Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • Exposição individual: "Realmente uma Ilusão" de Renata Laguardia
    Exposição individual: "Realmente uma Ilusão" de Renata Laguardia
    Exposição individual: "Realmente uma Ilusão" de Renata Laguardia

    REALMENTE UMA ILUSÃO

    "Renata Laguardia sempre se lembra dos seus sonhos.

    Talvez seja por isso que trata as imagens que coleta em seu tempo acordada com um procedimento similar ao que fazemos com os sonhos – observa-as e as guarda na memória.

    As referências reais e sonhadas são então contaminadas por elaborações posteriores, tanto no processo de decodificação mental dos estímulos quanto no manuseio das tintas e pinceis.

    As cenas resultantes são apresentadas com uma materialidade que parece transformar a intangibilidade do onírico em fruição tátil.

    Camadas grossas de tinta deixam evidente o gesto que plasmou na tela o que a artista fabulou.

    Laguardia organiza suas composições de acordo com uma lógica que nem sempre os sonhos têm, como se guardasse algo que não deseja revelar (faço aqui um jogo semântico com seu sobrenome), mas nos permitisse partilhar, até certo ponto, de seu imaginário.

    Suas paisagens são nitidamente fantásticas, mas familiares o suficiente para que nos aproximemos delas e reconheçamos elementos comuns em nosso conceito de natureza, ainda que a fatura das telas não seja naturalista.

    " Trecho do texto crítico por Sylvia Werneck (@sylwerneck).

    RENATA LAGUARDIA (1991, BELO HORIZONTE – MG)

    Renata vive e trabalha em São Paulo, SP. Graduada em Artes Visuais com habilitação em pintura pela UFMG, concluiu seu mestrado na École Européene Superiéure de l’Image (França) com Menção Honrosa da Banca.

    Participou de diversas exposições individuais e coletivas em cidades como BH, Aracaju, Belém, Brasília, Guarulhos, SP, Poitiers, etc.

    Em 2020 obteve menção honrosa dos júris no 16º Salão Nacional de Guarulhos por sua obra.

    Abertura da exposição: Quinta, 23.3, 17h às 21h.

    Local: Casa Gal | Rua Groelândia 50 - Sion. Belo Horizonte, MG.

    Funcionamento: Até 20.5 - Terça a Sexta 14h - 18h e sábado 10.30h - 13.30h.

  • Exposição inédita: Fernando Lucchesi Série “Flores Para Guignard”
    Exposição inédita: Fernando Lucchesi Série “Flores Para Guignard”
    Exposição inédita: Fernando Lucchesi Série “Flores Para Guignard”

    Aos 66 anos, 44 de carreira, um dos maiores nomes das artes plásticas mineiras, Fernando Lucchesi, lança uma exposição de pinturas da série “Flores para Guignard”, com obras inéditas em homenagem a Alberto da Veiga Guignard.

    Nos quadros, o artista mineiro e autodidata, retrata o universo de Guignard, ao pincelar as flores fantásticas e cenários do saudoso mestre.

    A mostra fica em cartaz na Errol Flynn Galeria de Arte, de 18 de agosto a 18 de setembro, com visitação presencial, de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, e sábado, das 9h às 14h.

    Em virtude da pandemia, haverá limitação de público e obrigatoriedade da aferição de temperatura, uso de máscaras e disponibilização de recipientes com álcool em gel durante o percurso da mostra. “Guignard sempre esteve presente na minha vida.

    Fui apresentado (presenteado) a ele pelo meu avô, aos 10 anos de idade.

    Na época, eu pintava em cima dos desenhos que o meu avô me mostrava, e foi ali que percebi o meu dom para a pintura.

    Esta série é mais do que uma homenagem, é uma pequena mostra da representatividade que Guignard teve e sempre terá na minha arte”, diz Fernando Lucchesi, que teve forte influência do seu avô materno, com quem convivia na infância durante as idas na oficina de marcenaria e artesania, e do pai, que era mestre de obras e o levava para ajudar na pintura das casas que construía.

    “Flores para Guignard” traz 41 quadros em pintura acrílica sobre tela e pintados pelo artista ao longo dos últimos 6 anos, no seu ateliê, em Nova Lima. Fernando Lucchesi conta que os quadros foram inspirados nas flores de Guignard, mas não as retratam literalmente.

    “As telas revelam a minha imaginação sobre o universo de Guignard, a partir da observação pessoal sobre as suas obras, em especial as flores.

    Em cada quadro eu exponho as minhas sensações e impressões, que se fundem com as flores e as paisagens presentes na vida de Guignard”, explica.

    Errol Flynn, que assina a curadoria da exposição, “diz que as obras fazem um passeio pela vida de Guignard, a partir do imaginário de Fernando Lucchesi, desconhecido pelo público.

    “O título da série nos lembra que Guignard foi um grande pintor de flores, talvez o maior na arte moderna brasileira. Mas a sua obra reside com mais força nas paisagens de Minas.

    Este trabalho do Lucchesi traz um olhar muito sensível e diferenciado, que consegue unir as duas facetas de Guignard: as flores e a riqueza histórica das cidades mineiras, em especial, Ouro Preto”, define o curador.

  • Exposição: Inimá - Um Legado de Cores
    Exposição: Inimá - Um Legado de Cores
    Exposição: Inimá - Um Legado de Cores

    O Museu Inimá de Paula, um dos mais tradicionais espaços culturais de Belo Horizonte, reabre suas portas no dia 24 de setembro de 2024 com a exposição “Inimá – Um legado de cores”. O retorno marca a apresentação do espaço após sua primeira grande reforma desde a inauguração, em 2006.

    A exposição de reinauguração fica disponível até 19 de janeiro e convida o público a uma imersão no universo cromático de Inimá de Paula, trazendo 65 obras do artista que traçam um panorama de sua carreira e de seu legado para a arte brasileira.

    Inimá José de Paula (1918-1999), natural de Itanhomi, no Vale do Aço, foi um dos grandes nomes da pintura no Brasil durante o século XX. Conhecido como o “Mestre das Cores” ou o “Fauve brasileiro”, Inimá destacou-se por seu uso intenso e expressivo das cores, uma marca que atravessa sua obra e que lhe conferiu reconhecimento nacional e internacional. Desde a infância, demonstrava inclinação para o desenho, e seu talento o levou a ingressar no mundo das artes ainda jovem. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1940, onde conviveu com figuras centrais do modernismo brasileiro, como Pancetti e Portinari, que influenciaram sua carreira. Sua pintura, caracterizada por pinceladas vigorosas e uso expressivo do branco para criar contrastes com tonalidades vibrantes, é uma fusão do pós-impressionismo com uma visão própria e autêntica da realidade brasileira.