Noturno Museus - 2022 - Museus

Content Builder
  • Exposição Mau Olhado Bem Olhado II –Janaína Barros e Wagner Leite Viana na PiccolaGalleria da Casa Fiat de Cultura
    Exposição Mau Olhado Bem Olhado II –Janaína Barros e Wagner Leite Viana na PiccolaGalleria da Casa Fiat de Cultura
    Exposição Mau Olhado Bem Olhado II –Janaína Barros e Wagner Leite Viana na PiccolaGalleria da Casa Fiat de Cultura

    Exposição aborda a relação entre as diferentes camadas sociais do país, o lugar que os corpos negros ocupam na sociedade e como essas questões influenciam a construção da relação a dois Refletir sobre a afirmação e a resistência do negro, além de ressignificar seu papel social e suas relações são as propostas da nova exposição da Casa Fiat de Cultura. “Mau Olhado Bem Olhado II”, dos artistas Janaína Barros e Wagner Leite Viana está em cartaz na Piccola Galleria, de 10 de março a 26 de abril.

    A mostra apresenta obras, que entrelaçam objetos, vestimentas, vídeos, fotografias e áudio, sempre destacando o olhar dos próprios artistas sobre o seu trabalho em diálogo com o olhar do público. As instalações podem ser vistas a partir de duas perspectivas. Uma macro, que aborda o racismo e a violência que impactam a população negra no Brasil, bem como a relação entre as diferentes camadas sociais existentes no país. E outra micro, que aborda a construção de uma relação entre duas pessoas, com seus afetos, cumplicidade, violências coloniais, força, reciprocidade e peculiaridades. Os artistas explicam que “Mau Olhado Bem Olhado II” é um processo construído desde 2011, a partir da experiência do casal com performance, vídeo e outras formas de registro e que nasceu com um carimbo de olho – hoje permeado na mostra por meio de uma estampa.

    “O olhar é uma temática importante em nosso trabalho. Entendemos que, seja qual for a natureza e a intencionalidade do olhar, é possível desvelar formas de assimetrias e simetrias nas relações”, destaca Janaína Barros, ao falar sobre a estampa que estará presente na peça gráfica “Cântico das Paixões” – um livreto que constituí de um mapa, que traz um código escaneável, e na instalação “Olhar e ser visto” – um vestido com áudio que descreve um roteiro com uma ação executada por um homem e uma mulher. “A vestimenta evoca um possível corpo que o ocupa e nos faz pensar especialmente em corpos negros, considerando a nossa própria racialidade enquanto artistas e enquanto casal”, pontua Wagner Leite Viana. “E é impossível pensar em corpo sem pensar em carne. E, nesse caso, pensar no sacrifício da carne e dos corpos negros em toda a nossa história”, completa. Para o crítico, Leonardo Araujo Beserra, que é membro do Grupo de Críticos do Centro Cultural de São Paulo, “Mau Olhado Bem Olhado II” compartilha as violências históricas e contemporâneas de maus olhados que esses corpos pretos sofrem e sofreram, no momento em que são capturados pelo olhar, mesmo que com intenção atenciosa.

    “A exposição é resultado de um processo, por meio de ações criadas a partir de vestígios do próprio casal, atravessado pelo corpo negro e seus afetos. Os trabalhos são circundados por assuntos da subjetividade política racial preta e geram metáforas a quem os imagina em trânsito. São bem olhados por meio da cocriação do espectador, mas foram produzidos antes por conta de mau olhados sociais”, reflete. A mostra “Mau Olhado Bem Olhado II” integra o ciclo de exposições do 3º Programa de Seleção da Piccola Galleria, da Casa Fiat de Cultura para 2019/2020 e é uma realização do Ministério da Cidadania, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e da Casa Fiat de Cultura, com o patrocínio da Fiat Chrysler Automóveis (FCA), Fiat Chrysler Finanças e Banco Safra. A exposição conta com apoio institucional do Circuito Liberdade, Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Iepha), Governo de Minas e Governo Federal.

  • Imagem de divulgação da exposição: fundo amarelo com o termo "Meme" escrito em letra maiúscula e cor preta.
    Imagem de divulgação da exposição: fundo amarelo com o termo "Meme" escrito em letra maiúscula e cor preta.
    Exposição: "Meme: No Br@sil da Memeficação"

    Entre os dias 28 de março e 22 de junho, o CCBB BH recebe a exposição “MEME: no Br@sil da memeficação”, que reúne cultura digital, arte contemporânea e crítica social, ao apresentar cerca de 800 itens produzidos por 200 criadores do universo digital e artistas. Nomes consagrados da arte contemporânea brasileira, como Anna Maria Maiolino, Gretta Sarfaty, Nelson Leirner e Claudio Tozzi, aparecem ao lado de criadores que movimentam o universo digital, como Porta dos Fundos, Alessandra Araújo, Melted Vídeos, John Drops e Greengo Dictionary.

    Com curadoria de Clarissa Diniz e Ismael Monticelli, e colaboração do perfil @newmemeseum, o projeto transforma o espaço expositivo em um ambiente imersivo, onde vídeos, neons, esculturas, roupas, quadrinhos, pinturas, objetos, backlights, instalações sonoras e experiências interativas se entrelaçam para contar a história e as reinvenções do humor brasileiro.  

    Organizada em cinco núcleos temáticos – “Ao pé da letra”, “A hora dos amadores”, “Da versão à inversão”, “O eu proliferado”” e Combater ficção com ficção” – a exposição apresenta ainda o prólogo tátil “Alisa meu pelo” e o epílogo “Memes: o que são? Onde vivem? Do que se alimentam?”. A partir desses eixos, a mostra propõe a reflexão sobre como a chamada “memeficação” atravessa não apenas as redes sociais, mas também a política, a publicidade, a arte e as relações cotidianas.

  • Exposição: “Memorial Chapadão da Zagaia” - Memorial vale

    16/08 – EXPOSIÇÃO “MEMORIAL CHAPADÃO DA ZAGAIA”, COM RODRIGO GARCIA

    No dia 16 de agosto até o dia 29 de setembro, o fotógrafo Rodrigo Garcia apresenta, no site do Memorial Vale, a exposição “Memorial Chapadão da Zagaia”.

    A mostra foi selecionada pela Convocatória de Programação do Memorial Vale 2021.

    O projeto propõe uma investigação visual sobre o arraial de Desemboque, distrito da cidade de Sacramento, em Minas Gerais, que apesar de possuir grande importância histórica para a região do Triângulo Mineiro, caminha para tornar-se uma cidade-fantasma.

    A exposição integra o projeto Mostra de Fotografia do Memorial Vale e faz parte da Programação da Semana do Patrimônio 2021, ação conjunta do Memorial Vale com o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA-MG), em comemoração ao Dia Nacional do Patrimônio Cultural, celebrado em 17 de agosto.

    Rodrigo Garcia, de Uberaba (MG), é formado em Publicidade e Propaganda pela Universidade Presidente Antonio Carlos (Unipac).

    Foi durante a graduação que descobriu sua paixão pela fotografia.

    As influências, no entanto, vinham desde a infância, a partir de aulas de desenho e pintura e das imagens da família registradas pela mãe, espalhadas pela casa.

    Ao longo da carreira, trabalhou nas áreas de marketing, cobertura de eventos, edição de álbuns de casamento e tratamento digital de fotografias e, desde 2012, atua como fotógrafo da Câmara Municipal de Uberaba, cidade do interior do Estado de Minas Gerais.

    Em 2016 passou a se dedicar a projetos de fotografia documental, contando histórias do cotidiano e de comunidades rurais no interior de Minas Gerais.

    Já participou de dez exposições, individuais e coletivas, que lhe renderam premiações como o primeiro lugar no Salão de Arte Fotográfica de Ribeirão Preto, em 2018.

    Também foi selecionado pela convocatória “Portfólio em Resumo”, promovida pelo site Resumo Fotográfico, em 2019, pela “Mostra Refúgios”, feira de fotografia organizada pela Margem Hub de Fotografia, em 2020 e Festival Photohings em 2021 que lhe rendeu a publicação do seu primeiro fotolivro.