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  • Exposição: “O espírito olímpico no MTC: uma jornada histórica”
    Exposição: “O espírito olímpico no MTC: uma jornada histórica”
    Exposição: “O espírito olímpico no MTC: uma jornada histórica”

    Entre os dias 16/6 e 14/7, o Espaço Expositivo do Centro Cultural Unimed-BH Minas apresenta a exposição “O espírito olímpico no MTC: uma jornada histórica”, sob a curadoria de Manuela Brière. 

    Serão apresentadas fotos e a história do Minas Tênis Clube nos Jogos Olímpicos de forma lúdica e divertida, com o auxílio do Max, a mascote do Clube. 

    O acervo do Centro de Memória do Centro Cultural Unimed-BH Minas é o material exibido na mostra. 

    O horário de funcionamento é de segunda a sábado, das 8h às 20h, e domingos e feriados, das 8h às 19h. 

    A entrada é franca e a classificação é livre. 

    Pela terceira vez, os Jogos Olímpicos são realizados em Paris, a primeira foi em 1900 e a segunda em 1924. 

    Os atletas do Minas participam das competições desde 1952, com a ida do nadador Fernando Pavan para os Jogos de Helsinque, na Finlândia. 

    Na última edição das Olímpiadas, em Tóquio, foram 12 atletas e três técnicos minastenistas convocados e selecionados. 

    Ao longo desses 72 anos, desde Helsinque, o Minas enviou atletas para 16 edições dos Jogos Olímpicos. 

    A exposição “O espírito olímpico no MTC: uma jornada histórica” visa apresentar para o público, com documentos, fotografias, objetos, imagens dos atletas em treino e dos equipamentos do Clube, a trajetória do esporte por aqui e no mundo. 

    A exibição contempla mostrar a luta pela abertura progressiva dos Jogos a todas as nações e povos do mundo, por meio da inclusão, da paridade, dos direitos e dos desafios ecológicos. 

    A mostra é dividida nos dois painéis do Espaço Expositivo. “O lado direito do percurso expositivo propõe um passeio cronológico, guiado pelos cartazes oficiais das Olimpíadas Modernas, convidando o visitante a refletir sobre a evolução dos Jogos Olímpicos, desde Atenas, em 1896, até a próxima, que será sediada em Paris”, explica a curadora.

    Do outro lado, uma instalação dedicada às crianças, um grande adesivo imantado com fotos do acervo do Centro de Memória que apresenta as modalidades olímpicas do Minas Tênis e imagens do Max, a mascote do Clube, paramentada com os adereços de cada uma das sete modalidades do Minas que são olímpicas. “À esquerda, um percurso expositivo à altura de um metro foi pensado especialmente para que as crianças pudessem interagir com nosso herói, o Max, em suas diversas atividades de campeão”, revela a curadora Manuela Briere. 

    Para os adultos, essa parede adesivada leva à reflexão e à observação da evolução e modernização dos espaços dedicados ao treinamento dos atletas por meio do acervo do Centro de Memória do Centro Cultural Unimed-BH Minas.

  • Exposição Ofícios

    Museu de Artes e Ofícios

  • Exposição: O Fio da Voz
    Exposição: O Fio da Voz
    Exposição: O Fio da Voz

    Olhos aquáticos Correm rios entre mulheres Pelo brilho dos olhos que elas Passaram a atingir O caminho mais fértil Contra a aridez e a secura No segmento final, a voz.

    Esse poema escrito por mim há alguns anos, que pronuncia de maneira sintética, o profundo e intenso processo de descoberta e de plena apropriação da própria voz que nós mulheres temos vivido, foi o catalisador do projeto O FIO DA VOZ.

    O desenvolvimento do projeto se constituiu em encontros mensais ao longo do ano, entre sete artistas com distintos modos de produção artística e vivências, para partilha de conhecimentos teóricos e práticos, afetos e singularidades.

    E é no entendimento da nossa singularidade, mesmo quando unidas, que a presente exposição, de mesmo nome, propõe criar uma trama bem urdida entre sete maneiras distintas de costurar, bordar, pintar, desenhar, manipular, esculpir, construir e ressignificar a linha e a matéria têxtil.

    Cada artista elabora suas obras com os fios da memória trazidos pelas avós, mães, tias e outras mulheres, entrelaçando-os com suas próprias vivências e pesquisas.

    Entendemos que ao ser expresso plástica e criticamente, e, portanto, liberto de sua condição, inicialmente, estritamente doméstica, o ato de costurar e bordar desconstrói um lugar simbólico de sujeição aos ditames do patriarcado para um ideal feminimo, lugar esse que durante muito tempo sequestrou nossa própria voz.

    Além das obras individuais, onde cada artista expõe alguns resultados de suas pesquisas, é apresentada a obra coletiva CONVERSA FIADA que foi construída ao longo dos nossos encontros mensais.

    Partindo de um centro individualizado, percorremos mais três etapas em sua feitura. Inicialmente, trabalhamos em duplas, para, posteriormente, trabalharmos em dois grupos com quatro artistas cada e, finalmente, produzimos o círculo externo dessa obra com a participação de todas.

    Tal como descrito no poema acima, o brilho em nossos olhos é produto de nossa consciência desperta e em ressonância com a consciência de outras mulheres que também tecem o próprio fio.

    Somos mulheres em quem o brilho dos olhos – conquistados por mantermos os pés na terra e mirarmos sem distinção, tanto o sol quanto a lua – escorre de nós para o mundo, convertendo-se nos rios que nos igualam em sua fluidez e possibilidades aquáticas de fecundidade e expansão. Mulheres distintas, porém participantes das mesmas águas. Lívia Limp