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  • 2ª Edição do Jardim Musical - Amaranto e Tabajaro Belo
    2ª Edição do Jardim Musical - Amaranto e Tabajaro Belo
    2ª Edição do Jardim Musical - Amaranto e Tabajaro Belo

    O Projeto Jardim Musical teve estreia memorável e promissora. Com número limitado de lugares, esgotados em poucos dias, a edição recebeu a música de Clóvis Aguiar e Célio Balona. A constatação foi de uma experiência singular, na capital mineira: um espaço onde as pessoas já compreenderam o diferencial de viver instantes especiais em audição e escuta ativa de boa música, em experiência sensorial, para aguçar os sentidos, curtindo autores e intérpretes qualitativos, com a possibilidade de apreciar boa gastronomia e conexões refinadas, em ambiente intimista e sofisticado.

    A segunda edição do Jardim Musical - evento realizado pela Casa Belloni e Márcia Francisco, com curadoria e produção da jornalista será no dia 11 de maio, quinta-feira, às 21. O programa traz Amaranto e Tabajara Belo, com o novo show: “Vinícius”:

    O calor e o aconchego de um sarau, celebrando a arte do encontro caprichoso e tão brasileiro de cordas e vozes, em um passeio pela obra de Vinicius de Moraes. Lirismo, humor e crônicas de amor e cotidiano vestidas com a colorida assinatura timbrística que é a marca do trio vocal mineiro, combinadas com o apuro estético e violonístico erudito-popular de Tabajara. Alegria e festa intimistas em cada canção.

  •  2ª edição do LAB.in Vento - laboratório de pesquisa em criação e improvisação - Dudude Herrmann
    2ª edição do LAB.in Vento - laboratório de pesquisa em criação e improvisação - Dudude Herrmann
    2ª edição do LAB.in Vento - laboratório de pesquisa em criação e improvisação - Dudude Herrmann

    Estar no presente: talvez um dos grandes desafios do ser humano de hoje. Nos dias 9 e 10 de maio, terça e quarta, quem passar pelo Teatro Marília, de 18h às 22h, vai ter a sensação de estar em um museu vivo, onde acontecem ações simultâneas no formato de um grande “Happening”. Conduzidos pela artista de dança e improvisadora Dudude, 12 artistas propõem a ocupação de alguns espaços do teatro, a começar pelo CRD-Centro de Referência da dança. O público assiste à criação de experimentos em dança e jogos de improvisação, em tempo real. O acesso é gratuito. Este projeto (No 0179/2022) é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte.

    “O Happening é um acontecimento no presente”, explica a bailarina, sobre o termo criado pelo norte-americano Allan Kaprow, nos anos 50. “Ele propunha a não representação, mas a experiência de criar no instante da ação. A dança adere a esse movimento nos anos 60 e é por aí que vamos nos mover. A Improvisação está atrelada à composição, à escuta do espaço e do outro. O que o público pode esperar? Confesso, será uma surpresa para todos nós”, conta Dudude.

    Durante os meses de abril e maio, Felipe Saldanha, Alisson Damasceno, Brisa Marques, Fernando Barcellos, Fê Costa, Samuel Samways, Lívia do Espírito Santos, Morgana Mafra, Rodrigo Khan, Renata Fernandes, Luciana Lanza e Nath Cavicchioli passaram por um treinamento diário de improvisação, no Centro de Referência em Dança do Teatro Marília, durante residência artística do LAB. In vento - laboratório de criação idealizado por Dudude. “Em sua maioria, são artistas da cena viva de BH, interessados em dança, em performance, artes visuais, em paisagens sonoras, em poesia. Esta soma cria um ambiente onde todos querem beber na fonte da invenção e se deixar experienciar”, explica.

    Com trajetória de 40 anos na improvisação e na dança, Dudude não escolheu o Teatro Marília por acaso. Além de ser o local onde iniciou sua trajetória, nos anos 70, o teatro é hoje também um espaço que abriga, desde 2019, o Centro de Referência da Dança de Belo Horizonte. Criado para ser um espaço de convívio da comunidade da dança na capital mineira, o CR Dança BH promove diversas danças na atualidade, dialoga com a cidade e criar pontes entre artistas, instituições e equipamentos culturais, de forma democrática. “O Marília guarda memórias de espetáculos que marcaram muitos de nós e, agora, também acolhe a comunidade de artistas da dança da cidade. Já estamos em casa. Portanto, vamos encerrar no espaço que residimos, treinamos, estudamos, experimentamos a linguagem da improvisação em dança. A ocupação do teatro tem este tom experimental, de jogo, de ação no agora, no tempo do acontecimento. Quem for ao teatro verá a dança construída no instante já”, afirma.

    Em tempos de telas, eletrônicos e distrações afins, para Dudude, a improvisação nunca se fez tão importante como prática. “Construir algo no presente é desafiador para o artista, que precisa estar em contato consigo mesmo e com o espectador. Assim como é um desafio para uma pessoa hoje se concentrar em uma coisa só. É muito comum num teatro, cozinhando, ou até mesmo dirigindo, não sermos tentados a responder ou ler mensagens no celular. A improvisação nos lembra da importância de estarmos no presente. Improvisação é um campo ainda não capturado pelo sistema, abre possibilidades de voos para um lugar imprevisível e potente de acontecimentos que possam tocar os corações, assim quero crer”, contextualiza.

    Sobre a artista

    Dudude, artista de dança, é reconhecida não somente pelo seu trabalho na dança, mas pelas criações em que faz a interseção com diversas outras linguagens artísticas como o teatro, a performance, a música. Premiada diversas vezes como diretora, coreógrafa e intérprete, possui uma singular assinatura nas artes adquirindo projeção nacional ao longo vários anos de carreira. Dudude fez parte do Grupo Transforma, coletivo artístico da dança que marcou época em Belo Horizonte nos anos 70 e foi o propulsor de vários artistas e grupos, fazendo de Belo Horizonte local referência nacional para a dança. Estudante e companheira de trabalho de importantes nomes como Marilene Martins e Klaus Vianna, há 5 décadas atua no cenário cultural tendo se tornado testemunha importante da história da dança, além de referência para diversas gerações de artistas. Dudude é uma das artistas pioneiras no Brasil a utilizar linguagem da improvisação em dança.

    A artista desenvolveu uma maneira singular de aplicar, ensinar e entender a linguagem da dança contemporânea. Construiu uma pedagogia própria, a qual tem no corpo orgânico sua base de entendimento, com o suporte da educação somática direcionada para a linguagem da improvisação em dança. Desde sempre, ministra workshops voltados para a linguagem da improvisação pelo Brasil a fora. Apresentou-se como intérprete em diversas cidades do país e em países como Portugal, Alemanha e França. Atualmente possui seu Atelier de criação, com quase uma década de funcionamento, localizado em Casa Branca, onde promove ações para a comunidade artística e interessados, com ações focadas na arte contemporânea, envolvendo profissionais da cena viva. O espaço vem se tornando uma referência nacional. Já passaram pelo ateliê workshops e residências com diversos artistas locais, nacionais e internacionais.

  • 2ª edição do Mascarada - Encontro de Máscaras de Belo Horizonte

    A cidade de Belo Horizonte se prepara para receber a 2ª edição do Mascarada - Encontro de Máscaras de Belo Horizonte, que ocorre de 4 a 8 de setembro de 2024. Apresentando o tema "Tradição e Contemporaneidade em Diálogo", o festival é realizado pelos grupos Coletivo Através das Máscaras e Teatro Público, e se estabelece como um importante espaço para a celebração e reflexão sobre a arte da máscara, reunindo uma rica programação que inclui teatro, dança, performance, cinema, exposição de arte e oficinas.

    Quadro de Todos Juntos

    Uma família posa para um retrato. O instante de um flash revela além da superficialidade. Mostra a frágil estrutura por trás dessa imagem perfeita. Segredos postos ao chão. Suspensão do tempo. Cada um de seus integrantes expõe seus mais íntimos e secretos desejos. Todos são espelhos. Todos juntos. Um encontro de família em que a realidade, o simulacro e o delírio confrontam-se em um quadro mais que verdadeiro.Para saber mais, acesse nosso instagram: @mascaradabh

    • 5 de setembro, quinta-feira, às 19h30.

     As Cores da América Latina

     O espetáculo possui como norte a corporeidade de três manifestações latinoamericas que são, a Fiesta de la Tirana (CHI), Huaconada (PER) e Cavalo-Marinho (BRA) em intersecção com a Dança e o Teatro. A visualidade da obra faz uso de cores vibrantes e seis máscaras de “Fofão”, personagem do Carnaval Maranhense (BRA), que completam a estética das personas. A obra apresenta de forma não-linear, a história do último Fofão como uma ode de alembramento à algumas tradições latinas.

    •  6 de setembro, sexta-feira, às 19h30.