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  • Exposição: “MetropoliTRAMAS“
    Exposição: “MetropoliTRAMAS“
    Exposição: “MetropoliTRAMAS“

    Em celebração aos 50 anos da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), instituída pela Lei Complementar nº 14, de 1973, o Espaço do Conhecimento UFMG busca provocar junto ao público reflexões associadas às diversidades, complexidades, tensões e prazeres da RMBH, em sua mais recente exposição de curta duração, intitulada “MetropoliTRAMAS”. 

    Ao percorrer diferentes caminhos e trajetos, conexões e sentimentos, histórias e memórias, encontros e desencontros, a mostra retrata vivências que envolvem o cotidiano dos cidadãos metropolitanos. 

    Geraldo Costa, curador da exposição e professor do Instituto de Geociências (IGC) da UFMG, conta que participar do processo curatorial da “MetropoliTRAMAS” proporcionou um aprendizado coletivo sobre a multiplicidade de tramas que compõem a RMBH. “Foi sem dúvida um grande desafio, mas um desafio criativo e importante que ampliou nossas visões em relação ao planejamento.

     A comunicação com distintos públicos exige uma linguagem adequada para transmitir toda a complexidade e diversidade associada ao dinâmico espaço metropolitano”, afirma o professor. 

    Apesar de abordar temas complexos, a exposição é composta por instalações lúdicas, nas quais os visitantes podem contribuir com seus conhecimentos, reflexões e expectativas sobre a RMBH. Segundo Dânia Lima, assessora do Núcleo de Expografia do museu, “a exposição pretende oferecer ao visitante um passeio por lugares, histórias, culturas, riquezas naturais, prazeres e conflitos presentes no território metropolitano”. 

    A partir da mostra, o museu também promove atividades especiais, que integram a programação, e convida os visitantes a participarem das visitas mediadas de janeiro (07/01 e 21/01, às 15h) e da oficina inédita “Sistema Solar na RMBH” (19/01 e 23/01, às 15h).

  • Exposição - Banner
    Exposição - Banner
    Exposição: Meu Peito É Uma Ilha

    Inspirada pela citação de Clarice Lispector em As águas do mundo, a exposição explora paisagens interiores e os afetos despertados por vivências no local. 

    Clara utiliza sal, areia, redes de pesca, mechas de cabelo e tinta como talismãs que evocam e reinventam memórias e experiências. 

    A artista trabalha com desenhos, gravuras, objetos, fotografias, escritas e pinturas, criando um inventário poético e experimental que converge para um lugar imaginado.

  • Exposição Meu Retrato Brasileiro – Poesia e reflexão a partir do legado da formação da nossa gente
    Exposição Meu Retrato Brasileiro – Poesia e reflexão a partir do legado da formação da nossa gente
    Exposição Meu Retrato Brasileiro – Poesia e reflexão a partir do legado da formação da nossa gente

    A Sociedade de Poetas Vivos (Colégio Santo Agostinho – Nova Lima) e o Educativo do MM Gerdau - Museu das Minas e do Metal realizam, de 03/12 a 15/12, a exposição de poesias de alunos do Colégio Santo Agostinho "Meu retrato brasileiro: poesia e reflexão a partir do legado da formação da nossa gente”, que pode ser vista durante o horário de funcionamento do Museu. O Brasil é um território plural. Inúmeras crenças, etnias, sotaques, cultura, cores se misturam entre o Oiapoque e o Chuí.

    Entretanto, desde o início da colonização, o preconceito e a intolerância saíram da toca e vêm assombrando o país, que parece ter desaprendido a conviver com quem pensa diferente. Tais pensamentos sobre isso saem das ruas e dos lares para ocupar a cabeça das crianças, que muitas vezes apenas repetem o que ouvem. É na escola, portanto, que o contato com as diferenças se evidencia e torna-se um elemento importante no seu amadurecimento. Por isso, para juntar as forças e reforçar valores de pluralidade, empatia, tolerância e respeito no ambiente escolar, a parceria entre essas duas instituições trouxe a possibilidade de conexão, visando novas perspectivas para todos, num exercício de ampliar nossa sensibilidade à pluralidade do Brasil, diferentemente de pensar a nossa história como narrativa única. A exposição interativa é fruto do trabalho desenvolvido junto aos alunos do 4º ano do Fundamental.

    “Trabalhamos, em conjunto, o gênero textual e sentimentos que podem estar por trás da poesia. Afinal, a poesia por si só é fundamental. Mas entender o contexto é orgânico. Sabemos que a história da humanidade é instrumento de conscientização. Quando sabemos também o que os homens foram e fizeram, compreendemos o que podemos ser e fazer. Além disso, quando a gente conhece o outro, aprendemos a admirar e a respeitar exercitando a alteridade. O que precisamos regatar no cotidiano”, reflete as coordenadoras da SPV. O trabalho é guiado pela aproximação das crianças e estimula a busca delas por notáveis ou anônimos poetas. E, este ano, o poema concreto teve destaque. “Marcamos um encontro mensal e pedíamos para os alunos sentarem em um banquinho para recitar uma poesia de livre escolha.

    Com o passar do tempo, a adesão ao movimento se torna crescente quando é ressaltado o saber ouvir, apreciar o esforço de alguém, colaborar, trocar informações. Vencer suas barreiras para fazer, recitar ou ler”, conta as coordenadoras. Para incentivar as reflexões e produções literárias desenvolvidas no âmbito escolar os alunos visitaram o Museu das Minas e do Metal e participaram de visitas mediadas e dinâmicas construídas a partir da abordagem descolonizadora do pensamento, não somente a respeito dos assuntos da mineração, mas tornando visível, o que é invisibilizado, mostrando outras faces da construção da história do Brasil e da constituição de sua gente.