Noturno Museus - 2022 - Museus

Content Builder
  • Exposição: "Povos Originários – Guerreiros do Tempo" - Palácio das Artes
    Exposição: "Povos Originários – Guerreiros do Tempo" - Palácio das Artes
    Exposição: "Povos Originários – Guerreiros do Tempo" - Palácio das Artes

    Foi em 1997, durante sua primeira viagem à Amazônia como fotógrafo de uma revista brasileira, que Ricardo Stuckert esteve com os Yanomami, um dos maiores grupos indígenas da América do Sul. Ficou fascinado pela riqueza cultural da etnia e também pela sua capacidade de preservar a cultura e a tradição milenares. Na aldeia, Stuckert conheceu Penha Góes, uma Yanomami de 22 anos com uma história escrita em um único olhar. Nascia uma das fotografias mais importantes de sua carreira.

    Quase vinte anos depois, Stuckert decidiu voltar à comunidade para fotografá-la novamente. A partir daquele momento, o fotógrafo brasileiro teve a certeza de que tinha uma importante missão: registrar mais amplamente a vida dos povos originários como forma de homenageá-los e, ao mesmo tempo, mostrar a importância dessa cultura e desse universo fantástico e delicado.

    Após a viagem à aldeia Yanomami, Stuckert iniciou uma verdadeira jornada pelas mais diversas regiões do Brasil.

    O resultado desta peregrinação está na exposição “POVOS ORIGINÁRIOS: GUERREIROS DO TEMPO”. A mostra traz histórias e fotos, como as de Penha, que foram coletadas durante este trabalho documental. Com um olhar sensível e habilidades técnicas adquiridas ao longo de mais de trinta anos de carreira, o fotógrafo mostra a diversidade e pluralidade da cultura indígena, além de destacar a importância desses povos como guardiões das florestas.

    Com destaque nacional e internacional por seu trabalho como fotógrafo político, além de seu trabalho como diretor de fotografia do longa-metragem Democra-cia em Vertigem, indicado ao Oscar de Melhor Documentário, em 2020, Ricardo Stuckert captou as singularidades e tradições de cada um dos povos originários retratados.

    Mais do que retratar as tradições e costumes dos grupos indígenas, sob a lente precisa de Stuckert, “POVOS ORIGINÁRIOS: GUERREIROS DO TEMPO” destaca a beleza e a alma de quem está na linha de frente da luta pela preservação de nossos recursos naturais.

    *A mostra integra a programação do evento OUTRAS FLORESTAS, iniciativa da ONG Contato que visa promover ações de meio ambiente, cultura e inclusão social.

    Sobre o autor:

    Ricardo Stuckert (@ricardostuckert) tem mais de trinta anos de experiência. Trabalhou como fotógrafo oficial da Presidência da República do Brasil de 2003 a 2011, durante o governo Lula. Tem uma vasta experiência nas áreas de fotografia política e documental. Começou a fotografar a Amazônia e teve seu primeiro contato com os povos originários do Brasil em 1997. Desde então, por meio de suas lentes, procura mostrar a diversidade e pluralidade da cultura indígena, além de enfatizar a importância desses povos como guardiões das florestas. mais de trinta anos de profissão.

    Começou a fotografar a Amazônia e teve seu primeiro contato com os povos originários do Brasil em 1997. Desde então, por meio de suas lentes, procura mostrar a diversidade e a pluralidade da cultura indígena, além de ressaltar a importância destes povos como guardiões da floresta. Carrega a tradição e a experiência da família Stuckert, atuando predominantemente nas áreas de fotojornalismo e fotografia artística documental.

  • Exposição Prêmio Indústria Nacional Marcantonio Vilaça - Palácio das Artes
    Exposição Prêmio Indústria Nacional Marcantonio Vilaça - Palácio das Artes
    Exposição Prêmio Indústria Nacional Marcantonio Vilaça - Palácio das Artes

    A Fundação Clóvis Salgado, por meio da Gerência de Artes Visuais, tem a honra de receber a 7ª edição do Prêmio Indústria Nacional Marcantonio Vilaça.

    A mostra é uma iniciativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), do Serviço Social da Indústria (SESI) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI).

    Nesta edição do prêmio, os artistas contemplados são Aline Motta (RJ), Dalton Paula (DF), Dora Longo Bahia (SP), Ismael Monticelli (RS) e Rodrigo Bueno (SP), selecionados por júri especializado dentre mais de 600 inscritos de todo o país.

    A edição também traz obras da pintora, gravadora, escultura e desenhista carioca Anna Bella Geiger.

    A exposição estará aberta ao público a partir do dia 3 de novembro, seguindo todas as diretrizes do protocolo Minas Consciente de enfrentamento à disseminação da Covid-19, com horário reduzido, distanciamento social, higienização e demais medidas sanitárias.

    Siga o projeto Palácio em sua Companhia e confira toda a diversidade das atividades da FCS! A arte não pode parar. Esse evento possui correalização da @appaarteecultura .

  • Exposição: Presépio Re-nascimento
    Exposição: Presépio Re-nascimento
    Exposição: Presépio Re-nascimento - de Oceano Cavalcante

    Falta um pouco mais de um mês para o Natal e a recriação do nascimento de Jesus já dá o ar da graça. Foi aberto ao público, na capital, um presépio todo feito em papel pelas mãos do artista plástico Oceano Cavalcante, paraibano residente há quatro décadas em Belo Horizonte. Logo na entrada do Centro de Arte Popular (CAP), estão 16 figuras variando entre 1,30 metro e 1,60m de altura e mais as bênçãos de São Francisco de Assis, o primeiro a montar a cena sagrada, em 1223, ideia que se perpetuou e virou tradição nas casas mineiras, ganhando até circuito especial em algumas cidades.

    Enfermeiro de profissão e atualmente cursando o segundo período de licenciatura em artes na Escola Guignard, da Universidade Estadual de Minas Gerais (Uemg), Oceano, de 59 anos, conta que fez a estrutura das figuras da exposição do presépio Re-nascimento (assim mesmo, com hífen) com 320 garrafas PET e usou mais de 200 quilos de jornal para criar a Sagrada Família (José, Maria e o Menino Jesus), os três reis magos, três camelos com os baús, a vaca, o burro e o carneirinho, o pastor, a estrela-guia, o galo e o anjo, a peça maior do conjunto. Para dar o efeito monocromático, no tom da terra, o artista se valeu de sacos de cimento, pregando fios de sisal no dorso dos animais, como se fossem a crina e a lã.

    Quem vê o conjunto da obra fica imaginando: quantos meses são necessários para trabalho tão singelo e caprichado, que parece de madeira e não de papel? Diante das peças, Oceano responde que gastou apenas um mês. E mais uma surpresa para o visitante: o artista, natural de Areia (PB), teve o seu despertar artístico em 2007, num momento em que foi “tocado por um anjo”. O anjo, no caso, era um senhor de 99 anos, Luiz Carlos de Portilho, de quem Oceano era cuidador e falecido há 10 anos. “Ele me falava muito sobre ecologia, destacava a importância do meio ambiente e, assim, comecei a pensar em aproveitar material reciclável.”

    De imediato, Oceano fez um Dom Quixote, o “cavaleiro da triste figura” criado pelo escritor espanhol Miguel de Cervantes (1547-1616). “Sempre que faço um trabalho, procuro estudar muito antes. Por isso, li o livro Dom Quixote de la Mancha”, revela Oceano, que tem um ateliê no Bairro Santa Efigênia, na capital, e conta com ajuda dos vizinhos na hora de reunir a matéria-prima de sua arte. O contato com Portilho e a conscientização ecológica provocaram outras mudanças na vida do artista, casado e pai de Diego, de 28, e Luciana, de 19. “Diego cursa engenharia ambiental. E resolvi prestar vestibular acompanhando a Luciana, que faz pedagogia.”

    Ao apresentar seu presépio, Oceano explica que a primeira peça “esculpida” é sempre a Nossa Senhora. Depois vai modelando os homens, que são o pai adotivo de Jesus, José, o pastor e os reis magos. Nesta criação, houve um achado: “Encontrei, na rua, um boneco quebrado, e pensei que seria ideal para fazer o Menino. Restaurei e o coloquei na manjedoura. E gostei do resultado”, afirma o homem, que, com bom humor, credita a escolha do seu nome ao amor que os pais tinham pelo mar. “Mas minha cidade não fica no litoral, e sim numa região entre a zona da mata e o sertão nordestino”.

    A coordenadora do CAP, vinculado à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, Angelina Gonçalves, explica que a ideia de convidar Oceano Cavalcante partiu do assessor do local, o arqueólogo e historiador Fabiano Lopes de Paula, que conhecia o trabalho do artista. “Nosso objetivo é valorizar esse trabalho, dando mais visibilidade, e também abrir, com arte, a temporada natalina”. Ela adianta que, no próximo dia 21, às 19h, será inaugurada, no local, a exposição Folia das cores e do movimento, do artista plástico Willi de Carvalho, especialista em miniaturas.