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  • Espetáculo: “Deriva” - Grupo Quartatela
    Espetáculo: “Deriva” - Grupo Quartatela
    Espetáculo: “Deriva” - Grupo Quartatela

    O Grupo Quartatela, destaque na cena teatral mineira dos últimos 5 anos com a peça “Eclipse Solar”, dá continuidade à sua pesquisa em teatro, cinema e performance estreando “Deriva”, seu novo espetáculo, em temporada com 12 apresentações de 27 de abril a 14 de maio na Funarte MG.

    Dirigido por Sara Pinheiro e Clarissa Campolina, e codirigido por Pablo Lamar, o trabalho apresenta a história de 4 personagens em viagem numa embarcação.

    Escrita por Sara, autora que é uma das idealizadoras do projeto Janela de Dramaturgia, a peça é composta por quadros independentes, numa sequência de cenas que buscam reatualizar esses tipos sociais em situações que perpassam geografias e temporalidades.

    O projeto teve como ponto de partida “A Nau dos Insensatos”, alegoria recorrente nas expressões artísticas da Idade Média, na qual um grupo de pessoas consideradas loucas estão confinadas em um barco.

    A construção do espetáculo se inspirou nos universos do grotesco e da bufonaria, dialogando com a imagem da “Nau”, que já apresenta uma iconografia voltada a essa estética, seja na construção desarmônica das personagens, ou nos elementos fantasmagóricos e monstros híbridos que habitam o oceano, como mostram a cartografia, as obras artísticas e muitos documentos históricos daquele tempo.

    A preparação de elenco, realizada por Joyce Malta, investigou as corporeidades de personagens bufônicas e as potências do cômico, numa criação coletiva com as atrizes Bramma Bremmer e Gabriela Veloso, e os atores Lucas Nicoli e Pedro Lanna.

    Na equipe da montagem, estão ainda Luiz Dias na direção de arte, Raísa Campos na preparação vocal e Marina Arthuzzi na iluminação. Os diálogos entre teatro e cinema estão presentes em diferentes camadas da construção do espetáculo.

    Além de a peça apostar numa história ficcional, com personagens consideradas mais teatrais e narrativas extracotidianas, atrizes e atores fazem a sonoplastia do espetáculo ao vivo, criando efeitos sonoros a partir de objetos inusitados, que compõem a trilha sonora do trabalho.

    A temporada de estreia acontece de 27 de abril a 14 de maio de 2023 na Funarte MG. De quinta à sábado às 20h e domingo às 19h. Os ingressos custam R$20 [inteira] e R$10 [meia-entrada] e estão disponíveis para venda no Sympla e também na bilheteria do teatro uma hora antes das apresentações. Mais informações no Instagram @quartatela e no site da Funarte MG.

  • Espetáculo: Descartes com Lentes
    Espetáculo: Descartes com Lentes
    Espetáculo: Descartes com Lentes

    O exercício cênico Descartes com Lentes, criado pela companhia brasileira de teatro em 2009, traz à cena um conto do escritor Paulo Leminski interpretado por Nadja Naira e dirigido por Marcio Abreu, um dos criadores do grupo.

    No texto, Leminski imagina uma hipotética vinda do filósofo francês René Descartes ao Brasil a convite do conde Maurício de Nassau. Junto com sua comitiva, repleta de cientistas, naturalistas, desenhistas e pintores, Descartes tenta desvendar e descrever as excentricidades e belezas do país tropical, ou seja, procura filosofar sobre o Brasil e o modo de vida do seu povo.

    Descartes com Lentes é um conto escrito por Leminski em sua juventude e é também uma estrutura embrionária do que viria a ser Catatau, uma de suas obras-primas. “O texto é carregado de referências a outras línguas brasileiras, neologismos e uma poética de invenção que torna sua leitura algo essencial nos dias de hoje, já que o Brasil fica posto em primeiro plano como uma potência criativa e fundadora”, diz Marcio Abreu.

    A vinda fictícia do filósofo René Descartes ao nordeste no Brasil no período que essa região foi invadida pela Holanda tenciona a ideia de que a Europa é a raiz do pensamento humano, já que o filósofo se vê tomado pelas novas perspectivas vislumbradas no Brasil. “Ele não consegue pensar a partir das referências que tinha antes - os pensares e saberes locais o devoram e o convencem”, conta o diretor.

    A adaptação cênica da companhia brasileira de teatro faz parte de uma série de estudos que foram realizados acerca da obra do poeta curitibano. Marcio complementa que, durante esse processo, a oralidade proposta pelo texto de Leminski ganhou total sentido quando vivida pelo corpo da atriz Nadja Naira.

  • Espetáculo: Desesperados
    Espetáculo: Desesperados
    Espetáculo: Desesperados

    Intitulada como “comédia inteligente”, Desesperados trata, com leveza e bom humor, de temas delicados e atuais como ansiedade, depressão e solidão. 

    O espetáculo gira em torno de três personagens principais: Bia, Marcondes e Ricardo, todos sofrem de depressão e carência. 

    De tão problemáticos que são, a situação vivida por cada um deles acaba se tornando uma hilária comédia que promete arrancar boas gargalhadas da plateia.