Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • Fachada do Centro Cultural Vila Santa Rita
    Fachada do Centro Cultural Vila Santa Rita
    Exposição Abstração do Olhar 2

    A artista plástica Fátima Aquino nos prestigia novamente com exposições, inovando sempre com seu estilo contemporâneo, técnica ousada, além da inserção de material orgânico, resultando em obras com características marcantes e diferenciadas, que já foram expostas em galerias e espaços públicos nacionais e internacionais. A Mostra conta ainda com a participação das artistas Marly Grybel e Sara Diniz. Marly Grybel expôs em vários espaços culturais, e seu trabalho, também contemporâneo, brilha pela técnica utilizada, com peças ímpares e estilo peculiar. Sara Diniz expressa bem em suas peças a arte digital tridimensional e fantástica, além de transitar em diversos campos das artes visuais. Conta com várias exposições em Montes Claros e São Paulo. A reunião das três artistas proporciona ao público apreciar a arte em suas diferentes formas.

  • Exposição: ‘ABSTRATO FLOR’ - Espaço Cultural Otto Cirne - Associação Médica Minas Gerais
    Exposição: ‘ABSTRATO FLOR’ - Espaço Cultural Otto Cirne - Associação Médica Minas Gerais
    Exposição: ‘ABSTRATO FLOR’ - Espaço Cultural Otto Cirne - Associação Médica Minas Gerais

    Quadros nas técnicas mista, óleo e acrílica sobre tela são abrigados pelo Espaço Cultural Otto Cirne durante o mês de fevereiro. Com a exposição ‘Abstrato flor’, Dulce D’Assunção revela pinturas que sugerem ou mostram claramente a beleza das flores e outras representações da natureza. A artista plástica iniciou sua trajetória no mundo das artes ainda criança. Observando o manejo com as tintas de uma das freiras do colégio onde estudava, surgiu o interesse. Do alto dos seus sete anos de idade, ainda não poderia cursar as aulas de educação artística, no entanto a freira a deixou pintar sem acompanhamento acadêmico.

    O apoio da família não veio no começo, mas aos 12 anos acabou sendo presenteada pela mãe com um cômodo da casa para desenvolver seu traçado: “Fui aprendendo sozinha a produzir minhas obras. Cresci e, para seguir a vontade do meu pai, cursei direito, embora sonhasse com arquitetura”, conta.

    D’Assunção afirma que seu lado artístico sempre tomou conta de sua vida e, mesmo com outras atividades, deu até aulas de pintura para crianças. “Deixei minha família satisfeita com minha formação e depois fui me dedicar ao que eu realmente gostava: arte.”

    Foram muitas cidades onde viveu, estudou, casou, tenho filhos e se separou, até chegar em Belo Horizonte, montar seu ateliê em casa, e apresentar suas obras em muitos continentes. “Viajei bastante e fiz residências artísticas em cidades como Lisboa, Milão, Nice e Paris. O trabalho consistia em pintar na rua sob os olhares de todos. Mas cheguei a trocar minhas telas por estadia na França”, destaca.

    Com estilo que mescla o clássico e contemporâneo, seus quadros também foram vistos em galerias Brasil afora. “Com minha base autodidata, pude aperfeiçoar minha técnica em um curso de artes visuais para poder, inclusive, lecionar. Hoje dou aulas específicas como, por exemplo, indicando o caminho que cada pessoa vai seguir artisticamente.”

    O principal motivo de sua inspiração é a natureza. Dulce D’Assunção leva para a tela, mesmo de maneira abstrata, as paisagens por onde passa. Entre os brasileiros que admira nas artes estão Benigno Ribeiro e Fernando Medeiros. “Gosto ainda dos europeus Claude Monet e Vincent van Gogh. Monet por retratar a natureza e van Gogh pela loucura surrealista. Pela primeira vez na AMMG, ‘Abstrato flor’ fica em exposição até o final do mês de fevereiro e as peças serão comercializadas.

    O Espaço Cultural Otto Cirne está localizado no hall de entrada da AMMG e é destinado à exposição de obras de arte de autoria de associados e seus dependentes. Médicos não associados e artistas não médicos podem utilizar o espaço, dependendo da disponibilidade na agenda. 

  • Exposição: “Absurdo da Forma”
    Exposição: “Absurdo da Forma”
    Exposição: “Absurdo da Forma”

    O Parque do Palácio inaugura, no dia 24 de agosto, a exposição “Absurdo da Forma”, individual do artista mineiro Carlos Fiorenttini (1951), com curadoria de Sarah Ruach. A mostra ocupa os interiores do Palácio das Mangabeiras e apresenta um conjunto de obras que percorrem seis décadas de produção, revelando o diálogo entre rigor técnico, precisão geométrica e liberdade poética que marcam sua trajetória.

    Na exposição em Belo Horizonte, sua cidade natal, o artista apresenta um recorte que reúne fases distintas de sua produção, compondo um percurso exógeno em relação à sua própria história. Se por anos sua obra circulou pelo mundo, “Absurdo da Forma” propõe um reencontro entre o artista e a cidade, traduzido em telas que combinam disciplina geométrica e abertura ao sonho.

    Entre precisão e delírio

    O trabalho de Fiorenttini se caracteriza por uma constante tensão entre ordem e devaneio. O traço é meticuloso, rigoroso, mas se abre a composições em que o real parece à beira do surreal. Essa combinação gera imagens em que a lógica se dobra à imaginação, evocando tanto a precisão técnica quanto a liberdade criativa.

    O texto curatorial, assinado por Sarah Ruach, ressalta que “o surrealismo não é uma aversão ao real, mas um atravessamento deste, uma elaboração inquieta entre metáfora, precisão e a permeabilidade do concreto”.