Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • Exposição: “Paisagens do Isolamento” - Memorial vale

    Fotografia, dança, curta-metragens, teatro e performances.

    A primeira quinzena de setembro no Memorial Vale traz espetáculos e apresentações que propõem reflexões sobre o cotidiano e sobre os desafios enfrentados pelas pessoas no processo de superação da pandemia.

    As atrações foram selecionadas pelas Convocatórias de Programação do Memorial Vale 2021 e continuam online, seguindo o planejamento do #MemorialValeEmCasa, feitas pelo Youtube, nas redes sociais do espaço (facebook e instagram) e no site.

    As transmissões feitas pelo Youtube ficam disponíveis permanentemente no canal do Memorial.

     01/09 a 15/10 – EXPOSIÇÃO “PAISAGENS DO ISOLAMENTO”, DE DANIEL MANSUR De 1º de setembro a 15/10 o fotógrafo Daniel Mansur apresenta, no site do Memorial Vale, a exposição “Paisagens do Isolamento”.

    As fotos foram registradas entre as quatro paredes da casa do autor durante o isolamento.

    As projeções de luzes e sombras revelam paisagens singulares e cheias de significados.

    A exposição foi selecionada pela Convocatória de Programação do Memorial Vale 2021 e integra o projeto Mostra de Fotografia do Memorial Vale. Daniel Mansur é fotógrafo de Belo Horizonte, formado em Publicidade pela PUC MINAS em 1987.

    Atua na fotografia autoral, de arte, publicitária, arquitetura e editorial. Já realizou dezenas de exposições, no Brasil e no exterior.

  • “Exposição Paisagens Interiores - Tributo a Orlando Castaño”
    “Exposição Paisagens Interiores - Tributo a Orlando Castaño”
    “Exposição Paisagens Interiores - Tributo a Orlando Castaño”

    A Galeria Labyrinthus abre a “Exposição Paisagens Interiores - Tributo a Orlando Castaño”, no dia 7 de março, com visitação aberta ao público do dia 10 de março a 7 de abril, com entrada gratuita. A curadoria é de Orange Matos Feitosa. A mostra traz 42 obras, em pinturas a óleo, concebidas pelo artista entre os anos de 2018 e 2019. Orlando Castaño é um dos mais importantes artistas brasileiros, com reconhecimento internacional.

    “O trabalho de Orlando Castaño nas artes plásticas não tem fronteiras. A profundidade de suas pinceladas revela como a plasticidade de suas obras não têm limites e reclama que, os jovens artistas se voltem para estudar seu processo criativo inovador. Nos anos 70, esteve presente na vanguarda artística mineira, ao lado de muitos nomes, como Lygia Clark e Mari’Stella Tristão. Participou da X Bienal em São Paulo, tem obras em museus da Alemanha, como o Baden-Württemberg”, lembra Orange Matos Feitosa. Para a curadora, realizar esse “tributo” ao artista segue seu pensamento de que as homenagens devem ser feitas a pessoas vivas. “Após mais de cinco décadas dedicados a criação artística, é imprescindível trazer à tona para memória histórica da arte mineira a atualidade das obras de Orlando Castaño.

    Essa exposição se realiza também porque todos devemos muito aos artistas, mesmo quando não nos damos conta disso, porque somente as artes têm a capacidade de nos despedaçar por inteiro e nos reconstruir novamente e, para além disso, as artes nos apresentam um mundo de contradições, experiências e alteridades, sacodem nossas certezas e reviram as nossas entranhas como nenhuma outra área do conhecimento”, salienta Orange Matos Feitosa. Referente ao tema da exposição “Paisagens Interiores” a curadora explica que, não se trata de meras paisagens geográficas. “A obra de arte é única e irrepetível e pode ir até onde a imaginação alcançar. Essas paisagens da exposição não são lineares e são muito mais que paisagens”, revela.

    Aos 75 anos, Orlando Castaño produz todos os dias e intensamente. Nascido em Mutum, Minas Gerais, mudou-se para Belo Horizonte em 1954, onde reside. É professor nos cursos de pintura livre na Escola Guignard/UEMG. Realizou mais de 200 exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Em 1956, iniciou as aulas de pintura com a professora Rita Lott. Em 1966, participou do XXIII Salão Paranaense de Belas Artes, em Curitiba. Em 1973, viajou para Espanha e, no ano seguinte, mudou-se para Alemanha, onde cursou Belas Artes até o mestrado.

  • Exposição: “Paisagens Mineradas”
    Exposição: “Paisagens Mineradas”
    Exposição: “Paisagens Mineradas”

    Após passar por São Paulo (SP), Belém (PA) e Ouro Preto (MG), a exposição “Paisagens Mineradas: marcas no corpo-território” chega à capital mineira para propor mais uma reflexão sobre a mineração predatória. 

    A mostra é uma realização do Instituto Camila e Luiz Taliberti, que motivado pelo rompimento da barragem Córrego do Feijão, em Brumadinho, traz o olhar profundo de 12 artistas mulheres para as consequências da mineração nas paisagens do país e nas vidas dos seus habitantes. A exposição fica em cartaz de 5 de julho a 8 de agosto, na Funarte MG e tem entrada gratuita. A itinerância, que já impactou mais de 30 mil pessoas, traz a BH as artistas Beá Meira, Coletivo ASA - Associação de Senhoras Artesãs de Ouro Preto, Isis Medeiros, Julia Pontés, Murapyjawa Assurini (representando o Coletivo Kujÿ Ete Marytykwa'awa), Keyla Sobral, Lis Haddad, Luana Vitra, Mari de Sá, Shirley Krenak, Silvia Noronha e a curadora, que também apresenta uma obra, Isadora Canela.

     Visando a acessibilidade do público, a mostra conta com equipe educativa e audioguia. A coordenadora da exposição, Marina Kilikian, comenta que “trazer essa exposição para Belo Horizonte é um ato simbólico tanto quanto foi em Ouro Preto. Passamos da antiga capital de Minas, formada pela mineração, para a nova capital, que tem um ideal moderno, de ‘progresso’, mas ainda sofre com a mineração em seu molde mais arcaico, que vem tentando destruir a Serra do Curral”. “A mostra convida os moradores de BH a repensarem o futuro da cidade e do estado”, completa. Entre pinturas, gravuras, videoarte, instalações e fotografias, “Paisagens Mineradas” traz à luz a memória dos que perderam a vida e dialoga com um amanhã possível: as obras retratam devastação, mas também a capacidade de regeneração. 

    O texto de apresentação da mostra diz que a mesma é “um convite à imaginação de um solo fértil. Nessa lama vermelho-sangue, semeamos a vida.” A curadora destaca o papel crucial do feminino na exposição, composta 100% por artistas mulheres, sendo este elemento uma crítica ao apagamento e à exploração delas na história do país: “Em um sistema que normaliza a violência, o que se faz com a montanha, se faz com a mulher. Pensar no lugar que as mulheres ocupam na cultura e na arte, muitas vezes apagadas na história, é uma forma de subverter a lógica de um sistema opressor", afirma Canela.