Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • Imagem branca com escritos em preto com o nome da artista, local, data e nome da exposição
    Imagem branca com escritos em preto com o nome da artista, local, data e nome da exposição
    Exposição: “Rio-Correnteza” de Juliana Matsumura

    A exposição propõe um percurso sensível entre memória, ancestralidade, diáspora e pertencimento, em obras que se movem como a própria água — porosas, pacientes, capazes de contornar e recompor o tempo e a matéria. 

    Desenvolvidas em parte durante a residência artística Xakra, em Brumadinho (MG), as peças resultam de processos em cerâmica, madeira, papel e metal, evocando os cinco elementos taoístas e refletindo sobre a continuidade entre corpo, gesto e natureza. 

    Em “Rio-Correnteza”, Juliana costura origens distintas — do Butsudan japonês às memórias do sertão baiano — tecendo uma cartografia da ancestralidade que ultrapassa fronteiras e transforma o ato de lembrar em um gesto vital.

  • Exposição: Riso Largo - A Cara do Brasil, de Max Motta
    Exposição: Riso Largo - A Cara do Brasil, de Max Motta
    Exposição: Riso Largo - A Cara do Brasil, de Max Motta

    O artista visual pernambucano Max Motta traz a exposição “Riso Largo - A Cara do Brasil”, para o Pátio & Arts Design, situado no Piso L2, do Shopping Pátio Savassi.

    Em cartaz até o dia 16 de abril, a mostra reúne 25 obras inéditas que exaltam a beleza, o sorriso e o cotidiano de pessoas negras representadas por meio da arte.

    A visitação é gratuita e acontece de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos, das 12h às 22h.

    De acordo com a divulgação da exposição, o artista retrata mulheres e homens negros exercendo seu direito à liberdade e ao lazer como uma das formas de contrapor a padrões discriminatórios e esteriótipos, "dignificar o povo negro através da arte garante perpetuar uma autoestima pautada na beleza do bem viver".

    Aqueles que foram à exposição poderão apreciar obras como Deus é Brasileiro, Banho de Gato, Jagunço, O Verde Louro desta Flâmula e Cajuína. “São pinturas de personagens na manifestação pessoal do riso e da alegria num recorte íntimo e focado no indivíduo, tão idôneo em si mas tão comum na sua forma de viver em diversas partes do Brasil”, explica Max.

    Segundo o artista, as conquistas, paixões, semblantes de alegria e orgulho estão estampados em suas obras através de “cores e formas que numa dança sinestésica remetem a sensações como sons, cheiros, sabores e significados que mexem com a memória afetiva”, acrescenta ele.

    As obras apresentadas em Riso Largo fazem parte de um grande conjunto de peças da série A cara do Brasil, que trazem cenas, pessoas e fatos do brasileiro no seu habitual cotidiano.

    Atualmente em cartaz também no Recife, a exposição seguirá para São Paulo, após passar por Belo Horizonte.

    O convite do autor é para que cada um aprecie, viva e sinta parte dessa experiência que nasceu com a arte de rua - em forma de graffiti - há exatos 20 anos e hoje pousa em terras mineiras escancarando os vários Brasis que se encontram em um mesmo povo caloroso, receptivo, solícito e de Riso Largo.

    MAX MOTTA

    Artista visual, Max Motta nasceu no bairro de Torrões, na Zona Oeste do Recife, e hoje vive em Belo Horizonte (MG).

    Descobriu o seu talento para o desenho quando tinha quatro anos e, aos 13 anos, iniciou sua trajetória profissional no graffiti.

    Hoje suas obras estão presentes nas ruas de Belo Horizonte, nos prédios de São Paulo e nos muros do Recife, onde recentemente assinou um painel de 1.200m² que homenageia Chico Science e os 30 anos do Movimento Manguebeat, em um túnel que leva o nome do cantor, no bairro da Ilha do Retiro.

    Max também é ilustrador e tatuador, carregando um traço que facilmente pode ser reconhecido pela reverência às expressões humanas.

    Ativista da luta antirracista, costuma retratar a beleza e diversidade das peles negra e indígena, e também o cotidiano de trabalhadores brasileiros em suas obras.

  •  Exposição: Rito do Amor Selvagem [situação; acidente]
    Exposição: Rito do Amor Selvagem [situação; acidente]
    Exposição: Rito do Amor Selvagem [situação; acidente]

    A Galeria GAL Arte & Pesquisa e o Museu Mineiro têm o prazer de anunciar a exposição Rito do Amor Selvagem [situação; acidente], mostra individual do artista visual e pesquisador Ricardo Burgarelli. 

    A abertura será no dia 28 de novembro, quinta-feira, das 18h às 21h, no Museu Mineiro, em Belo Horizonte. A exposição fica em cartaz até 26 de janeiro de 2025. 

    Reunindo uma seleção de obras produzidas nos últimos cinco anos, a mostra combina desenho, impressão, objetos e vídeos em uma montagem de caráter instalativo. 

    O museu será transformado em um espaço de relato fragmentado e polifônico, inspirado na tese de doutorado de Ricardo Burgarelli, defendida em 2022, intitulada Rito do Amor Selvagem: uma polifonia dialética desarmônica. 

    Tanto a pesquisa acadêmica quanto as obras da mostra exploram a relação entre "situação" e "acidente" como catalisadores estéticos e narrativos. Essas dinâmicas desestabilizadoras ressoam memórias políticas e sociais, criando um diálogo entre improviso e agenciamento.

    A exposição é atravessada pela influência do artista José Agrippino de Paula (1937-2007), cuja prática artística contribui para o entendimento do "rito de trabalho" que permeia as criações de Burgarelli. O resultado é uma experiência visual e sensorial que convida o público a refletir sobre as tensões entre ordem e improviso, memória e contemporaneidade.