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  • Exposição: Presépio Re-nascimento
    Exposição: Presépio Re-nascimento
    Exposição: Presépio Re-nascimento - de Oceano Cavalcante

    Falta um pouco mais de um mês para o Natal e a recriação do nascimento de Jesus já dá o ar da graça. Foi aberto ao público, na capital, um presépio todo feito em papel pelas mãos do artista plástico Oceano Cavalcante, paraibano residente há quatro décadas em Belo Horizonte. Logo na entrada do Centro de Arte Popular (CAP), estão 16 figuras variando entre 1,30 metro e 1,60m de altura e mais as bênçãos de São Francisco de Assis, o primeiro a montar a cena sagrada, em 1223, ideia que se perpetuou e virou tradição nas casas mineiras, ganhando até circuito especial em algumas cidades.

    Enfermeiro de profissão e atualmente cursando o segundo período de licenciatura em artes na Escola Guignard, da Universidade Estadual de Minas Gerais (Uemg), Oceano, de 59 anos, conta que fez a estrutura das figuras da exposição do presépio Re-nascimento (assim mesmo, com hífen) com 320 garrafas PET e usou mais de 200 quilos de jornal para criar a Sagrada Família (José, Maria e o Menino Jesus), os três reis magos, três camelos com os baús, a vaca, o burro e o carneirinho, o pastor, a estrela-guia, o galo e o anjo, a peça maior do conjunto. Para dar o efeito monocromático, no tom da terra, o artista se valeu de sacos de cimento, pregando fios de sisal no dorso dos animais, como se fossem a crina e a lã.

    Quem vê o conjunto da obra fica imaginando: quantos meses são necessários para trabalho tão singelo e caprichado, que parece de madeira e não de papel? Diante das peças, Oceano responde que gastou apenas um mês. E mais uma surpresa para o visitante: o artista, natural de Areia (PB), teve o seu despertar artístico em 2007, num momento em que foi “tocado por um anjo”. O anjo, no caso, era um senhor de 99 anos, Luiz Carlos de Portilho, de quem Oceano era cuidador e falecido há 10 anos. “Ele me falava muito sobre ecologia, destacava a importância do meio ambiente e, assim, comecei a pensar em aproveitar material reciclável.”

    De imediato, Oceano fez um Dom Quixote, o “cavaleiro da triste figura” criado pelo escritor espanhol Miguel de Cervantes (1547-1616). “Sempre que faço um trabalho, procuro estudar muito antes. Por isso, li o livro Dom Quixote de la Mancha”, revela Oceano, que tem um ateliê no Bairro Santa Efigênia, na capital, e conta com ajuda dos vizinhos na hora de reunir a matéria-prima de sua arte. O contato com Portilho e a conscientização ecológica provocaram outras mudanças na vida do artista, casado e pai de Diego, de 28, e Luciana, de 19. “Diego cursa engenharia ambiental. E resolvi prestar vestibular acompanhando a Luciana, que faz pedagogia.”

    Ao apresentar seu presépio, Oceano explica que a primeira peça “esculpida” é sempre a Nossa Senhora. Depois vai modelando os homens, que são o pai adotivo de Jesus, José, o pastor e os reis magos. Nesta criação, houve um achado: “Encontrei, na rua, um boneco quebrado, e pensei que seria ideal para fazer o Menino. Restaurei e o coloquei na manjedoura. E gostei do resultado”, afirma o homem, que, com bom humor, credita a escolha do seu nome ao amor que os pais tinham pelo mar. “Mas minha cidade não fica no litoral, e sim numa região entre a zona da mata e o sertão nordestino”.

    A coordenadora do CAP, vinculado à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, Angelina Gonçalves, explica que a ideia de convidar Oceano Cavalcante partiu do assessor do local, o arqueólogo e historiador Fabiano Lopes de Paula, que conhecia o trabalho do artista. “Nosso objetivo é valorizar esse trabalho, dando mais visibilidade, e também abrir, com arte, a temporada natalina”. Ela adianta que, no próximo dia 21, às 19h, será inaugurada, no local, a exposição Folia das cores e do movimento, do artista plástico Willi de Carvalho, especialista em miniaturas.

  • imagem de divulgação da exposição Presépios de Minas em Mim
    imagem de divulgação da exposição Presépios de Minas em Mim
    Exposição: Presépios de Minas em Mim

    Segundo a tradição cristã, há mais de 800 anos era montado o primeiro presépio, em uma pequena cidade italiana, por São Francisco de Assis. Ao longo dos séculos, essas estruturas se tornaram um elemento clássico do período natalino. 

    O Palácio das Artes recebe agora parte da produção contemporânea de presépios feitos por artesãs e artesãos mineiros, em uma exposição que acontece na Galeria Arlinda Corrêa Lima e na vitrine do Centro de Artesanato Mineiro (Ceart). 

    A mostra conta com mais de 70 presépios e estandartes feitos por artesãos de todas as regiões de Minas Gerais. 

  • Exposição: “Presépios no imaginário mineiro” - Centro de Arte Popular
    Exposição: “Presépios no imaginário mineiro” - Centro de Arte Popular
    Exposição: “Presépios no imaginário mineiro” - Centro de Arte Popular

    O Centro de Artesanato Mineiro – CEART MG em parceria com o Governo de Minas, através das Secretarias de Desenvolvimento Econômico-SEDE e da Secretaria de Cultura e Turismo - SECULT por meio da Lei de Incentivo à Cultura, com apoio do Centro de Arte Popular e SEBRAE Minas e patrocínio da CEMIG, apresentam a exposição “Presépios no imaginário mineiro” – que acontecerá no período de 04 de dezembro de 2021 a 16 de janeiro de 2022, na Sala de Exposições Temporárias do Centro de Arte Popular, no Circuito Liberdade.

    A exposição apresentará ao público mais de 40 presépios de diversos estilos, confeccionados com as mais variadas matérias primas, produzidos por 38 artesãos de diversos municípios, representando quase todas regiões geográficas do Estado de Minas Gerais.