Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • Exposição individual: ‘Identidades’, da artista visual mineira Giulia Souza
    Exposição individual: ‘Identidades’, da artista visual mineira Giulia Souza
    Exposição individual: ‘Identidades’, de Giulia Souza

    O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição individual ‘Identidades’, da artista visual mineira Giulia Souza. 

    A mostra reúne fotografias de algumas das vítimas que foram mortas ou desaparecidas durante a Ditadura Militar, criando uma narrativa de lembranças, afetos e morte. 

    O evento acontece no dia 04 de outubro de 2024, sexta-feira, às 19 horas.

    As obras poderão ser vistas até 03 de novembro de 2024. 

    A entrada é gratuita e tem classificação livre.

  • Exposição individual: ‘Impalpável Concreto’, do artista visual Augusto Fonseca
    Exposição individual: ‘Impalpável Concreto’, do artista visual Augusto Fonseca
    Exposição individual: ‘Impalpável Concreto’, do artista visual Augusto Fonseca

    O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição individual ‘Impalpável Concreto’, do artista visual Augusto Fonseca. 

    A mostra reúne pinturas que exploram arquétipos da figura humana e da arquitetura, representadas como estruturas geométricas entrelaçadas em um aglomerado de formas, aludindo à vida na cidade caótica. 

    O evento acontece no dia 10 de outubro de 2025, sexta-feira, às 19 horas. As obras poderão ser vistas até 23 de novembro de 2025. A entrada é gratuita e tem classificação livre.

  • Exposição individual: ‘Insegurança Pública’
    Exposição individual: ‘Insegurança Pública’
    Exposição individual: ‘Insegurança Pública’

    O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição individual ‘Insegurança Pública’, do artista visual Riel. A mostra reúne treze pinturas e duas esculturas que retratam o legado do autoritarismo militar no Brasil, ainda constante na política e no cotidiano da população. 

    A exposição ‘Insegurança Pública’ coloca o autoritarismo brasileiro no centro do debate e retoma uma arte política e engajada das décadas de 1960 e 1970 que combateu e denunciou a ditadura. No entanto, propõe uma abordagem nova ao centrar seu trabalho na denúncia explícita, como que para estampar diretamente para o expectador as mazelas desse traço histórico.

    Em todas as telas, a presença de militares, da polícia ou do Exército, surge em confrontos ou em imagens marcantes de referência histórica. A fusão temporal, em que alguns aspectos e personagens são obscurecidos, reforça a marca do autoritarismo, que persiste na política brasileira, mas também no dia a dia da população.

    A denúncia de Riel retoma ícones do passado e os redimensiona: o cavalo de Deodoro da Fonseca, a imagem do índio carregado no pau de arara num desfile militar em Belo Horizonte durante a ditadura e a prisão de jovens em confronto com a polícia. No entanto, esse resgate não é aleatório e traz elementos de sua própria vivência como jovem da periferia, em que assistiu ‘os mais pretos’ sofrerem mais discriminação. O artista transpõe sua indignação para as telas, substituindo personagens das fotografias por pessoas próximas, mantendo os rostos dos agentes públicos de segurança borrados, apontando para a impunidade da violência policial.

    Ao mesclar passado e presente, o artista reforça a necessidade de lidar com o tema da memória e aponta para a forte herança do autoritarismo na sociedade atual. A violência do Estado segue atuante, com militares reprimindo manifestações, assassinando jovens negros das periferias, oprimindo trabalhadores, moradores de favelas e populações minoritárias.

    Se as telas explicitam a violência, as duas esculturas que compõem a exposição fazem menções ao jogo de passado e presente de maneira sutil. ‘Ossadas’, composta de peças de barro cobertas de tinta negra, é uma referência ao Cemitério de Perus, na Zona Norte de São Paulo, onde mais de 1.000 vítimas da ditadura foram sepultadas clandestinamente pelo regime militar. A tinta negra, que não reflete luz, traz à tona o apagamento da memória sobre a violência do período ditatorial e busca refletir sobre os desaparecidos, assassinados e torturados pelo Estado por se contrapor ideologicamente à política dos militares.

    A outra escultura, ‘Constituição’, é também uma denúncia sobre a Carta Magna brasileira, que sofre constantes ataques e tem sido descaracterizada por sucessivas violações, corte de direitos e conquistas de sua essência cidadã. Símbolo da democracia brasileira, a produção em aço resiste, mas apresenta ranhuras, desgaste e marcas de bala, numa alusão aos retrocessos sofridos desde 1988, quando foi promulgada.

    As obras de Riel abordam temas urgentes e trabalham temas muito caros à sociedade brasileira. Em um momento em que a democracia sofre constantes ataques, a memória sobre a ditadura é questionada e a violência policial segue matando e reprimindo impunemente, o questionamento de um artista da periferia é um alento e uma voz importante de indagação do status quo. Como seus personagens que resistem e enfrentam a truculência policial, sua arte é uma bandeira na luta em defesa de valores imprescindíveis para uma sociedade mais justa e pacífica.