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  •  Comédia: 'Uma Shirley Qualquer' - Sesc Palladium
    Comédia: 'Uma Shirley Qualquer' - Sesc Palladium
    Espetáculo: 'Uma Shirley Qualquer' - Sesc Palladium

    Casada, mãe de dois filhos, Shirley Valentim convive com o pior tipo de solidão: aquela que se sente mesmo estando acompanhado.

    Atire a primeira pedra quem nunca conversou com as paredes em uma situação como essa.

    Elas podem não ser as companheiras mais eloquentes, mas ao menos sabem ouvir, qualidade cada vez mais rara. É com elas que a protagonista divide suas angústias, relembra as situações inusitadas e engraçadas que marcam a sua trajetória, e busca entender onde foram parar seus sonhos.

    Após temporada de sucesso em Portugal, Susana Vieira volta aos palcos brasileiros com o monólogo “Uma Shirley Qualquer”, versão de Miguel Falabella para a comédia ‘Shirley Valentine’, de Willy Russel. Belo Horizonte recebe o espetáculo nos dias 22 e 23 de outubro, sábado às 20h30 e domingo às 19h, no Grande Teatro do Sesc Palladium.

    “Uma Shirley Qualquer” conquista plateias do mundo inteiro desde sua primeira versão, em 1986, quando estreou em Londres, sendo agraciado com o prêmio Laurence Olivier Awards de melhor comédia e melhor atriz (Pauline Collins). Em 1989, entrou em cartaz na Broadway e Pauline Collins levou para casa o Tony Award. No mesmo ano, estreou a versão cinematográfica, também com Pauline Collins, indicada ao Oscar e Globo de Ouro, e vencedora do British Academy Film Award.

    A versão brasileira fez uma breve turnê nacional em 2016, chegando a São Paulo em 2017, com direção do próprio Miguel Falabella. Tadeu Aguiar assina a direção da nova temporada, que celebra os 60 anos de carreira e 80 anos de vida de Susana Vieira, que se apaixonou-se pela peça à primeira leitura. “Quando Miguel me entregou o texto, fiquei encantada, fascinada pelo humor da personagem, pela força e coragem que ela tem de ir atrás da felicidade. Shirley vai à luta.

    Todas nós mulheres temos várias coisas dela, por mais diferentes que possamos ser”, conta. A atriz ressalta que, apesar da dureza da vida, Shirley jamais perde o bom humor. E, se as paredes são a companhia da personagem, Susana tem a plateia como confidente: “É um monólogo, mas não me vejo sozinha em cena. Somos o público e eu”, celebra.

    O texto passeia pela comédia com muita sutileza, gerando uma identificação imediata do público. A versão de Miguel Falabella, assim como o original de Willy Russel, traz um olhar afetivo sobre o ser humano e as relações familiares. Com uma abordagem longe de estereótipos e personagens cheios de verdade e sede de vida, o espectador é levado da gargalhada ao nó no peito em segundos. “O humor é a forma mais verdadeira e humana de chegar ao coração das pessoas”, exalta Falabella.

    A peça traz essa protagonista solitária que decide conhecer a Grécia, ao lado de sua melhor amiga Wanda, sem a família, nem mesmo Joel, o marido controlador. Shirley decide embarcar nessa viagem – uma divertida jornada ao encontro do seu verdadeiro eu.

    Ela está cansada da indiferença do marido, cuja principal preocupação é saber se terá carne no jantar. Os filhos, Milandra e Jorge, cresceram e só lembram da mãe na hora dos problemas.

    Com o passar dos anos, no lugar da mulher cheia de anseios e vontade de viver, só resta aquela que se deixa levar por situações comuns do dia a dia, que nem de longe se parece com a figura que protagoniza as boas memórias que tem da juventude. Quando Shirley Valentim transformou-se em “uma Shirley qualquer”?

    Atrás dessa resposta, ela cria coragem e embarca com destino à Grécia escondida de Joel. É um voo rumo à liberdade, à possibilidade de reencontro com a menina sonhadora e cheia de vida que Shirley foi um dia.

    A protagonista fala do ser humano, daquele instante em que se percebe que o tempo passou e a vida ficou parada em alguma esquina. Mostra que nunca é tarde para recomeçar e tomar um bom vinho branco para encarar os fatos com leveza e bom humor, até quando tudo parece estar dando errado. Os dilemas de Shirley são tão dela quanto nossos e podem fazer parte da rotina de qualquer espectador.

    O espetáculo, que integra a programação do Palco Instituto Unimed-BH 2022, é apresentado pelo Ministério do Turismo e pelo Instituto Unimed-BH, por meio do patrocínio de mais de 5,2 mil médicos cooperados e colaboradores, com produção executiva da Pólobh, apoio cultural do Sesc em Minas, patrocínio da New Holland Construction, apoio da Ferguminas Siderurgia, Hypofarma e Multilift, promoção exclusiva Alvorada FM, parceria de mídia com o Jornal O Tempo, Rádio Super Notícia, Fredizak e Soubh.

  • Espetáculo: "Um beijo em Franz Kafka"
    Espetáculo: "Um beijo em Franz Kafka"
    Espetáculo: "Um beijo em Franz Kafka"

    Sucesso de público e de crítica, espetáculo que trata da amizade entre os escritores Franz Kafka e Max Brod, vividos por Maurício Machado e Anderson Di Rizzi, após temporadas de sucesso em São Paulo e Rio de Janeiro, o espetáculo teve sua primeira parada na Tour 2023 nas cidades de Florianópolis e Porto Alegre.

    Em julho o espetáculo desembarcará em Belo Horizonte para duas únicas apresentações, no Cine Theatro Brasil Vallourec.

  • Espetáculo: Umbigo do sonho - um solo de Fabio Costa
    Espetáculo: Umbigo do sonho - um solo de Fabio Costa
    Espetáculo: Umbigo do sonho - um solo de Fabio Costa

    Espetáculo encena a realidade de jovens negros por meio do encontro entre dança e psicanálise. UMBIGO DO SONHO é uma criação inédita do dançarino Fábio Costa e do psicanalista Musso Greco.

    O umbigo é a cicatriz resultante da queda do cordão umbilical, marca da nossa condição de separação do mundo interno na chegada ao mundo exterior. Ponto central, signo da criação, pedra fundamental, rastro da primeira casa, nascedouro. Para a Psicanálise, o "umbigo do sonho” é a parte do sonho que resiste à interpretação, "um emaranhado de pensamentos oníricos que não se deixa desenredar”, ponto onde o sonho mergulha naquilo que não é reconhecido, furo por onde o sentido se esvai, limite da representação, e por isso mesmo, possibilidade de acesso ao que é real em cada sonhador.

    Espetáculo realizado com recursos do edital CenaPlural 2020, graças a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Fundação Municipal de Cultura.