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  • Espetáculo: “Francesco" com Paulo Goulart Filho
    Espetáculo: “Francesco" com Paulo Goulart Filho
    Espetáculo: “Francesco" com Paulo Goulart Filho

    Talentosa e de personalidade inquieta, a diretora Neyde Veneziano traz para Belo Horizonte sua mais nova criação artística, a peça de teatro “Francesco”. Último texto do Nobel de Literatura Dario Fo, o monólogo conta a vida de São Francisco de Assis, baseado nas histórias que o povo contava e não na biografia criada pela igreja. A obra entra em cartaz no dia 28 de novembro e segue até o dia 23 de dezembro, no Teatro 2 do Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte, de quinta a segunda, às 19h. O espetáculo conta com o patrocínio do Banco do Brasil. Autoridade sobre a obra do dramaturgo contemporâneo mais encenado no mundo, a diretora – que passou um ano em Milão, entre 2000 e 2001 debruçada sobre a obra de Fo, pesquisando o acervo da companhia, vendo vídeos, espetáculos, ensaios e palestras – convidou Paulo Goulart Filho para a interpretação. O ator transita a todo momento entre o santo e os demais personagens, são 25 no total, criando gestos e tons de voz específicos para cada um deles. Além disso, cercou-se de uma equipe de criativos formada por Fábio Namatame (cenário e figurino), Daniel Maia (música) e André Lemes (iluminação). "Eu tenho um carinho especial por Belo Horizonte por causa da UFMG, dos festivais de teatro e o Grupo Galpão. Nunca apresentei nada na cidade e estou adorando esta oportunidade que o CCBB nos deu. É uma casa importante e nos acolheu muito bem.", conta a diretora. No tempo em que passou na Itália, por conta de sua pesquisa de pós-doutorado, Neyde Veneziano – autora do único livro sobre Dario Fo publicado no Brasil, chegou a conviver com o autor, que considera a “figura mais emblemática de um tipo de teatro que não se esquece da plateia e das causas sociais”, inclusive frequentando sua casa. Quando Fo morreu, em 2016, Veneziano já havia traduzido o texto e tinha os direitos de montagem da peça. Na época, estava encenando MisteroBuffo, com Domingos Montagner e era desejo do ator interpretar o personagem. Mas Domingos morreria logo depois, no mesmo ano de Dario Fo. Ao encontrar o ator Paulinho Goulart, Neyde finalmente montou “Francesco”. Paixão, a mensagem de paz que transmite e o ineditismo foram os motivos que levaram à encenação da peça. “Trata-se de um texto mais humano, sem perder a ironia e o humor. Por trás da comédia de Dario tem sempre uma tragédia, além de trazer toda uma mensagem política e social”. A diretora idealizou uma encenação calcada na arte do ator. Como Dario gostava. “O ator está no centro do palco, no centro da história, no centro das atenções. Porém, para deixar mais espetacular, como nosso público gosta, acrescentaremos música, cenário e figurino um tanto ousado”, conta.

  • Francisco de Assis – Do Rio ao Rio
    Francisco de Assis – Do Rio ao Rio
    Espetáculo: Francisco de Assis – Do Rio ao Rio

    O Espaço Cênico Yoshifumi Yagi/ Teatro Raul Belém Machado recebe de 30 de agosto a 1º de setembro, sexta e sábado, às 20h, domingo, às 19h, o espetáculo “Francisco de Assis – Do Rio ao Riso”, produzido pelo ator Carlos Nunes, já conhecido do público belo-horizontino. A peça presta uma homenagem ao Santo com uma dose de humor e poesia. O espetáculo traduz a imagem não só do santo, mas do homem genial que foi Francisco, da sua infância até a sua morte. Toma-se dele a humanidade com que enfrentou o seu desafio de mais amar que ser amado. A ideia é fazer rir sem ofender. É divertir sem blasfemar. Sem ferir a aura de santo que lhe é peculiar, o espetáculo mostra, sob uma nova e divertida perspectiva, a sua fraterna existência sobre a terra.

  • Espetáculo: “Francisco de Assis – do rio ao riso”
    Espetáculo: “Francisco de Assis – do rio ao riso”
    Espetáculo: “Francisco de Assis – do rio ao riso”

    Em pleno tempo de homenagens a tantos ícones da história artístico-cultural de toda ordem, surgiu a ideia de se falar sobre um grande herói, Francisco de Assis. Tudo com muito humor, como é característico na trajetória de sucesso de Carlos Nunes, nos palcos mineiros. Isso, além da riqueza histórica e uma boa dose de poesia. Ele divide o palco com o ator Fernando Couto, com direção do próprio Carlos Nunes, e texto de Márcio Ares. O espetáculo traduz a imagem não só do santo, mas do homem genial que foi Francisco, da sua infância até a sua morte. Toma-se dele a humanidade com que enfrentou o seu desafio de mais amar que ser amado. “A ideia é fazer rir sem ofender. É divertir sem blasfemar.

     Sem ferir a aura de santo que lhe é peculiar, o espetáculo mostra, sob uma nova e divertida perspectiva, a sua fraterna existência sobre a terra”, explica o ator. A Itália do século XIII, onde e quando viveu Francisco, vai se estender até os tempos atuais e outros tantos lugares. Com muito humor e delicadeza, Francisco visitará aldeias italianas, mas também Brasília, escolas e asilos brasileiros, o interior da alma de um povo latino, dos simples e dos abastados, dos povos ribeirinhos e dos grandes fazendeiros. “A peça toca as alegrias e as faltas desse nosso povo brasileiro”, adianta Carlos Nunes. É nesse deslocamento espaço-temporal que Francisco, muito mais homem que santo, faz os seus muitos milagres. A montagem se configura um grande desafio, em sua concepção, texto, música e cenário, para que se dê o riso sem que se perca a imagem centenária desse grande personagem. 

    A coragem, a força e a beleza que entremeiam o espetáculo exibem, no palco, o talento dos homens e a alegria de um artista, mas também a fé de um povo que, não obstante toda a sua crença, anseia por um Deus mais próximo e verdadeiro. “Tarefa árdua, embora prazerosa, fazer uma comédia sobre tal personalidade. No desafio reside, no entanto, o inusitado do texto”, declara o ator, referindo-se ao autor Márcio Ares, que, além de poeta e cronista, formado em Letras e Filosofia pela PUC-Minas, é também Capitão da Polícia Militar de Minas Gerais. “A poesia é o seu refúgio. A escrita é sua salvação. E o olhar descontraído para os detalhes dessa história é o nosso ideal de fazer rir”, diz Carlos Nunes. 

    O texto possibilita identificar a singularidade de Francisco que habita as nossas mais diversas relações de interatividade com o outro, com o mundo, com nós próprios. Rompe com as convenções culturais e coletivas que caracterizam o mundo contemporâneo, com seu estilo e verdades tão diversificados, recriando seus múltiplos significados. Na peça, a poesia e o humor assumem o domínio da alegria. Mais uma vez, o ator Carlos Nunes assume a arte de fazer rir e divertir os seus espectadores. 

    O ator Carlos Nunes é formado em Artes Cênicas pelo Palácio das Artes e tem em seu currículo diversas comédias de sucesso, tais como: “Com Jeito Vai”, “O Noviço”, “A Comédia dos Sexos” - quando dividiu o palco com o grande Rogério Cardoso, “Pérolas do Tejo”, “Como Sobreviver em Festas e Recepções com Buffet Escasso” e “Comi uma Galinha e Paguei o Pato”. Tem ainda em seu curriculum o Prêmio Multishow do Bom Humor, além de participações em programas como Sai de Baixo, A Diarista, Show do Tom e Programa do Jô.