Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • Exposição: "Intimidade entre estranhos" de Thatiane Mendes
    Exposição: "Intimidade entre estranhos" de Thatiane Mendes
    Exposição: "Intimidade entre estranhos" de Thatiane Mendes

    A artista apresenta quatro conjuntos de esculturas que representam seres e partes de seres imaginários, inspirados tanto na microvida presente em seu entorno quanto em colônias reais de microrganismos coletados do próprio corpo. 

    Suas peças resultam da mistura entre tecnologia têxtil ancestral, biotecidos sintéticos, cerâmica, plantas medicinais, microrganismos e outros materiais que eventualmente entram no seu repertório. Grande parte das matérias-primas é criada pela própria artista, e as composições dão origem a seres híbridos que corporificam sua imaginação, reunindo técnicas, processos, materiais e vivências. Em Micromonstros invisíveis, Thatiane apresenta grandes seres lúdicos, delgados e quase bidimensionais, feitos de tecido, bioplásticos, espumas, crochês e corantes originados de plantas medicinais.

     A série nasceu da relação da artista com o filho e da superação de seu medo de monstros. A obra Filomena foi inspirada na narrativa futurista Histórias de Camille, de Donna Haraway, na qual Camille nasce da junção dos genes de borboletas-monarcas, espécie em ameaça de extinção, com genes humanos. Já em Biomas Invisíveis, a artista captura e multiplica microrganismos, fungos e bactérias que habitam seu corpo e os apresenta em placas de Petri ao lado de aparatos de cerâmica que ela própria criou para coletá-los.

     Nesse processo, pedaços de argila foram moldados e aplicados em diferentes partes do corpo. A produção de Thatiane Mendes se constrói em convergência com suas experiências cotidianas, sua vida profissional e afetiva, a maternidade e sua ancestralidade. Inspirada na vida microscópica, ela explora a estranheza como forma de ativar a atenção e a imaginação do público.

  • Exposição: “Inventário Verde da Boa Esperança” de Maurício Pokemon - FCS
    Exposição: “Inventário Verde da Boa Esperança” de Maurício Pokemon - FCS
    Exposição: “Inventário Verde da Boa Esperança” de Maurício Pokemon - FCS

    O fotógrafo piauiense Maurício Pokemon, contemplado pelo Prêmio Décio Noviello de Fotografia, traz para a Fundação Clóvis Salgado, por meio da Gerência de Artes Visuais, a exposição “Inventário Verde da Boa Esperança”. Um chamado à reflexão acerca da modernização urbana, a série de fotografias de Pokemon retrata a realidade cultural, política e econômica da comunidade ribeirinha Boa Esperança, em Teresina, no Piauí.

    A exposição está aberta para visitação na CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais, até 13 de fevereiro de 2021, de terça a sábado, das 12h às 20h. Seguindo as orientações do programa Minas Consciente, a galeria conta com orientações para segurança dos visitantes, como sinalizações que garantem o distanciamento social, obrigatoriedade do uso de máscaras em seu interior e disponibilidade de álcool em gel 70% para desinfecção das mãos.

     

  • Exposição: "Invento o mar" de Laura Belém
    Exposição: "Invento o mar" de Laura Belém
    Exposição: "Invento o mar" de Laura Belém

    Do dia 16 de setembro ao dia 31 de outubro, fica exposta na Albuquerque Contemporânea Galeria de Arte a exposição 'Invento o Mar', de Laura Belém.

    A exposição "Invento o mar" ocupa o primeiro andar da Albuquerque Contemporânea e apresenta 28 trabalhos inéditos de Laura Belém, sendo a maior exposição da artista na Galeria até então. Com trajetória de 24 anos e uma obra caracterizada pela experimentação e por uma produção multidisciplinar, Laura traz trabalhos nos campos da escultura, do desenho, da gravura tipográfica, e da fotografia, estendendo-se até a poesia visual e a arte sonora, com texto crítico de Bianca Dias.

    O núcleo central da exposição gira em torno da relação com a natureza, a terra e a ecologia, sublinhando a interconexão entre nossos corpos e o meio-ambiente, por meio de um viés poético e que não intenciona dar respostas rápidas às complexas questões ambientais que o planeta vem passando. As obras convidam a um olhar para o microcosmo dentro do macrocosmo e a uma reflexão sobre a marca do corpo social em relação à natureza na contemporaneidade. O diálogo com a geografia e a paisagem do entorno faz-se presente por meio da ocupação espacial e da escolha dos materiais utilizados para as obras (minério de ferro, argila, folhas, sementes, pedras, madeira, etc) que ao mesmo tempo engendram conceitos mais amplos.

    O título da exposição "Invento o mar" foi retirado da canção "Cais", uma parceria deRonaldo Bastos com Milton Nascimento, do álbum Clube da Esquina, de 1972. Para Laura, essa canção de grande carga poética coloca lado a lado a ideia de solitude à de reinvenção, sonho e expansão; "eu queria ser feliz / invento o mar / invento em mim o sonhador". A canção termina com uma melodia que parece dialogar com a topografia irregular de Minas, de planos altos e baixos, culminando com uma certa dramaticidade rumo ao desconhecido ou a algo não assertivo. A própria exposição pode ser compreendida como um campo de invenções, com a projeção de subjetividades, metáforas, e uma narrativa aberta e não linear.

    Na contramão de um tempo de urgências e de uma excessiva redução da experiência humana ao mundo digital, a exposição convida à presença, à percepção de um tempo mais dilatado e daquilo que se situa entre uma coisa e outra - a marca, a impressão, o rastro, a matéria tátil que se diluiu em nossos cotidianos mediados pela mídia, e também do imanente em meio ao transitório; a ideia de que a mesma Consciência a tudo permeia e de que há uma essência divina comum a todos os corpos e a toda matéria.

    "Invento o mar" convida a um mergulho nessas subjetividades, à reinvenção da percepção e à construção de novas relações poéticas e sociais com a natureza, o meio-ambiente e o Ser.