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  • Exposição: ‘ABSTRATO FLOR’ - Espaço Cultural Otto Cirne - Associação Médica Minas Gerais
    Exposição: ‘ABSTRATO FLOR’ - Espaço Cultural Otto Cirne - Associação Médica Minas Gerais
    Exposição: ‘ABSTRATO FLOR’ - Espaço Cultural Otto Cirne - Associação Médica Minas Gerais

    Quadros nas técnicas mista, óleo e acrílica sobre tela são abrigados pelo Espaço Cultural Otto Cirne durante o mês de fevereiro. Com a exposição ‘Abstrato flor’, Dulce D’Assunção revela pinturas que sugerem ou mostram claramente a beleza das flores e outras representações da natureza. A artista plástica iniciou sua trajetória no mundo das artes ainda criança. Observando o manejo com as tintas de uma das freiras do colégio onde estudava, surgiu o interesse. Do alto dos seus sete anos de idade, ainda não poderia cursar as aulas de educação artística, no entanto a freira a deixou pintar sem acompanhamento acadêmico.

    O apoio da família não veio no começo, mas aos 12 anos acabou sendo presenteada pela mãe com um cômodo da casa para desenvolver seu traçado: “Fui aprendendo sozinha a produzir minhas obras. Cresci e, para seguir a vontade do meu pai, cursei direito, embora sonhasse com arquitetura”, conta.

    D’Assunção afirma que seu lado artístico sempre tomou conta de sua vida e, mesmo com outras atividades, deu até aulas de pintura para crianças. “Deixei minha família satisfeita com minha formação e depois fui me dedicar ao que eu realmente gostava: arte.”

    Foram muitas cidades onde viveu, estudou, casou, tenho filhos e se separou, até chegar em Belo Horizonte, montar seu ateliê em casa, e apresentar suas obras em muitos continentes. “Viajei bastante e fiz residências artísticas em cidades como Lisboa, Milão, Nice e Paris. O trabalho consistia em pintar na rua sob os olhares de todos. Mas cheguei a trocar minhas telas por estadia na França”, destaca.

    Com estilo que mescla o clássico e contemporâneo, seus quadros também foram vistos em galerias Brasil afora. “Com minha base autodidata, pude aperfeiçoar minha técnica em um curso de artes visuais para poder, inclusive, lecionar. Hoje dou aulas específicas como, por exemplo, indicando o caminho que cada pessoa vai seguir artisticamente.”

    O principal motivo de sua inspiração é a natureza. Dulce D’Assunção leva para a tela, mesmo de maneira abstrata, as paisagens por onde passa. Entre os brasileiros que admira nas artes estão Benigno Ribeiro e Fernando Medeiros. “Gosto ainda dos europeus Claude Monet e Vincent van Gogh. Monet por retratar a natureza e van Gogh pela loucura surrealista. Pela primeira vez na AMMG, ‘Abstrato flor’ fica em exposição até o final do mês de fevereiro e as peças serão comercializadas.

    O Espaço Cultural Otto Cirne está localizado no hall de entrada da AMMG e é destinado à exposição de obras de arte de autoria de associados e seus dependentes. Médicos não associados e artistas não médicos podem utilizar o espaço, dependendo da disponibilidade na agenda. 

  • Exposição: “Absurdo da Forma”
    Exposição: “Absurdo da Forma”
    Exposição: “Absurdo da Forma”

    O Parque do Palácio inaugura, no dia 24 de agosto, a exposição “Absurdo da Forma”, individual do artista mineiro Carlos Fiorenttini (1951), com curadoria de Sarah Ruach. A mostra ocupa os interiores do Palácio das Mangabeiras e apresenta um conjunto de obras que percorrem seis décadas de produção, revelando o diálogo entre rigor técnico, precisão geométrica e liberdade poética que marcam sua trajetória.

    Na exposição em Belo Horizonte, sua cidade natal, o artista apresenta um recorte que reúne fases distintas de sua produção, compondo um percurso exógeno em relação à sua própria história. Se por anos sua obra circulou pelo mundo, “Absurdo da Forma” propõe um reencontro entre o artista e a cidade, traduzido em telas que combinam disciplina geométrica e abertura ao sonho.

    Entre precisão e delírio

    O trabalho de Fiorenttini se caracteriza por uma constante tensão entre ordem e devaneio. O traço é meticuloso, rigoroso, mas se abre a composições em que o real parece à beira do surreal. Essa combinação gera imagens em que a lógica se dobra à imaginação, evocando tanto a precisão técnica quanto a liberdade criativa.

    O texto curatorial, assinado por Sarah Ruach, ressalta que “o surrealismo não é uma aversão ao real, mas um atravessamento deste, uma elaboração inquieta entre metáfora, precisão e a permeabilidade do concreto”.

  • Exposição: Abya Yala
    Exposição: Abya Yala
    Exposição: Abya Yala

    O Complexo Cultural Funarte MG recebe na próxima sexta-feira, dia 05, a Expo Abya Yala, que vai ocupar a Funarte durante três sextas-feiras e um sábado do mês de abril: 05, 06, 12 e 19/04. 

    Reconhecida como a 1ª Exposição Indígena de BH e atuando desde 2022 na promoção da igualdade racial e perspectiva de renda para artistas e artesãos indígenas, o evento conta com barracas de artes indígenas e gastronomia. 

    Com itens de diversas etnias, artigos de povos originários de outros territórios além-fronteira, o projeto, além de gerar renda para famílias indígenas, muitas comandadas por mulheres, é também um espaço de encontro, troca de saberes e intercâmbio entre culturas ancestrais. Idealizado pelo Comitê Indígena Mineiro (CIM), o projeto nasce com o intuito de ser um espaço de apoio e de visibilidade à cultura dos cerca de 7 mil indígenas que vivem em BH e RMBH. 

    Seu nome reflete a identidade e o propósito do coletivo: Abya Yala no idioma Kuna significa “aquele que é nascido em casa”. "Casa - território": a Terra madura, a Terra vida e viva em constante florescimento. 

    O Comitê Indígena Mineiro (CIM), organização que deu origem à Expo Abya Yala, apresenta à cidade neste ano o evento “Demarcando a Funarte”, que traz, além da tradicional feira de artesanato, apresentações culturais, roda de conversa, sorteio, culinárias tradicionais e oficinas. 

    O evento tem também a intenção de fazer resistência contra os ataques aos direitos indigenas, o apagamento e a colonização que ainda recaem sobre os povos indígenas. 

    A abertura acontece no dia 05 de abril, sexta-feira, com início às 14h e encerramento às 21h. O evento segue no sábado, dia 06, a partir das 10h com oficina de banho de ervas e no fim do dia acontece o Baile dos Andes, com música andina ao vivo. 

    Nos dias 12 e 19, sextas-feiras, a programação é recheada com oficina de pintura corporal, roda de conversa, sorteio e exibição de filmes em parceria com a Filmes de Quintal. 

    No dia 19, dia internacional dos povos indígenas, acontece o encerramento com a celebração do "Teko Porã – festa da abundância" e distribuição de flores, frutos e sementes. 

    A entrada é gratuita.