Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • 20º Prêmio BDMG Instrumental
    20º Prêmio BDMG Instrumental
    20º Prêmio BDMG Instrumental

    Até o dia 28 de fevereiro, o BDMG Cultural recebe inscrições para o 20º Prêmio BDMG Instrumental.

    A premiação é voltada para compositores, arranjadores e instrumentistas mineiros (ou residentes em Minas Gerais há mais de dois anos), valorizando a pesquisa musical e a produção em curso no estado.

    O edital de concorrência pública premia quatro instrumentistas com o valor de R$ 12 mil e a realização de shows em Belo Horizonte, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), e em São Paulo, no programa Instrumental Sesc Brasil, uma parceria com o Sesc SP.

    - Vale ressaltar que a realização das apresentações presenciais somente será possível de acordo com as normas sanitárias vigentes no período e poderão ser modificadas de acordo com a evolução da pandemia da Covid-19.

    Instrumentistas de Minas Gerais podem se inscrever, gratuitamente, pelo site www.bdmgcultural.mg.gov.br

  • 21ª Coluna Literária - Coleção “BH. A cidade de cada um”
    Apresentação 


    Nesta edição da Coluna Literária, destacamos a Coleção “BH. A cidade de cada um”. Há resenhas dos volumes “Venda Nova”  - de Bruno Viveiros, “Lagoinha” - de Wander Piroli e “Arraial do Curral del Rei” - de Adriane Garcia. Já a apresentação é de um dos idealizadores dessa importante iniciativa: José Eduardo Gonçalves, jornalista, editor e escritor.

    Foto: Fredy AntoniazziIdealizada e lançada em 2004 pelos jornalistas José Eduardo Gonçalves e Sílvia Rubião, a Coleção “BH. A cidade de cada um” é um projeto editorial de memória afetiva e de compromisso com a cidade. A ideia central é reunir histórias de bairros e lugares diversos da cidade, contadas por pessoas com vínculos sólidos com esses espaços. Toda cidade é feita de referências geográficas, sociais e culturais, de espaços públicos e de convivência, de paisagens naturais e de edificações variadas. Cada um desses lugares guarda pequenas e grandes histórias, personagens reais e imaginários, datas e fatos marcantes, enfim, todo um conjunto de eventos e atores sociais que formam uma cidade. Essa soma de registros constitui a base de uma memória coletiva que vai se perdendo no tempo, quando não há preocupação de transmiti-la às novas gerações.

    A proposta da Coleção “BH. A cidade de cada um” é recuperar essa memória e compor o grande mosaico que é a metrópole dos dias atuais. Cada autor ou autora escreve sobre um lugar a partir de sua experiência pessoal e do seu olhar, mas é importante que a comunidade se reconheça nessa narrativa. A viagem sentimental por esses cenários, contando casos curiosos, lembrando gente anônima ou famosa, destacando fatos e apontando as transformações urbanas, tem impacto direto na forma como passamos a olhar para esse lugar. A cidade é também aquilo que narramos dela. Ao longo de 18 anos de existência, a coleção lançou 37 títulos que passeiam pela história da cidade e compõem uma cartografia poética de Belo Horizonte, contribuindo para reforçar a identidade cultural e a noção de pertencimento dos belo-horizontinos.

    José Eduardo Gonçalves
     

    Resenha - Lagoinha, de Wander Piroli 

    Lagoinha, crédito de Priscila MirandaWander Piroli (1931-2006), jornalista e escritor belo-horizontino, dedica-se, no primeiro volume da coleção “BH. A cidade de cada um”, à construção de um relicário de memórias do bairro onde nasceu e cresceu: a Lagoinha. Através de pequenas narrativas carregadas da identidade do local, o autor nos convida a conhecer a riqueza histórica, artística e cultural da região, perpassando questões relevantes sobre a realidade de vida precária e o enfrentamento de políticas higienistas. 

    O livro é dividido em três seções – o lugar, as pessoas e as paixões – cada uma composta por curtos relatos, capazes de transportar o leitor àquele ambiente: ouve-se o “samba rasgado”, sentem-se os aromas, dialoga-se com as pessoas. A leitura é uma experiência imersiva, marcada por uma linguagem descritiva e contemplativa, como a de quem compartilha casos à beira da calçada, revelando a essência do local. 

    “Foi nos botequins que aprendi mais coisas – os convencionais que me perdoem”, relata Piroli sobre os saberes da Lagoinha. A boemia e a vida noturna, a experiência marginalizada de uma região formada por imigrantes, vindos para a construção de uma nova capital; os sorrisos largos e os olhares profundos daqueles em situação de rua: tudo isso faz parte do mosaico identitário do local, arquitetado ao longo do texto. 

    Desse modo, embarca-se nesta composição como um passeio pelos lugares e fatos marcantes da região, atravessando temáticas urbanas, como a vulnerabilidade social e o desamparo. Além disso, demonstra como o samba foi uma das formas de manifestação cultural e resistência da região. 

    A obra é essencial para a preservação da memória coletiva do local frente às mudanças pelas quais tem passado ao longo dos últimos anos. Wander Piroli transpõe o afeto nutrido pela Lagoinha à sua escrita acessível, em um livro indicado a todos aqueles que buscam conhecer mais sobre a história e multiplicidade cultural da capital mineira. 

    Lara Rodrigues Barbosa 
    Estagiária da Biblioteca do Centro Cultural Liberalino Alves de Oliveira

    Resenha - Arraial do Curral del Rei, de Adriane Garcia

    Fredy Antoniazzi, arquivo pessoalNa comemoração dos 15 anos da Coleção “BH. A cidade de cada um”, a Conceito Editorial apresentou ao público “Arraial do Curral del Rei – A desmemória dos bois” (2019), de Adriane Garcia, título em que a autora reconta a criação da nova capital mineira em versos. Um trabalho de fôlego poético e pesquisa histórica que dá vida a personagens anônimas que foram apagadas da nossa historiografia oficial. 

    Adriane Garcia é escritora e historiadora e buscou em documentos da época a vida esquecida de pessoas negras e pardas, maioria do Arraial no final do século XIX, que foram obrigadas a saírem de suas casas e terras para a construção da capital , idealizada ao estilo francês pelo engenheiro Aarão Reis. A violência da destruição da cidadezinha colonial para dar lugar às largas avenidas e praças da Cidade de Minas, depois Belo Horizonte, emociona o leitor. Uma história que merece ser revista pois se fez em um processo excludente e que enganou pobres e ex-escravizados que sonharam com as riquezas e progressos da cidade planejada. Uma gente que foi expulsa de seu ambiente bucólico de rios e córregos entre as serras do Curral e de Contagem, da Piedade e do Vale do Paraopeba, para ir habitar as periferias remotas.
     
    A inspiração da narrativa poética desse 34º livro da Coleção BH veio do Romanceiro da Inconfidência, da poeta Cecília Meirelles, e Adriane Garcia destaca a triste atualidade de seus poemas que falam desse progresso que não chega para todos, desde o início da história do Brasil.

    Fredy Antoniazzi
    Assessor da Presidência da Fundação Municipal de Cultura

    Resenha - Venda Nova, de Bruno Viveiros

    Venda Nova, crédito de Sabrina DamasConhecer a história local, suas tramas, personagens em forma de conto é a proposta do autor ao retratar Venda Nova, a mais antiga região da atual capital. Partindo do estudo de variadas fontes e registros históricos e documentais, incluindo conversas com antigos moradores, referências locais e lembranças da própria infância, ele faz um apanhado da região - com certo tom romanceado em alguns momentos - a partir dos idos do século XVIII. Um leitor mais desatento pode até se perder na linha de tantos fatos pitorescos embrenhados nos relatos, assim como tantos protagonistas desta histórica regional.

    Venda Nova, com suas singularidades, como se houvesse muitas temporalidades imersas num mesmo lócus: ora parece que o tempo parou, ora, num piscar de olhos, a modernidade batendo a porta. De um lado da Av. Vilarinho, ainda permeiam o pastorear de cavalos e bois, o carroceiro guiando seu animal de cima de seu instrumento de trabalho, carregando entulhos e móveis, outras tantas vezes, levando o tonel carregado de leite, com seus cativos fregueses à espera todas as manhãs, com seus vasilhames de alumínio. Do outro lado da avenida, o movimentar constante e intenso dos automóveis e ônibus, levando nosso povo vendanovense para realizar seus afazeres no centro da capital, ou simplesmente BH.

    Ainda permeiam, nas lembranças, uma Venda Nova de tradição e seus muitos causos: o famoso capeta da Quadra da Vilarinho, as quermesses e procissões na Festa de Santo Antônio,  padroeiro e guardião do nosso velho Arraial. E, ainda,  as mais diversas lembranças de quem passou pelos portões do nosso Geteco e do IEVN, nossas queridas escolas Geraldo Teixeira da Costa e Santos Dumont. Outro detalhe interessante que podemos observar é a especulação que gira em torno da identificação do antigo proprietário do Casarão Azul e Branco.

    Enfim, Venda Nova é assim, passado e presente convivendo lado a lado, ora  subindo pela Padre Pedro Pinto, ora descendo pela Vilarinho. Uma leitura que, indubitavelmente, traz ricas compreensões sobre a região, sua memória viva e dinâmica, numa linguagem clara, acessível e convidativa.

    Eva Martins, Henrique Willer e Regina Vaz
    Equipe Centro Cultural Venda Nova


    Para visitar as Bibliotecas da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte e pesquisar seu acervo, acesse informações o site: pbh.gov.br/reaberturabibliotecas 

     

     

  • 21ª Edição - Comida Di Buteco BH 2021
    21ª Edição - Comida Di Buteco BH 2021
    21ª Edição - Comida Di Buteco BH 2021

    COMIDA DI BUTECO 2021

    Após 4 adiamentos em função da pandemia, o concurso mais amado do Brasil está de volta: de 30 de julho a 29 de agosto acontece o concurso Comida di Buteco, em sua 21ª edição, pela primeira vez em sua história, com foco no delivery!

    Segurança

    Neste 2021, pela primeira vez em sua história, o concurso terá um formato híbrido, pois os consumidores poderão provar os petiscos participantes do concurso através do delivery ou buscando nos butecos, no formato “para levar”.

    Para isso, vamos divulgar os telefones dos butecos participantes no nosso site para que você possa pedir o petisco diretamente a eles, seja por telefone ou mensagem de what’s app.

    Em BH e Curitiba estabelecemos uma parceria com o 99Food, que entregará os petiscos participantes com exclusividade em termos de aplicativo de entregas.

    Os butecos participantes do Comida di Buteco estão sujeitos às regras de funcionamento dos bares determinada pelos governos municipais em cada cidade onde o concurso acontece. Temos orientado os butecos participantes a cumprir rigorosamente as regras definidas e limitar o atendimento à capacidade permitida no estabelecimento e estamos continuamente checando e reforçando esse cumprimento.

    Fizemos vários esforços no sentido de poder realizar o concurso de forma híbrida, isto é, o consumidor poderá pedir o petisco participante via delivery/para levar ou, se sentindo seguro seja por vacinação concluída ou pelas medidas de proteção individual e também de cada buteco, participar presencialmente.

    Dentre estes esforços, viabilizamos uma parceria com a Tagme – plataforma que permite o agendamento de mesas e a digitalização dos cardápios – para que os butequeiros possam planejar com segurança sua ida ao buteco.

    Esta ferramenta está acessível através do site www.comidadibuteco.com.br  localizando o buteco que quer visitar em cada cidade e clicando no botão Tagme.

    Desta maneira, aquele horário a mesa reservada estará disponível de acordo com os critérios estabelecidos nas reservas.

    Elaboramos também uma lista de dicas para os consumidores, para que eles também respeitem as regras e não causem constrangimento aos butecos e eventualmente multas e fechamentos pelo poder público bem como desclassificação no concurso Comida di Buteco por desrespeitar as regras de funcionamento de forma reincidente.

    Vamos divulgar estas dicas em nossa comunicação nas redes sociais, website, dentro dos butecos e junto aos veículos de imprensa que fazem a cobertura do concurso. Como exemplo destas recomendações e dicas temos “não servir ninguém que não esteja sentado nem efetuar vendas para que as pessoas consumam em pé ao redor do bar”.

    Acreditamos que o público tem como desfrutar e participar do concurso ajudando os butecos e de acordo com as regras que trarão segurança a todos: consumidores e equipes dos butecos.

    Tema Raízes

    Raízes, tanto com o sentido intrínseco das receitas como também da origem, princípio, cerne. São muitas opções de fácil acessibilidade e infinitas possibilidades de combinações. Batata, mandioquinha, beterraba, cenoura, são apenas alguns exemplos que aguçaram a criatividade dos cozinheiros e que vão despertar a curiosidade do público.

    Todos os butecos participantes desenvolveram as receitas dos petiscos 2021 contendo uma ou mais raízes. E, continuando a tradição de oferecer petiscos a um preço justo e que permita experimentar as criações de butecos, os petiscos 2021 terão um preço fixo de R$ 27,00.

    Nossa raiz

    O Comida di Buteco nasceu no ano 2000, na cidade de Belo Horizonte, como uma atividade da extinta Rádio Geraes e hoje cobre todo o país, sendo realizado simultaneamente em 21 praças e desde 2016 elege também  o MELHOR BUTECO DO BRASIL.

    Ele é o primeiro concurso do gênero no país e teve os seguintes resultados na sua última edição:

    • 21 circuitos de Norte a Sul do País, abrangendo 40 cidades;
    • 650 butecos participantes;
    • 800.000 votos;
    • 480.000 petiscos vendidos; 
    • 7.500 empregos diretos gerados
    • 8 milhões de pessoas impactadas nos butecos;
    • 30 milhões de pessoas alcançadas nas redes sociais.

    Sua mecânica

    Elege-se o Melhor Buteco da cidade e não o melhor petisco!

    Na primeira etapa, em cada uma das cidades participantes, os butecos pré-selecionados apresentam os petiscos criados especialmente para a competição. O público e um corpo de jurados visita, vota e elege o campeão, avaliando quatro categorias: petisco, atendimento, higiene e temperatura da bebida. O petisco leva 70% do peso da nota e as demais categorias 10% cada uma. O voto do público vale 50% do peso total e dos jurados 50%. 

    Na segunda etapa, uma nova comissão de jurados, escolhida especificamente para esse momento, vai visitar os campeões de cada cidade avaliando sua performance nas mesmas quatro categorias (petisco, atendimento, temperatura da bebida e higiene). Cada campeão recebe três jurados.

    Elege-se aí o MELHOR BUTECO DO BRASIL