Noturno Museus - 2022 - Museus

Content Builder
  • No centro, seis atores posam com figurinos de época do século XIX em uma biblioteca antiga. O ator principal (Rogério Fabiano) está em destaque no meio. À direita, há a foto da diretora Ana Rosa em uma moldura circular com o texto "Direção: Ana Rosa". No topo, destaca-se o título em letras brancas e douradas. No canto inferior esquerdo, sobre uma faixa rosa diagonal, lê-se parcialmente "Cine Theatro Brasil".
    No centro, seis atores posam com figurinos de época do século XIX em uma biblioteca antiga. O ator principal (Rogério Fabiano) está em destaque no meio. À direita, há a foto da diretora Ana Rosa em uma moldura circular com o texto "Direção: Ana Rosa". No topo, destaca-se o título em letras brancas e douradas. No canto inferior esquerdo, sobre uma faixa rosa diagonal, lê-se parcialmente "Cine Theatro Brasil".
    Espetáculo: Allan Kardec "Um Olhar para a Eternidade"

    A capital mineira vai receber uma montagem que promete levar muita emoção ao público. No dia 05 de outubro, sábado, às 19h, o Cine Theatro Brasil (Av. Amazonas, 315, Centro) será palco para o espetáculo “Allan Kardec – Um Olhar para a Eternidade”, produção com uma narrativa que aborda a espiritualidade e o amor eterno. Sob a direção de Ana Rosa, renomada atriz e diretora, a peça explora a trajetória de Allan Kardec, trazendo à cena um elenco talentoso que se desdobra em múltiplos personagens para contar essa história fascinante.

    A maioria do elenco se divide entre dois, três ou mais personagens e faz isso com maestria. No palco, a atriz Érica Collares, também produtora do espetáculo, vive a médium Gertrudes Laforgue e Amélie Gabrielle Boudet (esposa de Allan Kardec). “A história de Amélie e Kardec é muito bonita. Eles eram companheiros em uma vida passada e se reencontram no século XIX. Foi amor à primeira vista. Eram filhos únicos, não tiveram filhos, e estavam unidos na missão do espiritismo. Foram destinados a isso”, conta. 

    Já Andrezza Rebuti tem entre os seus papéis de destaque: a mãe de Allan Kardec, Madame Rivail, a Madame Plainemaison e a amiga de Kardec Justine Frenard. Figuras fundamentais na transição de Allan Kardec. “A primeira pessoa espírita que ele tem contato é com a culta e fina Madame Plainemaison. Ele a visita pretendendo desmascará-la, mas Allan receberá uma mensagem do além, que o fará mudar radicalmente e começar a codificação do espiritismo”, esclarece Andreza. Outros integrantes do elenco são Gustavo Russo – que interpreta o Professor Fortier, o Padre católico e o tio Maurice – e Pedro Pilar, como o Mago Lacazze, o Professor Pestalozzi, o médium Jean Paul e o Espírito da Verdade. Sob a direção de Ana Rosa, uma das maiores atrizes do país, o espetáculo pretende alcançar um público eclético, formado por simpatizantes dos assuntos espirituais, por aqueles que buscam respostas às suas indagações e por pessoas que simplesmente acreditam na eternidade da alma. Nesta peça, a curiosidade pelos assuntos espirituais está ligada ao objetivo da equipe em contar boas histórias, de fazer um bom espetáculo e atender ao público que procura um trabalho sério e verdadeiro. 

    “Estou muito entusiasmada. Primeiro, por se tratar da vida e obra de Allan Kardec, já conhecido por nós através de suas obras básicas. Segundo, porque o texto de Paulo Afonso de Lima é uma obra de arte, tanto em termos de pesquisa como de teatralidade. E terceiro, por orquestrar o talento e sensibilidade de atores como Rogério Fabiano, Érica Collares, Andrezza Rebuti, Gustavo Russo e Rodrigo Nascimento, exercício que me revigora – como atriz que sou – e me entusiasma como diretora a cada ensaio”, frisa Ana Rosa, espírita praticante há mais de 30 anos e dirige os espetáculos de sucesso “O Cândido Chico Xavier” e “Violetas na Janela”, ambos em cartaz há 15 anos.

  • Espetáculo “Alma Despejada”, com Irene Ravache - Palco Instituto Unimed BH em casa
    Espetáculo “Alma Despejada”, com Irene Ravache - Palco Instituto Unimed BH em casa
    Espetáculo “Alma Despejada”, com Irene Ravache - Palco Instituto Unimed BH em casa

    Teresa, uma senhora com mais de 70 anos que, depois de morta, visita pela última vez a casa onde viveu e relembra passagens de sua vida. Mas o imóvel é vendido e sua alma é despejada.

    Escrita especialmente para Irene Ravache, em 2015, a personagem transita entre o passado e o presente, do outro lado da vida, sempre de maneira poética e bem-humorada, relembrando histórias e pessoas importantes em sua existência, como Neide, sua funcionária por mais de 30 anos, e Dora, sua melhor amiga.

    Com texto de Andréa Bassitt e direção de Elias Andreato, o espetáculo Alma Despejada - indicado ao Prêmio Bibi Ferreira nas categorias de melhor Atriz, Texto e Iluminação - é o próximo do projeto Palco Instituto Unimed-BH em Casa, com exibição gratuita no dia 09 de setembro (quinta-feira), às 20h30, nos Canais Youtube do Sesc em Minas, Teatro Claro Rio e Pólobh Produtora e pelo Canal 500 da Claro TV. “Eu fiquei fascinada com esse texto e sua poesia.

    É muito delicado e fala da memória de uma mulher da minha faixa etária. Mesmo sabendo que a personagem está morta, não é uma peça triste, pesada ou rancorosa, fala muito mais de vida que de morte.

    Eu adoro esse tipo de possibilidade que o teatro oferece. E não tenho medo de misturar essas coisas, porque isso faz parte da vida. Nossa vida não é linear. Ela tem essas nuances”, confessa Irene Ravache.

    A teatralidade do texto de Andrea Bassitt (que também escreveu as peças As Turca e Operilda na Orquestra Amazônica) instiga o espectador a seguir uma história aparentemente trivial, mas com uma trajetória surpreendente.

    “Essa mulher é apresentada diante de sua própria vida, e, a partir dessa visualização, ela encontra o entendimento da sua existência.

    É como se precisássemos abandonar a matéria para sermos conscientes de nós mesmos”, reflete o diretor Elias Andreato.

    A gravação do espetáculo foi realizada em 2019, com presença de público, e proporciona a experiência de assistir à peça de casa com uma riqueza de detalhes, além da imagem e som em HD, aproximando o espectador da encenação no palco.

    A exibição no “Palco Instituto Unimed-BH em Casa” conta com tradução de libras e áudio descrição para garantir o acesso das pessoas com deficiências auditivas e visuais.

    Assim como nos demais espetáculos promovidos pelo projeto, nesta transmissão público poderá realizar doações para o Mesa Brasil Sesc (por meio de QR Codes), em benefício aos profissionais do teatro, associados ao Sated MG, que permanecem impossibilitados de exercer integralmente as suas funções em virtude da Pandemia da Covid-19.

  • Espetáculo: "Alumiar, Bois a Encantar" - Grupo Sarandeiros
    Espetáculo: "Alumiar, Bois a Encantar" - Grupo Sarandeiros
    Espetáculo: "Alumiar, Bois a Encantar" - Grupo Sarandeiros

    As narrativas em torno da figura do boi marcaram a passagem deste animal para o universo folclórico brasileiro, onde a dramatização, as cores, as danças, as músicas e os personagens variam, com o tempo e o espaço, demonstrando grandes particularidades nos estados, como o Boi Bumbá no Amazonas, o Bumba-meu-Boi no Maranhão, o Boi de Reis em Minas Gerais, dentre outros.

    O auto, ou representação teatralizada, segue um enredo semelhante pelo Brasil, no qual uma mulher grávida chamada Catirina tem o desejo de comer a língua do boi mais bonito da fazenda, e seu esposo Francisco, empregado do local, mata o animal para satisfazer sua amada e foge.

    Segue-se uma encenação com a prisão do fugitivo, representações de rezas, e a participação de grupos com figurinos de indígenas e vaqueiros.

    Os personagens também são envolvidos por danças e músicas, quando enfim ocorre a ressurreição do boi e a festa pelo seu retorno à vida.

    O espetáculo ALUMIAR joga luz na figura deste personagem folclorizado pela cultura tradicional brasileira, contando as histórias e apresentando os personagens em três das principais festas do Brasil em homenagem ao auto do BOI: A Festa do Boi Bumbá de Parintins, o Bumba Meu Boi do Maranhão e o Boi de Reis de Minas Gerais.