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  • Exposição: “Saberes da Costura: do molde à roupa”
    Exposição: “Saberes da Costura: do molde à roupa”
    Exposição: “Saberes da Costura: do molde à roupa”

    A Prefeitura de Belo Horizonte inaugura neste sábado (17), no Museu da Moda de Belo Horizonte - Mumo, a exposição “Saberes da Costura: do molde à roupa”. A mostra aborda elementos presentes no fazer da costura doméstica e profissional no Brasil no século XX, destacando especialmente a história do Método de Corte Centesimal, criado na década de 1930 em Minas Gerais.

    A exposição, de longa duração, pode ser visitada de quarta a sábado, das 10h às 18h. A entrada é gratuita. A inauguração dessa nova exposição no Museu da Moda integra as celebrações dos 125 anos de Belo Horizonte promovidas pela Prefeitura. A programação completa está disponível no Portal da Prefeitura de Belo Horizonte.

    O Método de Corte Centesimal foi criado em Belo Horizonte, no ano de 1934, pela costureira Carmen de Andrade Mello e Silva e seu marido, o engenheiro Antônio Mello Silva. Esse Método nasceu da necessidade prática de se diminuir o número de provas de roupas, passando a estruturar cada molde com medidas individuais. O corte centesimal atravessou gerações e passou a ser ensinado em escolas e faculdades de design e moda, formando milhares de profissionais e criando uma rede de formadoras, em sua maioria mulheres.

    O método também foi pioneiro em ideias como sustentabilidade, aproveitamento de recursos, adaptabilidade e diversidade de corpos. “A exposição Saberes da Costura traz muito do que é a missão do Museu da Moda de Belo Horizonte, em especial no que diz respeito à preservação da memória e o estímulo à conservação e pesquisa em moda.

    Neste sentido, é muito importante mostrar ao público como o Método do Corte Centesimal foi criado e tornou-se conhecido e aplicado nos processos de formação de costureiras amadoras e profissionais.

    Trata-se de uma rica história que percorre também a história da nossa cidade, pois esse pioneiro Método foi criado aqui em Belo Horizonte e se tornou uma referência para a costura em todo país. Isso deve ser ressaltado e valorizado”, afirma Eliane Parreiras, secretária Municipal de Cultura.

    Para Luciana Feres, presidente da Fundação Municipal de Cultura, a nova exposição do Museu da Moda fortalece a vocação da instituição de preservar, pesquisar e difundir acervos referentes à moda na capital mineira. “Poder ver o quanto Belo Horizonte contribuiu com o desenvolvimento do corte e costura no país reforça ainda mais o selo que possuímos de ‘Capital da Moda’, ou seja, uma localidade influente na moda regional e internacional, que se destaca como lar de muitos estilistas e também pela quantidade de negócios gerados na indústria têxtil e do design”, completa.

    Segundo Janaína Melo, diretora de Museus da Fundação Municipal de Cultura, trata-se de um método que introduziu na costura propostas sustentáveis para a elaboração de moldes com melhor aproveitamento de materiais e também adaptáveis aos diferentes corpos. “Como processo de ensino, contribuiu para a inserção de inúmeras mulheres no mercado de trabalho como costureiras profissionais e até professoras que difundiram o método de modelagem no Brasil inteiro.

    É essa a história que iremos apresentar na exposição”, conclui. Entre os objetos expostos no Museu estão manuais de métodos de corte, costura e modelagem, revistas de moda, réguas de métodos diversos, além de máquinas de costura - algumas delas remontam ao século XIX, objetos presentes em muitos lares e que recuperam uma memória afetiva do ofício da costura.

    Há ainda uma série de objetos que contam a história do Método de Corte Centesimal, como os livros do método, cadernos de alunas, diplomas, fotografias, além de modelos de roupas em algodão cru confeccionadas a partir do Corte Centesimal por designs, alunas e instrutoras do método e que permitem um mergulho na moda do século XX.

  • Cartaz divulgação
    Cartaz divulgação
    Exposição “Sacralização Da Vida: Do Rosário Ao Jequitinhonha”

    No dia 12 de julho, o CAP recebe a exposição “Sacralização da Vida: do Rosário ao Jequitinhonha”, uma imersão na obra de Frei Chico (Francisco Van der Poel), frade holandês que dedicou sua vida à cultura e religiosidade do Vale do Jequitinhonha. 

    A abertura, às 14h, ganha um toque especial com a presença da artista e ceramista Lira Marques, uma grande colaboradora da pesquisa, e o Coral Trovadores do Vale, que carrega consigo uma rica história, fundado pelo saudoso Frei Chico na cidade de Araçuaí.

    A mostra reúne livros originais, como "Dicionário da Religiosidade Popular" e "São Francisco de Assis", além de objetos pessoais do frei, como seu hábito bordado, viola, rabeca e tambor.

    A exposição faz parte do programa AMA - Ano Mineiro das Artes da Cultura e Turismo MG e é uma celebração da fé, da cultura popular e da herança sagrada do Jequitinhonha. Em cartaz até o dia 28 de setembro, entrada gratuita. 

  • Exposição: Sairé
    Exposição: Sairé
    Exposição: Sairé

    O tradicional festival do Sairé, que é realizado sempre no mês de setembro, na vila de Alter do Chão, Oeste do Pará, é uma manifestação folclórico-religiosa que louva o Divino Espírito Santo incorporado por elementos da natureza e folclore indígena. 

    Buscar a valorização destes elementos e colocar em foco as particularidades, tendo seus personagens e agentes culturais em primeiro plano é o mapeamento da identidade da tradição cultural vibrante dessa celebração que tem uma imersão na cultura Borari atraindo, para Alter do Chão (PA), milhares de turistas todos os anos.

     Na parte profana, um dos momentos altos da festividade é a disputa entre os botos Tucuxi e Cor de Rosa, fazendo uma festa importante para a população, que valoriza a história, a tradição e a cultura, mostrando a riqueza da nossa Amazônia. E que movimenta a economia e gera empregos locais. Em uma região rica em atrativos, todos os anos, a festividade acontece na vila de Alter do Chão, em Santarém, e chama a atenção não só pelas danças, mas também pelas músicas, gastronomia e rituais religiosos. 

    Os símbolos da festividade tradicional compõem uma cartografia visual super interessante que será abordada dentro da exposição. Além dos símbolos, há personagens que fazem parte das celebrações, durante o festejo, um grupo musical é responsável pela execução das folias e entoadas.