas Gerais. Com o objetivo de resgatar memórias e jogar luz sobre a potência da cultura cigana, o Circuito Municipal de Cultura realiza, entre os dias 7 e 10 de abril, a Mostra Cigana. Totalmente gratuita e on-line, a programação contará com exibições inéditas de um bate-papo e de duas pílulas audiovisuais sobre o tema.  

    7/4 - Terça - 19h
    "Conversa de Barraca: História e Cultura dos Povos Ciganos no Brasil e Minas Gerais", com Nalva Cigana (MG) e Alenice Baeta (MG) - Mediação: Juliana Campos (MG)

    A Mostra Cigana terá início com o bate-papo “Conversa de Barraca: História e Cultura dos Povos Ciganos no Brasil e Minas Gerais”, que será exibido nesta quarta-feira, dia 7, às 19h, no YouTube da Fundação Municipal de Cultura, no Facebook e no site do Circuito. Trata-se de uma conversa entre a liderança cigana Valdinalva Caldas (Nalva Cigana) e a historiadora Alenice Baeta, mediado pela antropóloga Juliana Campos, que irá abordar a história da chegada dos povos ciganos no Brasil e as singularidades que constituem o modo de vida. 

    8 e 10/4 - Quinta e sábado - 18h
    Pílulas audiovisuais "Tradições" e "Festa de Casamento", de João Borges (MG)

    A programação da Mostra segue com duas pílulas audiovisuais assinadas pelo diretor de cinema e roteirista mineiro João Borges, que serão exibidas nos dias 8 e 10, sempre às 18h, no YouTube da Fundação Municipal de Cultura, no Facebook e no site do Circuito. Os vídeos abordam diferentes aspectos da cultura cigana: o primeiro, “Tradições”, enfoca a memória, o futuro e a relação com a morte, e o segundo, “Festa de Casamento”, trata o ritual sagrado da cultura cigana. As imagens foram gravadas no período anterior à pandemia, entre 2017 e fevereiro de 2020. 

  • Circuito Municipal de Cultura traz programação especial na Semana da Mulher

    O Circuito Municipal de Cultura realiza, entre os dias 8 e 11 de março, a Semana da Mulher. O evento traz atrações on-line e gratuitas que evidenciam a potência feminina em diferentes linguagens artísticas, tais como o grafitti, o audiovisual, a música, o cinema e a literatura. No Dia Internacional da Mulher, quem abriu a programação foi o lançamento virtual do mural "Nós Podemos Tudo!", do coletivo de grafiteiras Minas de Minas Crew. Parceria entre o Circuito e o Movimento Gentileza, a pintura homenageou a icônica atriz mineira Teuda Bara, do Grupo Galpão, na área externa do Centro de Referência da Juventude (CRJ). Com exceção do lançamento do mural, todas as atrações contarão com a apresentação de Giovanna Heliodoro, historiadora, comunicadora e afrotransfeminista, produtora de conteúdo digital e uma das autoras do livro "Raízes - Resistência Histórica".  

    08/03 - Segunda-feira
    Dia da Mulher - Janelas Urbanas: Lançamento Virtual “Nós Podemos Tudo!”, Minas de Minas Crew 

    Uma das fundadoras do Grupo Galpão, a atriz Teuda Bara foi homenageada pelo projeto “Janelas Urbanas”, do Circuito Municipal de Cultura, em uma ação que conta com o apoio do Movimento Gentileza. A iniciativa propõe a recriação do mural produzido em homenagem à artista, em 2017, pelo coletivo de artistas mulheres Minas de Minas Crew, na Rua Guaicurus, no Centro de Belo Horizonte, e apagado dois anos depois por decisão do proprietário do local. Como forma de acolher afetivamente o trabalho das grafiteiras e reforçar a importância de celebrar Teuda, uma nova pintura foi realizada na área externa do Centro de Referência da Juventude (CRJ), na Zona Cultural Praça da Estação. Um vídeo foi publicado no YouTube da Fundação Municipal de Cultura, mostrando uma entrevista com a atriz, imagens do mural pronto e dos bastidores da pintura, feita pelo coletivo Minas de Minas Crew, que é formado pelas grafiteiras mineiras Krol, Nica, Viber e Musa. 

    Exibição por meio das mídias: YouTube e Facebook
    Classificação: Livre

    09/03 - Terça-feira 
    Bate Papo Delas: Mulheres no Graffiti
    Carolina Jaued convida Prisca Paes

    Nascida em Belo Horizonte, Carolina Jaued também é conhecida como KROL, sua assinatura nas artes urbanas. Formada em Publicidade e Propaganda, começou a atuar nas artes urbanas em 2007, com os "stickers", e um ano depois migrou para o grafite, vertente com a qual trabalha até hoje. Em 2012, fundou junto a outras artistas o Minas de Minas Crew, coletivo que valoriza o papel da mulher na cultura urbana. Como agente cultural, atua na difusão do grafite feito por mulheres através de oficinas de captação e eventos voltados ao público feminino. Este bate-papo, gravado em vídeo, trata sobre empoderamento feminino, ocupação do espaço público e a inserção da mulher nas várias vertentes da arte. Para tanto, Jaued conversa com a artista plástica Prisca Paes, cuja produção parte do desenho para percorrer por técnicas como o grafite, a aquarela, o lambe-lambe e a ilustração, sempre tendo a mulher como fio-condutor temático. 

    Exibição por meio das mídias: YouTube e Facebook
    Classificação: Livre

    10/03 - Quarta-feira - 19h
    Circuito Cine Clube: “Obreiras” (2019)
    Direção: Ana França, Gabriela Albuquerque e Isadora Fachardo

    "Obreiras" (2019) retrata o cotidiano de quatro pedreiras de Belo Horizonte e Região Metropolitana. Poliana, Cenir, Adriana e Rosângela exercem o trabalho de base da construção civil, conciliando-o com a vida familiar, a maternidade, os estudos e os sonhos. Elas constroem, além de  prédios e casas, novas formas de serem mulheres. O filme, que tem 25 minutos, foi exibido na Mostra de Cinema de Tiradentes, Mostra CineBH, Festival  de Cinema Interamericano Universitário - Lumiar e Festival Gira de Resistências, em Berlim, na Alemanha. O filme fica disponível para exibição até dia 30 de abril. 

    Esta ação é realizada como contrapartida do projeto n° 0065/2017 | "A Noite dos Proletários" aprovado no edital Lei Municipal de Incentivo a Cultura, Modalidade Fundo 2017/2018.

    Exibição: YouTube
    Classificação: Livre

    11/03 - Quinta-feira - 19h 
    Lançamento virtual livro “Colmeia - Poemas Reunidos”, Mel Duarte (SP)

    Escritora, poeta e slammer, a paulistana Mel Duarte possui cinco livros de poesia publicados, sendo o mais recente deles “Colmeia - Poemas Reunidos” (2021, Ed. Philos), que ela lança na Semana da Mulher do Circuito Municipal de Cultura. O lançamento virtual contará com um bate-papo, gravado em vídeo, com a escritora, poeta e jornalista Elizandra Souza, que integra o Sarau das Pretas e assina o prefácio do livro da artista. Formada em Comunicação, Mel Duarte também possui dois livros infantis publicados e um disco de poesia falada, “Mormaço- Entre outras formas de calor” (2019). É uma das organizadoras da edição paulista do Slam das Minas, um slam voltado para o gênero feminino, e durante seis anos integrou o coletivo “Poetas Ambulantes”, que distribui e declama poesias dentro dos transportes públicos. 

    Exibição: YouTube e Facebook
    Classificação: Livre