Noturno Museus - 2022 - Museus

Content Builder
  • Espetáculo: "Alumiar, Bois a Encantar" - Grupo Sarandeiros
    Espetáculo: "Alumiar, Bois a Encantar" - Grupo Sarandeiros
    Espetáculo: "Alumiar, Bois a Encantar" - Grupo Sarandeiros

    As narrativas em torno da figura do boi marcaram a passagem deste animal para o universo folclórico brasileiro, onde a dramatização, as cores, as danças, as músicas e os personagens variam, com o tempo e o espaço, demonstrando grandes particularidades nos estados, como o Boi Bumbá no Amazonas, o Bumba-meu-Boi no Maranhão, o Boi de Reis em Minas Gerais, dentre outros.

    O auto, ou representação teatralizada, segue um enredo semelhante pelo Brasil, no qual uma mulher grávida chamada Catirina tem o desejo de comer a língua do boi mais bonito da fazenda, e seu esposo Francisco, empregado do local, mata o animal para satisfazer sua amada e foge.

    Segue-se uma encenação com a prisão do fugitivo, representações de rezas, e a participação de grupos com figurinos de indígenas e vaqueiros.

    Os personagens também são envolvidos por danças e músicas, quando enfim ocorre a ressurreição do boi e a festa pelo seu retorno à vida.

    O espetáculo ALUMIAR joga luz na figura deste personagem folclorizado pela cultura tradicional brasileira, contando as histórias e apresentando os personagens em três das principais festas do Brasil em homenagem ao auto do BOI: A Festa do Boi Bumbá de Parintins, o Bumba Meu Boi do Maranhão e o Boi de Reis de Minas Gerais.

  • Espetáculo: “Alumiar – Sou Flamenco, Sou Minas Gerais”
    Espetáculo: “Alumiar – Sou Flamenco, Sou Minas Gerais”
    Espetáculo: “Alumiar – Sou Flamenco, Sou Minas Gerais”

    O que a música e a dança flamencas tem a ver com a cultura de Minas Gerais? Esse é o mote do espetáculo “Alumiar – Sou Flamenco, Sou Minas Gerais”, que a Cia Luna Flamenco apresenta no Teatro Sesiminas, nos dias 13 e 14 de agosto.

    O espetáculo fala sobre a cultura do nosso estado, contando suas histórias através da dança e música flamencas, mescladas pela poesia e musicalidade de Minas. “O flamenco é uma arte universal, intensa e rica de possibilidades. Em Alumiar, une-se à cultura mineira, cheia de afeto e expressividade.

    Esse encontro será emocionante e inesquecível”, comenta a diretora do espetáculo e da Cia, Anita Pires. A ideia surgiu em 2020. “Fazia caminhadas durante o auge da pandemia e, nesse momento em que ficava sozinha, ouvia música.

    Uma vez tocou “Cais”, do Milton Nascimento/Clube da Esquina, lindíssima, e na hora me transportou, me fez ter a ideia de um espetáculo homenageando a cultura mineira. A partir daí, minhas caminhadas se transformaram em laboratórios de pesquisa.

    Fui ouvindo mais músicas e encontrando as referências que linkassem as duas culturas – mineira e flamenca, como as lavadeiras do rio que cantam, por exemplo”, conta Anita. No fim, a diretora acabou encontrando muitas coisas em comum entre as duas culturas, que são ambas culturas do povo.

    E aí, o espetáculo foi nascendo. “Convoquei o Micael Pancrácio, doutorando em etnomusicologia do flamenco, um dos principais guitarristas de flamenco do Brasil hoje, e fomos montando todo o script”, diz.

    O espetáculo tem cinco atos: A Seresteira, abordando as serestas; A Lavadeira, sobre as lavadeiras dos rios; A Cozinheira, homenageando a culinária, a natureza e a terra em Minas – abordando inclusive o tema da Serra do Curral usando a arte como serviço; A Bordadeira, sobre a tradição do bordado, desde a colheita do algodão; e a Benzedeira – “as festas religiosas em Minas começam nas igrejas e terminam nas praças com as quermesses e vamos trazer isso para o espetáculo, homenageando o folclore mineiro”, conta Anita.

    E não é só isso: os espetáculos de flamenco, ao final, sempre trazem um momento chamado “juerga”.

    Alumiar trará uma super juerga, um musical especialmente criado, nesse show, para todos os mineiros. Alumiar contará, também, com a participação especial de dois grandes nomes da música feita aqui: Ladston do Nascimento e Saulo Laranjeira – narrador do espetáculo que vai declamar poesias originais do livro “Das muitas formas de dizer o tempo”, da poetisa Adri Aleixo, natural de Conselheiro Lafaiete.

    A parte musical conta com arranjos primorosos para flauta, percussão, guitarra, viola caipira, palmas e vozes, especialmente criados pelo diretor musical, Micael Pancrácio.

    Para completar, o corpo de baile é composto pela Companhia de Dança Luna Flamenca, formado por Anita Pires – que também é bailarina, Carla Faria, Catarina Marra, Clara Oliveira, Cristina Aguiar, Dani Carneiro, Giovanna Alonso, Mayara Peres, Mônica Lazzarini, Priscilla Queiroz e Sol Zofiro.

  • Espetáculo: "A Luta" com Amaury Lonrezo
    Espetáculo: "A Luta" com Amaury Lonrezo
    Espetáculo: "A Luta" com Amaury Lonrezo

    Após uma aclamada turnê nacional, o monólogo "A Luta", estrelado por Amaury Lorenzo, retorna a Belo Horizonte para uma apresentação única no dia 6 de abril, no Teatro Cine Brasil. 

    Inspirado na terceira parte do clássico literário Os Sertões, de Euclides da Cunha, o espetáculo retrata de forma visceral a Guerra de Canudos, um marco histórico e simbólico do Brasil, ocorrido em 1896. 

    Com direção de Rose Abdallah e texto adaptado por Ivan Jaf, "A Luta" transforma Lorenzo em um moderno rapsodo — evocando a tradição oral dos antigos narradores gregos — que, por meio de uma prosa épica, revive as batalhas travadas entre os sertanejos liderados por Antônio Conselheiro e as forças militares da recém-proclamada República.