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  • Exposição: "A Cultura e suas Peculiaridades" - Funarte MG

    Selecionada pelo Prêmio Funarte Artes Visuais 2020/2021, a mostra “A Cultura e suas Peculiaridades”, do artista plástico Eduardo Carvalho, chega a Belo Horizonte, onde ficará em exposição na Galeria Funarte MG entre os dias 4 de novembro e 4 de dezembro.

    Em seguida, a exibição – que recebe o apoio do MTur (Ministério do Turismo), da Secult (Secretaria Especial da Cultura) e da Funarte (Fundação Nacional de Artes) – segue para Franca (SP), onde permanecerá em cartaz de 8 de dezembro a 8 de janeiro de 2022.

    Nesta edição, o Prêmio Funarte teve como tema principal “O diálogo entre o patrimônio histórico da cidade do Rio de Janeiro e o brasileiro presente nas artes visuais, na arquitetura e nos espaços urbanos”. Sobre o tema da exposição, Carvalho observa que o espaço urbano é a representação realista da história. “Nele, podemos encontrar diversos olhares, com várias formas de pensar, perceber e sentir.

    O urbano é a prova indelével das ações humanas no tempo e espaço. Na cidade, o homem é produtor da própria história”. Para o artista plástico, as cidades são palco para as representações, ideias, conceitos, concepções, valores e princípios. Angélica Capelete, CEO da Impacto Comunicação e Entretenimento – empresa contratada para assessorar e executar o evento -, por sua vez, destaca que, ao analisar o trabalho de Carvalho, é possível perceber o seu apelo cultural e social. “A ancestralidade africana, tão presente em nosso cotidiano, é exposta de forma exuberante na escolha da fotografia.

    À medida em que notamos os traços do desenho, nos colocamos juntos. Símbolo de resistência no conjunto da cultura brasileira, nossa ‘africanidade’, aflora junto com o desenvolvimento da percepção da obra dele”, afirma Mostra celebra africanidade Na análise do artista plástico Eduardo Carvalho, a realidade e a história brasileira posicionam o país como uma nação de contradições. “Os quilombos, as favelas e as periferias são a síntese dessa dinâmica histórica”. Neste sentido, segundo Carvalho, o Rio de Janeiro é a síntese da realidade brasileira. “O Rio já teve diversas fases, de cidade portuária à capital do império português e brasileiro.

    Foi sem dúvida, e durante muito tempo, umas das cidades mais importantes e dinâmicas do Brasil”, considera. “Sendo assim”, prossegue, “podemos encontrar diversas ‘realidades’ nesta mesma cidade. Desde quilombos, passando por favelas a condomínio de luxo.

    O Rio representa essas contradições que forjaram o espírito dos brasileiros, que, na carência de recursos, criaram uma civilização formada na solidariedade” Para o artista, a obra demonstra que o país tem uma história rica em contradições, que se traduziram nos espaços urbanos. “A força de nossa cultura vem de nossa diversidade, do nosso antropofagismo. Somos um povo do degredo, do fugido, do desterro em nossa própria terra.

    Acima de tudo, a obra de Carvalho nos faz refletir: o quilombo está dentro do Brasil ou o Brasil é um grande quilombo?”. Na última semana de exposição em Belo Horizonte, será apresentado o catálogo da obra do artista.

  • Peça gráfica laranja com o escrito em branco "EXPOSIÇÃO: Adinkras (IPEAFRO)"
    Peça gráfica laranja com o escrito em branco "EXPOSIÇÃO: Adinkras (IPEAFRO)"
    EXPOSIÇÃO: Adinkras (IPEAFRO)

    O Ipeafro, como seu criador Abdias Nascimento, se dedica à missão de recuperar a dignidade humana dos povos africanos. Nesse contexto está a Exposição Adinkras (IPEAFRO), que chega a edição do Festival de Arte Negra de Belo Horizonte - FAN BH 2023.

    Adinkra é o conjunto de símbolos que representam ideias expressas em provérbios. O adinkra, dos povos acã da África ocidental (notadamente os asante de Gana), é um entre vários sistemas de escrita africanos. Diversos outros sistemas de escrita percorrem a história africana em todo o continente.

    Neste ano, o tema central do FAN BH 2023 é a Tríade Temporal, uma poderosa concepção que une o passado, presente e futuro. Este conceito norteia a construção do festival, atuando como uma ponte entre as tradições ancestrais e as visões futurísticas, tudo em busca de uma compreensão mais profunda do presente. O evento desempenha o papel de catalisador dessa interseção, provocando reflexões profundas sobre território, cultura e política.

    A 12ª Edição do Festival de Arte Negra de Belo Horizonte, que acontecerá no Parque Municipal e outros espaços da PBH, é realizada pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Instituto Lumiar.

  • Autora Ruth Rocha
    Autora Ruth Rocha
    Exposição "Admirável Mundo Louco", sobre a autora Ruth Rocha

    Idealizada em 2017 pelo Colégio Loyola, a exposição “Admirável Mundo Louco”, expõe trechos de livros de uma das mais importantes escritoras da literatura infanto-juvenil brasileira. A exposição é uma homenagem aos 50 anos de carreira de Ruth Rocha, celebrados há dois anos.

    Desta vez, quem receberá os nove banners com trechos das obras da escritora é a Biblioteca Pública Luiz de Bessa – Setor Infanto-juvenil –, BIJU, localizada na Praça da Liberdade. A mostra, com entrada franca, ficará em cartaz entre os dias 14 de outubro e 30 de novembro e tem como objetivo “despertar, motivar ou renovar o prazer pela leitura”, como disse Amanda Lopes, curadora da exposição e professora de Artes do Colégio Loyola.

    O conteúdo da mostra é inspirado em sete livros de Ruth Rocha: A escola do Marcelo; Eugênio, o gênio; Mil pássaros pelos céus; O amigo do rei; O coelhinho que não era de páscoa; Quem tem medo de monstro; Marcelo, marmelo, martelo. Durante o período de exposição, o Colégio Loyola fornecerá, gratuitamente, roteiros de visita, oficinas e contação de histórias. Para Amanda Lopes, a exibição é uma oportunidade de desenvolvimento para diversas atividades criativas e lúdicas: “A reescrita das histórias é uma delas. Outra possibilidade é a criação de novos desenhos para a exposição. Mas também não existe a necessidade de se prender apenas aos textos que fazem parte da exposição. Outros livros podem ser trabalhados”, explica. A curadora ainda fala que, no Loyola, também foram utilizadas as histórias de Almanaque de Ruth Rocha e Este admirável mundo louco, este último como inspiração para o nome da mostra.

    A exposição já passou por escolas públicas, como a Escola Municipal Marconi e a Escola Municipal Theomar de Castro Espíndola.