Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • Espetáculo: "Sigo de Volta" - Complementar Produções

    De 20 de novembro a 7 de dezembro, sempre às 19h, o espetáculo Sigo de Volta, ganha sessões on-line e gratuitas com transmissão pelo Youtube da Complementar Produções. Voltada para crianças e adolescentes, a peça trata da relação dos jovens com as tecnologias de comunicação, em especial, as redes sociais. O texto é de Ana Paula Anderson com direção de Leticia Cannavale.

    A montagem apresenta a história de duas irmãs, de diferentes mundos, choques e faíscas. Giovana (Isabella Moreira) tem passado seus dias imersa num jogo de realidade virtual enquanto Úrsula (Rafaela Ferreira) está fazendo uma longa viagem de bicicleta. Quando elas se encontram virtualmente, após os embates iniciais, cada uma vai se deixando seduzir pelo universo da outra, o diálogo flui e as irmãs elaboram uma experiência em comum. Sigo de Volta foi criado para estrear no palco, presencialmente.

    Essa ideia não foi descartada, mas, neste momento de pandemia, a equipe decidiu apresentar o espetáculo de maneira online. A dramaturga Ana Paula Anderson adaptou o texto, que segundo ela, é essencialmente sobre a habilidade de conversar.

    “Passamos por outros temas, também: a performance de si no mundo virtual, o desejo por conexões genuínas com outras pessoas e com o próprio coração, a descoberta do corpo, as limitações impostas aos corpos femininos de experimentarem o mundo livremente. Mas na base de tudo está a necessidade de se aprender a correr os riscos de uma conversa não mediada por telas, onde não podemos controlar como aparecemos para o outro”, conta Ana Paula.

    A dramaturga cita, ainda, a psicóloga norte-americana Sherry Turkle, que pesquisa cultura digital há mais de 30 anos e tem um estudo sobre o poder da conversa para a formação dos jovens em termos de autoconhecimento, empatia, criatividade, capacidade cognitiva e valorização da democracia.

    “Parece óbvio afirmar que saber conversar é importante para cultivar tudo isso, mas aparentemente não é - e essa questão é ainda mais urgente desde que a pandemia exacerbou nossas interações no mundo virtual.

    Como os mais jovens podem se exercitar em conversas espontâneas, em debates ao vivo, em sustentar serem o que são se o tempo todo podem editar o que dizem e como aparecem? ”, completa.

  • Espetáculo - Silencie?Sons das Águas - Da natureza ao palco
    Espetáculo - Silencie?Sons das Águas - Da natureza ao palco
    Espetáculo - Silencie Sons das Águas - Da natureza ao palco

    O Teatro Francisco Nunes recebe o espetáculo Silencie?Sons das Águas - Da natureza ao palco

    Sons das Águas - da natureza ao palco, é um espetáculo com duração de 80 minutos dedicados à música escrita para percussão tendo a água como uma das principais fontes de exploração sonora. No palco a água (a solo ou em comunhão com outros instrumentos e efeitos de luz), é explorada em diversos níveis quer sejam visuais, sonoros e até mesmo tácteis, trazendo uma plasticidade musical única, rara aos palcos brasileiros. Um dos principais objetivos deste espetáculo é, através da música, chamar o público para uma sensível reflexão intelectual- artística sobre a água e o seu papel em nossa sociedade. Fernando Chaib é o diretor artístico e atua neste espetáculo, convidando os principais percussionistas atuantes na música contemporânea experimental em Minas Gerais (a exemplo de Bruno Santos e Charles Augusto, dentro outros). 

    O espetáculo traz obras originais escritas para percussão e água por compositores renomados e/ou emergentes no cenário da música contemporânea.


    TEATRO ADULTO:
    Silencie?Sons das Águas 
    Dia 11, sexta, às 20h 
    Classificação: livre | Duração: 60 minutos                                 
    Ingressos: ENTRADA FRANCA
    Ingressos podem ser adquiridos na bilheteria 2h antes do espetáculo ou no site, www.diskingressos.com.br
    OBS: A Bilheteria do teatro abre duas horas antes do espetáculo.

  • Espetáculo: “Simplesmente eu, Clarice Lispector”, com Beth Goulart
    Espetáculo: “Simplesmente eu, Clarice Lispector”, com Beth Goulart
    Espetáculo: “Simplesmente eu, Clarice Lispector”, com Beth Goulart

    O Festival Teatro em Movimento, que tem curadoria e coordenação geral de Tatyana Rubim, traz o espetáculo “Simplesmente eu, Clarice Lispector”. Com atuação, direção e adaptação de Beth Goulart, e supervisão de direção de Amir Haddad, o espetáculo Simplesmente eu, Clarice Lispector, retorna aos palcos após dez anos. O espetáculo é uma ode ao amor, quando vou de encontro ao viés mais presente e importante da obra da Clarice na busca por esse sentimento, o mais sublime do ser humano”, reflete Beth Goulart, premiada como “Melhor Atriz” com o “Shell 2009”, “APTR”, “Revista Contigo” e “Qualidade Brasil”, este último, que também premiou a montagem como “Melhor Espetáculo”, que passou dois anos debruçada na obra da autora, mergulhada em extensa pesquisa.

    O espetáculo é uma ode ao amor, quando vou de encontro ao viés mais presente e importante da obra da Clarice na busca por esse sentimento, o mais sublime do ser humano”, reflete Beth Goulart, premiada como “Melhor Atriz” com o “Shell 2009”, “APTR”, “Revista Contigo” e “Qualidade Brasil”, este último, que também premiou a montagem como “Melhor Espetáculo”, que passou dois anos debruçada na obra da autora, mergulhada em extensa pesquisa. Extraído de depoimentos, entrevistas, correspondências e depoimentos de Lispector, assim como fragmentos de suas obras mais emblemáticas, como Perto do coração selvagem, Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres, e os contos Amor e Perdoando Deus, que se constrói a narrativa de Simplesmente eu, Clarice Lispector. Beth entrelaça a autora e as vozes de quatro personagens femininas, Joana, Lori, Ana e mulher sem nome, que representam diferentes momentos da vida e do pensamento de Clarice. A cenografia minimalista e a iluminação, meticulosamente desenhada, criam um espaço onírico, onde a autora e suas personagens dialogam sobre amor, silêncio, solidão e o mistério da existência. Amir Haddad assina a supervisão de direção, desafiando Beth a explorar ainda mais a comunicação com o público. 

    A trilha sonora original de Alfredo Sertã, inspirada em compositores como Erik Satie, Arvo Pärt e Astor Piazzolla, guia a atmosfera sensorial da obra. A iluminação de Maneco Quinderé e a direção de movimento de Márcia Rubin, assim como a preparação vocal conduzida por Rose Gonçalves, adicionam camadas de expressividade à encenação. O cenário, assinado por Ronald Teixeira e Leobruno Gama, evoca um vazio branco, que acolhe e transforma o espaço cênico com a luz e os movimentos da atriz. O figurino de Beth Filipecki reforça a elegância e simplicidade de Clarice e seus personagens. Com visagismo de Westerley Dornellas e uma programação visual elaborada por Carol Vasconcellos. Na montagem de Simplesmente eu, Clarice Lispector, a essência da literatura de uma das mais importantes escritoras do século XX, dona de uma obra que cruza fronteiras geográficas e de gênero, em direção ao entendimento do amor, de seu universo, suas dúvidas e contradições.