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  • Espetáculo: Les Ballets Trockadero de Monte Carlo
    Espetáculo: Les Ballets Trockadero de Monte Carlo
    Espetáculo: Les Ballets Trockadero de Monte Carlo

    Uma companhia de bailarinos do mais alto nível, inteiramente composta apenas por homens, que sabem combinar técnica impecável e comédia irreprimível. Assim é o Les Ballets Trockadero de Monte Carlo, que há mais de 50 anos encanta e diverte o público com paródias das variações dos ballets clássicos mais famosos do mundo como: O Lago dos Cisnes, Le Corsaire e Dom Quixote. O espetáculo estará pela primeira vez em Belo Horizonte para apresentações nos dias 31 de outubro e 1º de novembro (terça e quarta), às 21h, no Cine Theatro Brasil Vallourec.

    O Les Ballets Trockadero de Monte Carlo promete uma noite como o público nunca viu! Os seus espetáculos são uma reinterpretação inteligente e irônica, acentuando com carinho, ironia e inteligência,  as características mais icônicas do balé clássico, os acidentes mais comuns, a histeria das grandes estrelas … Os Les Trocks - denominação dos bailarinos da companhia - desempenham todos os papéis possíveis, transformando-se em cisnes, sílfides, duendes das águas, princesas românticas, príncipes desajeitados ou angustiadas damas vitorianas, exaltando e celebrando o espírito da dança como forma de arte. Assim, eles encantam e divertem o público com paródias de clássicos como O Lago dos Cisnes, Go for Barroco, Vivaldi Suite, Paquita, entre outros, além de dois números surpresas em cada apresentação.

    Cada bailarino retrata diferentes personas (femininas e masculinas). A maioria dos papéis são femininos, mas a companhia não tem dançarinas. São mais de 60 personagens diferentes, apresentados em tutus e sapatilhas de pontas.  Junto com as mais de 60 fantasias de que precisam, os Les Trocks carregam 80 pares de brincos e 110 cílios postiços em turnê, tudo em apenas quinze caixas. Os dançarinos levam de 60 a 90 minutos para se maquiar e fantasiar.

    No tradicional mundo do ballet, apenas as bailarinas dançam com sapatilhas de ponta, pois em relação à anatomia, o peso e a força exigidos, o físico feminino tem mais facilidade para isto. Mas os Les Trocks mostram que é possível um homem se equilibrar com leveza e elegância durante uma variação de repertório. Entretanto, os tamanhos das sapatilhas são um pouco diferentes: Eugenia Repelskii (também conhecida como Joshua Thake), por exemplo, precisa de um sapato tamanho 44, enquanto a bailarina média usa sapatilhas de ponta tamanho 37.

    O Les Ballets Trockadero de Monte Carlo nasceu em 1974, co-fundada por Peter Anastos, Natch Taylor e Anthony Bassae, todos ex-membros da Trockadero Gloxinia Ballet Company. Quando a companhia começou, havia mulheres interpretando papéis masculinos, mas o público não as achava tão engraçadas quanto os dançarinos. Os Les Trocks trazem de volta o ballet do século XV que, originalmente, era feito apenas por homens e ainda abrem espaço para mais bailarinos assumirem papéis femininos.

  • Espetáculo “Les Girls Forever” | Cine Theatro Brasil Vallourec
    Espetáculo “Les Girls Forever” | Cine Theatro Brasil Vallourec
    Espetáculo “Les Girls Forever” | Cine Theatro Brasil Vallourec

    O espetáculo “Les Girls Forever” é uma ideia amadurecida a algumas décadas devido a necessidade de resgatar, oficializar, manter viva a memória com nome, cidades de origens onde nasceram estes artistas que iniciaram suas carreiras no Rio de Janeiro em grandes shows de travestis desde os anos 60, 70 e 80 até os dias de hoje em várias etapas e modos para levar a sociedade brasileira a verdadeira imagem das grandes artistas travestis ainda vivas espalhados por todo o Brasil.

    Períodos em que reinavam absolutas e aplaudidas por milhares de famílias que formavam filas nos Teatros, casas noturnas, Bailes de Carnaval e que criaram um gênero e uma tendência mulher de ser. 

    Na cidade do Rio de Janeiro estrearam os primeiros espetáculos: “O diabo que a carregue lá pra casa”, “Vive Les Femmes”, “Rei Momo em Travesti”, “International Set” e “Les Girls”, “Rio a noite”, “Very-Very Sex”, “Les boys”, “Vem quente que estou fervendo”, “Bonecas em ritmo da aventura”, “Alô alô bonecas”. “Eles no meio delas”, “As bonecas também podem”, “Gigoletes”, “Planeta das bonecas”, “Bonecas com algo mais”, “Gay Girls”, “Hollywood Gay”, “Gay fantasy”, “Bonecas com tudo em cima”, “Rio Gay”, “Tropical gay”, “Night and Gay”, “Passando Batom”, “Adorável Rogéria”, “Bonecas de mini-saia”, “Les Girls em alta tensão”, “Boas em liquidação”, “Bonecas na quarta dimensão”, Les Girls em Op-Art”, “Agora é que são elas”, “Travesti S/A”, “Mimosas até certo ponto”, (10 anos em cartaz), “Bonecas com tudo em cima”, “Divinas Divas”, “Les Girls 80” e “Les Girls Forever” (2018).

    Nesta terceira temporada, a vedete Safira Bengell contracena com as cantoras internacionais Brenda Bacall e Angela Leclery e artistas convidados.

  • Espetáculo: “Let´s Play That ou Vamos Brincar Daquilo”
    Espetáculo: “Let´s Play That ou Vamos Brincar Daquilo”
    Espetáculo: “Let´s Play That ou Vamos Brincar Daquilo”

    Vida e obra de Torquato Neto saem da literatura para o teatro, com “Let´s Play That ou Vamos Brincar Daquilo”, espetáculo que é um híbrido de recital de poesia, show, jogo, aula, debate e stand-up. 

    A montagem faz parte de um projeto que marca os 50 anos de morte do poeta piauiense e tem atuação e criação do ator Tuca Andrada, a partir da leitura da antologia “Torquatália”, de Paulo Roberto Pires. 

    Para a produção da peça foram convidados os músicos Caio Cesar Sitônio, que assina a direção musical, e Pierre Leite, que assina a sonoplastia. Tuca Andrada também divide a direção com Maria Paula Costa Rêgo. 

    A peça estreou em Recife, em 2023, com sessões esgotadas e, agora, chega ao CCBB BH, para temporada entre os dias 24 de maio e 24 de junho, de sexta a segunda, às 19h.

    Neste espetáculo, sem quarta parede e com duração de 80 minutos, Tuca Andrada apresenta as impressões e marcas que teve ao se envolver com a obra do poeta piauiense Torquato Neto e convoca o público a interagir: perguntando, fazendo críticas e tirando dúvidas.

    Tudo isso torna a montagem sempre renovada a cada apresentação, uma reconstrução em si mesma. “Let´s Play That ou Vamos Brincar Daquilo” se desenvolve numa arena ou semi-arena onde o público, jovem e adulto, está dentro da ação. Como se numa roda de amigos, Tuca Andrada começa a contar a história de um artista inclassicável / não enquadrável, sobre qualquer aspecto, e o efeito produzido nele. 

    No palco, o mundo e o tempo de Torquato Neto tomam conta do ator e ele narra sua visão da história, com a ajuda apenas de um banco, sonoplastia, música, dança e com um chão coberto com poesias do Poeta.

     Não há efeitos grandiosos de luz, apenas climas que vão se estabelecendo com o decorrer da peça. O figurino também é simples, sendo apenas uma calça e camiseta brancas. 

    A ideia é retomar a simplicidade do contador de histórias, do repentista, do cantador de feira que apenas com a voz e o corpo conduz a audiência para fora do tempo presente, transportando-a para outros universos. 

    E os universos de Torquato são muitos: poeta, jornalista, agitador cultural, compositor, cineasta, ator e um dos ideólogos do movimento mais importante na cultura brasileira, na segunda metade do século XX, a Tropicália. Torquato era, antes de tudo, um apaixonado pelo Brasil e pelas diversas formas de comunicação. 

    Apesar de uma vida curta – se matou aos 28 anos, em 1972 – mudou radicalmente a maneira de se fazer poesia e jornalismo no país. Nunca publicou um único livro em vida, mas sua obra continua reverberando em muitos artistas brasileiros até hoje, haja vista o presente espetáculo.

    Os ingressos no site CCBB BH e na bilheteria do CCBB.