Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • Crédito - Memorial do Bordado
    Crédito - Memorial do Bordado
    Exposição "A Camisola do Dia"

    Por se tratar de participação de um evento que acontecerá a noite, o Memorial do Bordado propõe a exposição de uma parte de seu acervo, as camisolas do dia, peças especiais pelo requinte de elaboração e simbolismos associados a seu uso, que era socialmente prescrito para as noivas/esposas recém-casadas (em primeiro casamento), na primeira vez que dormiam com seus noivos/maridos. Esses objetos faziam parte do universo das camadas sociais médias e superiores do Brasil nos anos 30 a 50 do século passado. Além da técnica, a exposição irá discutir questões culturais e sociais em torno desse objeto.

    - número de vagas: de 6 a 8 pessoas por visita

     

  • Exposição A Cara da Pista - Rimas e imagens: a quebra da barreira no Barreiro

    Há espaço para todos. É preciso começar esse texto com essa afirmação, já que ele irá guiar todas as palavras que aqui surgirem. Todas as formas de arte, como pinturas, fotografias, teatro, grafite, dança, música e outras tantas que existem (e existirão) precisam ter seu valor reconhecido. Negar a arte é negar a própria essência de ser humano. É viver no escuro.

    O Barreiro, um dos bairros de Belo Horizonte, guarda consigo muitos artistas que precisam de visibilidade. Símbolo do local, a Pista de Skate tornou-se ponto de encontro de skatistas, ciclistas e artistas de trance, rock, grafite e os mais populares: os de hip-hop. Contudo, essas expressões artísticas quase foram caladas por tentativas de repressões.

    O movimento hip-hop transforma Belo Horizonte e seus espaços, atribuindo significados aos locais, a partir dos sons de MC’s, das danças e rimas, integrando artistas de diferentes ritmos e inserindo-os em um cenário cultural. A exposição “A Cara da Pista” cumpre o seu papel de fortalecer essa união e dar visibilidade à arte. Sua exibição é uma forma de mostrar que a pista de skate do Barreiro é (e tem que continuar) um espaço democrático de diálogo e incentivo à cultura.


    Coletivo “Viaduto das Artes”.

     

     

     

    Sobre A Cara da Pista
    O projeto “A Cara da Pista” tem o objetivo de dar visibilidade para as Batalhas de Mc’s da Pista de Skate do Barreiro, por meio de uma exposição fotográfica. Com imagens de fotógrafos profissionais e amadores, oferecendo o olhar de cada um deles sobre as batalhas de Mc’s, a iniciativa pretende ampliar a percepção dos participantes sobre a realidade das batalhas e da comunidade em que estão inseridos.

    Fotógrafos Participantes 
    Ademir Nascimento - Graduado em Educação Artística pela Universidade do Estado de Minas Gerais - Escola Guignard e pós-graduado em Gestão Educacional pela Faculdade Pitágoras. Atualmente é professor de Artes na rede pública de Contagem/MG. Entre os diversos cursos que realizou, destaque para capacitação no Estúdio fotográfico Wilson Avelar; Fotografia P&B - UNA BH; Fotografia arquitetônica - SESI/MG; e Fotografia Digital SENAC/MG. Participou de várias exposições, entre as quais estão “Mostre Seu Talento”, na Galeria de Arte do Minas ll; e “Tudo a Ver”, na Casa de Cultura de Contagem e no Espaço Cultural Senac/MG.

    Alexandre Lopes - Trabalha com produção de imagem, especialmente a fotografia analógica e seus desdobramentos. Formado pela Escola de Design da UEMG e pós-graduado em Artes Plásticas pela Escola Guignard. Atualmente participa de diversos projetos, fornecendo material visual para pesquisas acadêmicas, prestando consultorias para projetos autorais e cursos personalizados para pequenos grupos, abordando desde a história da fotografia a processos alternativos de captação e produção de imagem. 

    Daniel Pinho – Graduou-se em Comunicação Social antes de iniciar seus estudos artísticos na Europa. A partir de 2011, viveu na cidade de Bologna, no norte da Itália, onde realizou seu mestrado em Fotografia Autoral pela Academia de Belas Artes. Em 2013, ganhou uma bolsa para estudar em Düsseldorf, na Alemanha, período em que teve contato com importantes artistas contemporâneos e desenvolveu pesquisas fundamentais para o seu percurso. Após retornar à Itália, foi selecionado para a residência artística “Mountain Photo Festival”, curada por Luca Andreoni.

    Daniel Moreira - Graduado em Comunicação Social, Daniel realizou exposições individuais no Centro Cultural FIESP, em São Paulo; no Palácio das Artes, em Belo Horizonte; na Galeria Antônio Sibassoly, em Goiás; e no Espaço Galeria SESI, em Campinas. Participou de diversas coletivas, como “Under de Same Sky”, no Hangaram Design Museum, em Seul; e “Terra em Transe”, no Dragão Do Mar, em Fortaleza. Ganhou e foi indicado a diversos prêmios, como o Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger e o XIV Prêmio Funarte Marc Ferrez. Foi finalista do Prêmio de Arte Conrado Wessel. Possui obras em acervos públicos e particulares.

    Bruna Finelli - Nascida em Belo Horizonte, é Mestre em Estudos Culturais Contemporâneos pela Universidade FUMEC e Bacharel em Artes Plásticas pela Universidade do Estado de Minas Gerais. Atuante no mercado como fotógrafa na área de moda, performances, mostras culturais e shows. Também é curadora, pesquisadora e idealizadora de mostras de artes visuais e audiovisuais. Professora de Fotografia na Universidade FUMEC, em Belo Horizonte, para os cursos de Design, Design de Moda e Arquitetura.

    Camila Parreiras - Fotógrafa e artista gráfica, trabalha a poética da memória e seu recorte temático nos deslocamentos e acúmulos de paisagens e objetos recolhidos em sua caminhada cotidiana. Seu principal foco na fotografia está em seus retratos, paisagens e streets. Nasceu e cresceu no Barreiro, em Belo Horizonte. Graduada em Artes Visuais pela UFMG, onde participou de diversas exposições coletivas.

    Felipe Rafael (AKA FelSuave) - Mineiro criado em São Paulo, atua formalmente no setor de segurança pública, mas tem como amor principal o hip-hop (e seus elementos) e o skateboard. Em suas leituras fotográficas, incorpora esses movimentos por meio do seu olhar amplo e, ao mesmo tempo minimalista, para a rua, local onde se desenvolvem a maioria das cenas captadas em sua fotografia. A influência do caos urbano das grandes cidades, do movimento das manobras de skate, dos grafites e outras intervenções são evidentes em suas cenas, mostradas pela presença dos anônimos que, conforme Felipe diz, trazem “vida” ao marasmo da selva de pedra.

    Jade Liz - Bacharel em Artes Plásticas pela Escola Guignard-UEMG (2012-2016), desenvolve sua poética principalmente através da fotografia e pintura. Participa de exposições nacionais e internacionais, entre elas “Fragmentos do Onírico” e “Ficções - A fotografia além do real”, ambas mostras do Festival de Fotografia de Tiradentes (2019 e 2017); “Auati/Avati”, instalação resultado da residência artística no Viaduto das Artes (2017); “5th World Biennial of Student Photography”, na Sérvia (2015); e “4x4”, no BDMG Cultural (2015).

    Nicole Capitu - Formada em Audiovisual pela OiKabum e em Artes Visuais no Arena da Cultura. Colaborou com a fundação dos “Jornalistas Livres” e trabalhou como fotógrafa para o Mídia Ninja. Atualmente, trabalha na Produto Marginal, produtora audiovisual independente, onde produz videoclipes de artistas e trabalhos fotográficos. Seu objetivo é aprender mais e compartilhar sua arte com as pessoas por meio da própria perspectiva e vivências.

  • Exposição: A cara do Brasil de Max Motta
    Exposição: A cara do Brasil de Max Motta
    Exposição: A cara do Brasil de Max Motta

    O artista visual Max Motta do Recife, apresenta sua primeira individual em Belo Horizonte, MG.

    Intitulada A CARA DO BRASIL – sobre a gente, sob o sol, a exposição pretende jogar luz sobre ofícios fundamentais para o funcionamento da engrenagem que sustenta a vida cotidiana em sociedade.

    A mostra, que reúne 20 obras, entra em cartaz no próximo sábado dia 12, na Bomb Club Graffiti, no Mercado Novo em BH, e fica aberta ao público até 12 de março . Max telas tem seus traços reconhecidos em personagens de murais em spray. Pegando um caminho diferente do graffiti, esses personagens agora estão em telas retratadas em acrílica e aquarela. No entanto, a essência de sua estética permanece.

    Corpos sensíveis, trabalhadores, olhares profundos, cores, sombras e formas geométricas que se alinham em profundidade. Nesta leva, seus personagens imprimem uma visão sobre o trabalho, um povo e a força de existir. Nas telas, o labor de gente que carrega no corpo as marcas e o peso da história, mas jamais esmorece. Segundo Max, “esta exposição ressalta a subjetividade dos corpos que executam labutas pesadas e fazem a vida acontecer.

    Uma maneira de marcar existências comumente ignoradas, mas essenciais pelos postos que ocupam e pela perspectiva do olhar dessas pessoas sobre o mundo”, pontua. E ainda, para lembrar aos que se beneficiam dessas mãos de obra, quem sustenta seus privilégios.

    Sobre Max Motta

    Maxmilyano Marques da Motta tem 32 anos, nasceu no Recife, Pernambuco, e já realizou algumas exposições como: O Nordestino, em 2017, em São Paulo, uma coletiva em homenagem ao centenário de Jackson do Pandeiro, na Casa Balea, em Olinda e a individual Pele Grossa em 2019. Na Rua do Apolo, em Recife, ainda pode ser visto seu painel em grafitti mais antigo, feito há 15 anos. Atua como tatuador (Estúdio NYX Tattoo), ilustrador, artista visual, utiliza técnicas do grafitti e aquarela, e agora acrílica, sobre muros e telas.