Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • Exposição: ‘Aeris Cor’, do artista mineiro Marco Caetano
    Exposição: ‘Aeris Cor’, do artista mineiro Marco Caetano
    Exposição: ‘Aeris Cor’, do artista mineiro Marco Caetano

    O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição ‘Aeris Cor’, do artista mineiro Marco Caetano, dia 18 de julho de 2024, quinta-feira, às 19h30.

     A mostra tem a curadoria do professor Fabrício Fernandino e poderá ser vista até o dia 18 de agosto de 2024.

     A entrada é gratuita e integra o projeto Escultura no Centro, que destaca os trabalhos tridimensionais desenvolvidos por alunos do curso de Artes Visuais com habilitação em Escultura da Escola de Belas Artes da UFMG. 

    A classificação é livre.

  • Exposição: "A esperança alada e os devaneios da imaginação"
    Exposição: "A esperança alada e os devaneios da imaginação"
    Exposição: "A esperança alada e os devaneios da imaginação"

    O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição individual ‘A esperança alada e os devaneios da imaginação’, da artista plástica, pesquisadora e arte-educadora Mariana Laterza. A mostra reúne trabalhos que exploram a gravura em campo expandido, em diálogo com a fotografia, o objeto e o espaço expositivo. O evento acontece no dia 24 de outubro de 2025, sexta-feira, às 19 horas. As obras poderão ser vistas até 2 de novembro de 2025. A entrada é gratuita e tem classificação livre.

    A Mostra:

    A exposição apresenta um percurso poético que articula prática artística e reflexão teórica, desenvolvidas ao longo do doutorado na Escola de Belas Artes da UFMG, incluindo obras criadas durante o doutorado sanduíche na França. Integrante da defesa de sua tese, a mostra reúne trabalhos que exploram a gravura em campo expandido, em diálogo com a fotografia, o objeto e o espaço expositivo. A artista propõe uma poética da imaginação criadora como fonte de esperança e liberdade, em que portões, gaiolas, pássaros e flores se tornam símbolos de passagem, de voo e de florescimento, convidando o público a devanear e imaginar novos modos de existir.

  • Exposição: "A eterna novidade do mundo", e o livro "Aquele que brota" de Filipe Lampejo
    Exposição: "A eterna novidade do mundo", e o livro "Aquele que brota" de Filipe Lampejo
    Exposição: "A eterna novidade do mundo", e o livro "Aquele que brota" de Filipe Lampejo

    O artista e designer gráfico Filipe Lampejo constrói uma trajetória que transita entre linguagens — design, teatro, pintura e escrita — e se ancora na ideia de que o processo é o próprio lugar da arte. Formado em Comunicação Social e técnico em Design Gráfico pelo SENAI, iniciou sua carreira produzindo artes gráficas para o Galpão Cine Horto, centro cultural do Grupo Galpão, onde teve o primeiro contato com o fazer teatral. “Trabalhar em um espaço teatral transformou meu modo de pensar a criação. 

    Estar ao lado de artistas de teatro dentro de uma sala de ensaio em estado de experimentação me ensinou a ser poroso, aberto para muitas linguagens. Essa experiência me formou mais do que qualquer técnica.” A partir dessa convivência, o design deixou de ser ferramenta de comunicação e passou a integrar o próprio processo criativo. Em vez de traduzir o resultado de um espetáculo, ele começou a participar da sua construção. “Nos ensaios, meu trabalho era visto como uma contribuição artística, horizontal e transversal”, conta. “O design estava ali para atravessar o processo, não para ilustrá-lo.” Essa visão moldou o que viria a ser o Estúdio Lampejo, criado ao lado de João Emediato, onde o design passou a ser entendido como linguagem autônoma, sensível e provocadora. “Nos interessava pensar o design como algo que pudesse gerar ruído, e não só resolver problemas. 

    Às vezes, era mais sobre abrir perguntas do que respostas.” Foi dessa abordagem experimental que nasceram projetos premiados, como as identidades visuais criadas para o Grupo Galpão, reconhecidas com ouro no Brasil Design Award e mais inúmeros outros prêmios, como a indicação ao Grammy Latino em 2013. Durante a pandemia, Filipe encontrou na pintura um novo campo de investigação. A primeira experiência, feita de modo intuitivo, coincidiu com o uso de cogumelos psicoativos. “A primeira vez que pintei, estava sob efeito de cogumelo. Foi decorrência do isolamento e do desejo de buscar outras formas de expressão”, lembra. A pintura se tornou uma extensão natural do seu pensamento visual, uma prática que envolve tempo, observação e presença. “A aquarela me deu algo que eu chamo de atenção microscópica — uma escuta absoluta da imagem.” Esse processo resultou nas aquarelas que integram "A eterna novidade do mundo", sua primeira exposição individual, em cartaz no Estúdio Pessoas Físicas, em Belo Horizonte, entre 8 de novembro e 13 de dezembro.

     O conjunto de obras dialoga diretamente com o livro "Aquele que brota" (Editora Chão da Feira), lançado simultaneamente, em que o artista reúne textos, desenhos e fotografias criados entre 2020 e 2025. “As duas obras nascem do mesmo gesto. São tentativas de olhar para o invisível e dar corpo ao que se move entre matéria e imaginação”, explica. Hoje, Filipe divide o tempo entre o trabalho autoral e a coordenação do Estúdio Pessoas Físicas, criado com Vinícius de Souza. O espaço funciona como ateliê, galeria e sala de ensaio, reunindo artistas e pesquisadores em torno de práticas colaborativas. “Mais do que um espaço de trabalho, o estúdio é um campo de convivência e de experimentação”, afirma. “A arte acontece ali, no meio do caminho, entre uma conversa, uma imagem e uma ideia.”