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  •  Espetáculo: “Ópera Massacre" - Funarte
    Espetáculo: “Ópera Massacre" - Funarte
    Espetáculo: “Ópera Massacre" - Funarte

    A angústia crescente provocada pelos momentos mais dramáticos da pandemia se tornou inspiração para a criação do espetáculo “Ópera Massacre", do diretor e historiador Gustavo Des.

    Ele explica que além das angústias, os tantos absurdos que permearam o noticiário durante o período também o influenciaram na construção do texto. “Como forma de escapar da angústia, solidão e melancolia, mudei meu cardápio musical, redescobri a música clássica, e me rendi de vez ao gênero do absurdo, meu gênero teatral favorito”, revelou o diretor.

    Nesta trama inusitada, uma família entra em colapso quando se vê obrigada a preparar o velório da matriarca, uma distinta cantora de ópera que traz consigo uma particularidade: se recusar a morrer.

    Bastante existencialista, o enredo é marcado por aflições de todos os tipos: calvície, iminência de morte, falta de cadeiras e, consequentemente, um desejo incontrolável de sentar.

    Em sua primeira peça encenada fora do ambiente virtual, Gustavo Des apostou nas parcerias. “Quando uma ideia é boa e você acredita nela, a coisa flui.

    Apresentei o texto a um colega ator no meu último dia de trabalho, trabalhava com marketing, e a resposta do Lucas (Michielini) foi tão emocionante que só me coube fazer essa "Ópera" acontecer”, comentou.

    Nesse processo, grandes artistas chegaram para compor a orquestra e dar vida aos personagens, incluindo o ator paulista Tom Garcia, que abraçou Minas Gerais por acreditar no projeto, e a atriz e compositora mineira Clarice Carvalho, indicada ao Prêmio Copasa Sinparc (2019) como melhor atriz coadjuvante.

    Além destes, o rol de talentos do espetáculo também conta com: Axwell Godoi, Laura Damada, Thiago Latalisa e Gabriel Oliveira.

    A produção ficou por conta de Ramon Moreira, que além de produtor de conteúdo também foi coordenador de comunicação do Corre Criativo.

    A peça fez sua estreia no início de junho, no Cine Theatro Brasil Vallourec, com casa cheia e plateia emocionada.

    E agora segue para uma curta temporada nos teatros da Funarte (dias 17, 18 e 19 de junho) e Feluma nos (dias 25 e 26 de junho).

    O espetáculo recebe os patrocínios das empresas Casa Pleno Imóveis e BLW Construtora.

  • Espetáculo: "Ópera Massacre" | Teatro SESIMINAS BH
    Espetáculo: "Ópera Massacre" | Teatro SESIMINAS BH
    Espetáculo: "Ópera Massacre" | Teatro SESIMINAS BH

    A angústia crescente provocada pelos momentos mais dramáticos da pandemia se tornou inspiração para a criação do espetáculo “Ópera Massacre", do diretor e historiador Gustavo Des.

    Ele explica que além das angústias, os tantos absurdos que permearam o noticiário durante o período também o influenciaram na construção do texto. “Como forma de escapar da angústia, solidão e melancolia, mudei meu cardápio musical, redescobri a música clássica, e me rendi de vez ao gênero do absurdo, meu gênero teatral favorito”, revelou o diretor.

    Nesta trama inusitada, uma família entra em colapso quando se vê obrigada a preparar o velório da matriarca, uma distinta cantora de ópera que traz consigo uma particularidade: se recusar a morrer.

    Bastante existencialista, o enredo é marcado por aflições de todos os tipos: calvície, iminência de morte, falta de cadeiras e, consequentemente, um desejo incontrolável de sentar.

    Em sua peça primeira peça encenada fora do ambiente virtual, Gustavo Des apostou nas parcerias. “Quando uma ideia é boa e você acredita nela, a coisa flui.

    Apresentei o texto a um colega ator no meu último dia de trabalho, trabalhava com marketing, e a resposta do Lucas (Michielini) foi tão emocionante que só me coube fazer essa "Ópera" acontecer”, comentou.

    Nesse processo, grandes artistas chegaram para compor a orquestra e dar vida aos personagens, incluindo o ator paulista Tom Garcia, que abraçou Minas Gerais por acreditar no projeto, e a atriz e compositora mineira Clarice Carvalho, indicada ao Prêmio Copasa Sinparc (2019) como melhor atriz coadjuvante.

    Além destes, o rol de talentos do espetáculo também conta com: Axwell Godoi, Laura Damada, Thiago Latalisa e Gabriel Oliveira. A produção ficou por conta de Ramon Moreira, que além de produtor de conteúdo também foi coordenador de comunicação do Corre Criativo.

    A peça fez sua estreia em junho, passando por três grandes teatros da capital: Cine Theatro Brasil Vallourec, Funarte e Feluma. Esgotando bilheterias e emocionando o público.

    Os ingressos dos espetáculos que compõe a Campanha de Popularização do Teatro e da Dança são vendidos fisicamente nos postos do Sinparc ou pelo site https://www.vaaoteatromg.com.br/

    A venda dos ingressos na bilheteria do teatro será realizada apenas no dia, 1h antes da sessão do espetáculo.

  • Espetáculo Ópera Operária | Teatro Francisco Nunes
    Espetáculo Ópera Operária | Teatro Francisco Nunes
    Espetáculo Ópera Operária | Teatro Francisco Nunes

    Ópera Operária - Uma luz sobre a cultura funk

    Dividida em um prólogo e três atos, a peça é inspirada livremente na obra “Revolução na América do Sul”, do dramaturgo carioca Augusto Boal e carrega referências do pensamento e do teatro negro do intelectual paulista Abdias Nascimento. Com dramaturgia assinada pela poeta-slammer Nívea Sabino e por Rogério Coelho, profissional da cena e organizador do Slam Clube da Luta, o texto parte da investigação das relações de trabalho e da potência transformadora do funk enquanto expressão artística e movimento cultural.

    O espetáculo, que ganha vida de 4 a 14 de agosto, sempre às 20h, no Teatro Francisco Nunes, conta com onze artistas formandos da Escola de Teatro do Cefart. A turma é a primeira a terminar o curso após a implementação da Política de Ações Afirmativas do Cefart, que destina 50% das cotas a alunos provenientes de escolas públicas, negros ou indígenas.

    Toda a equipe contratada para a “Ópera Operária” é composta por negros.

    O título “Ópera Operária” vem de uma associação dos motes centrais do enredo com a música que ressoa dentro do espetáculo, que traz trilha sonora inédita, criada especificamente para a peça a partir de estudos de canções ancestrais, afros e, é claro, do funk. O jogo de linguagem presente no nome pretende deslocar o imaginário que a ópera usualmente produz nos indivíduos.

    A perspectiva é aproximar a população de uma obra que tem a canção como meio para desenvolvimento da ação, mas que é pensada a partir da cultura que se molda, e se ressignifica, no corpo da sociedade periférica brasileira.

    O espetáculo alia elementos épicos aos dramáticos, não tendo uma fábula ou uma narrativa que conduza todos os eventos da peça de forma linear. Numa referência quase direta à obra de Boal, que concebeu a figura do “José da Silva”, a montagem apresenta as várias histórias de “Da Silva”, personagens alegóricos criados pelos dramaturgos para representar a vida, os sonhos e o comportamento dos indivíduos em meio à precarização das condições laborais.

    “As alegorias representam o ápice do que o trabalho pode gerar no corpo e na vida dos sujeitos. Elas representam a dor, a loucura, o cansaço, a falta de tempo e do cuidado para si”, explica Rainy Campos, professora da Escola de Teatro do Cefart e diretora da montagem “Ópera Operária”.

    Para conceber a dramaturgia, a peça mescla procedimentos de criação do slam e da linguagem teatral. Por meio de práticas de escrita, os estudantes também participaram da criação da peça, sendo provocados a produzirem textos relacionando o universo temático do espetáculo com suas próprias vivências e histórias de vida.

    “O processo criativo, de desenvolvimento da montagem, foi mais um aprendizado do curso. Fomos instigados a realizar alguns exercícios por meio da escrita como forma de elaborar as nossas próprias relações com o trabalho. Trouxemos aquilo que era particular para o coletivo e isso nos permitiu adentrar ainda mais nos problemas que circundam o tema”, conta Augusta Barna, formanda da Escola de Teatro do Cefart e uma das atrizes do elenco de “Ópera Operária”.

    Manifestação cultural da classe operária, da população brasileira periférica, a poesia slam e o funk permeiam toda a montagem do espetáculo. “Essas duas manifestações da arte e da cultura tem chegado em todos os cantos. Elas pulsam nas esquinas, nas ruas, nos bairros. Entendemos que o funk, pelo seu grande alcance, pode gerar uma transformação cultural ainda mais potente, ser um impulsionador de uma revolução pelos corpos, pela sonoridade”, aponta Rainy.

    Entrada gratuita - Ingressos devem ser retirados por meio do site fcs.mg.gov.br