Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • EXPOSIÇÃO “VIVÊNCIAS NA PAMPULHA”

    O Museu Casa Kubitschek (MCK) inaugurou em junho,a exposição “Vivências na Pampulha”, uma experiência que convida o público a percorrer as dimensões humanas, afetivas e cotidianas de um dos mais importantes conjuntos arquitetônicos do país. A nova curadoria integra as celebrações pelos dez anos da inscrição do Conjunto Moderno da Pampulha na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO.

     

    A ação faz parte do projeto Museus Pampulha, realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Instituto Lumiar e tem o apoio do Ministério Público do Estado de Minas Gerais, viabilizado pelo Fundo Especial do Ministério Público - FUNEMP.

     

    A proposta parte da compreensão de que o patrimônio não se sustenta apenas na arquitetura ou na materialidade dos edifícios, mas também nas pessoas que vivem, atravessam, ocupam e atribuem sentido a esse território. Moradores, trabalhadores, visitantes, artistas, pescadores, ciclistas, estudantes e praticantes de manifestações culturais e religiosas compõem a trama de experiências e afetos que mantém a Pampulha viva e em constante transformação. Ao aproximar arquitetura, memória e experiência, a exposição transforma o MCK em um espaço de encontro entre diferentes narrativas e formas de habitar a cidade.

     

    Vagas: livre

    Classificação: livre

    Não é necessário inscrição

    Atividade gratuita

  • Exposição: “Vivências Poéticas”

    No mês em que comemora 23 anos de atuação no mercado das artes plásticas, a Galeria Beatriz Abi-Acl apresenta a exposição “Vivências Poéticas”, com obras dos artistas Beatriz Abi-Acl e Clébio Maduro, com abertura no dia 18 de outubro, de 18 às 21 horas, na rua Santa Catarina, 1155, bairro de Lourdes, em Belo Horizonte.

    A mostra fica aberta ao público para visitação até o dia 12 de novembro. Beatriz vai expor 34 aquarelas e uma grande tela em acrílica.

    Seus trabalhos têm como norte a sua preocupação com o meio ambiente, que vem de longa data.

    Suas primeiras pinturas já denunciavam os loteamentos desordenados, as erosões, a invasão do homem ao espaço que antes eram o habitat dos animais e da vegetação nativa.

    Essa fase foi mostrada em várias exposições no Brasil e no exterior, sempre procurando denunciar o descaso de nossas autoridades com a preservação ambiental.

    Sobre os trabalhos ora apresentados nesta exposição, Beatriz Abi-Acl enfatiza que nas aquarelas “busquei a simplificação da natureza, que, mesmo maltratada ao longo de décadas e décadas, continua ostentando sua beleza”, diz. Já na obra em acrílica sobre tela, a artista denuncia a morte das montanhas em Minas Gerais.

    Clébio Maduro, um mestre em gravuras, trouxe para esta mostra dez grandes telas em óleo, que remontam a suas lembranças de mais de 30 anos, quando foi visitar Barbacena, conhecida como a cidade das rosas. “Saí em busca de flores e voltei com espinhos”, diz, ao recordar que, na época, não viu flores, mas ficou impressionado com as condições de vida das pessoas internadas no Hospital Colônia da cidade.

    Essa situação foi retratada em inúmeros trabalhos em gravura, quando não poupou o expectador da angústia, da solidão e do desespero dos seres humanos que viviam naqueles pavilhões.

    Três décadas depois, os “espinhos” que trouxe da cidade foram transformados em flores, perpetuadas nos óleos que apresenta nesta série de dez quadros de 1m x 1,20 m.

    Com rigor técnico e composição esmerada, as flores de Clébio Maduro enchem os olhos com tamanha beleza e delicada sofisticação.

  • Exposição: Vivências Poéticas - Diálogos com Yara Tupynambá
    Exposição: Vivências Poéticas - Diálogos com Yara Tupynambá
    Exposição: Vivências Poéticas - Diálogos com Yara Tupynambá

    Casa dos Contos, premiado restaurante, reduto dos amantes da gastronomia de qualidade na capital mineira e que tem na sua essência o estímulo à arte e à cultura, abre suas portas, no próximo dia 27 de maio, das 17 às 19 horas, para homenagear uma ilustre convidada: Yara Tupynambá.

    A artista, que recentemente completou 89 anos de idade e 70 de trajetória, ganhará o tributo “VIvências Poéticas - Diálogos com Yara Tupynambá”.

    Em formato de exposição e curadoria de Fátima Mirandda, a coletiva reúne 10 obras de artistas com formação eclética, propondo um diálogo com as diferentes fases da obra de Yara Tupynambá.

    Participam desta homenagem: Canuta Duque, Cely Ferreira, Diego Mendonça, Fátima Mirandda, Leo Maciel, Letícia Pinto, Luiz Chaves, Marcelo Albuquerque, Márcia Valadares e Willi de Carvalho.

    “São pinturas em acrílico sobre tela, de 70 centímetros por 90 centímetros, que se comunicam e apresentam percepções diversas desses 10 artistas em relação a diferentes fases da trajetória de Yara.

    Eles foram escolhidos a dedo pela própria artista, com quem já tiveram vivência, seja como aluno ou participante de oficinas”, destaca a curadora Fátima Mirandda.

    Até o dia 29 de junho deste ano, a mostra ficará em cartaz na Casa dos Contos, local em que abrigou as obras de Yara Tupynambá nos idos anos 80, quando o restaurante já despontava como um dos mais tradicionais em Belo Horizonte.

    De acordo com a artista, o Edmar (falecido Antônio Edmar Roque, responsável pela consolidação da Casa dos Contos) vendia suas obras e o clima no restaurante era de uma alegria genuína, porque as pessoas iam lá também para comprar arte.

    “Quando as exposições começaram na Casa dos Contos, a Yara (Tupynambá) já estava lá, apresentando seu trabalho e vendendo suas telas.

    Essa história tem um início muito bonito, afetivo e que simboliza o apoio da Casa dos Contos à cultura.

    Eu cresci lendo e estudando sobre as obras de Yara Tupynambá e sua importância como referência artística.

    A exposição é uma homenagem carinhosa para ela”, relata Maria Leonor Xavier Cunha Roque, proprietária da Casa dos Contos que cederá três telas de seu acervo pessoal para se juntar à exposição.

    Yara Tupynambá, que recentemente tomou as duas doses da vacina para se proteger da Covid-19, disse que está ansiosa para receber a homenagem.

    “Eu estou me sentindo muito amada, honrada e poderosa com essa exposição na Casa dos Contos.

    Primeiramente, porque é raro uma artista receber esse carinho de seus colegas, os quais considero amigos, homenageando a minha obra. Isso para mim é um orgulho e também a certeza de que eu trabalhei muito e fiz muito à medida das minhas possibilidades”, afirma Yara, enquanto acabara de lavar vasilhas e já se preparava para voltar ao ateliê para pintar.

    “Pintar para mim é mais que um desejo, é uma válvula de escape, um encontro comigo mesma.

    Praticamente todos os dias visito o meu ateliê e realizo um trabalho. Se eu não pinto, fico chata com todo mundo.

    A arte é uma prática que me eleva, fico conversando com meus próprios pensamentos.

    Não sou uma artista que tem impulso e pinta em duas horas uma tela. Eu levo uma semana cozinhando as cores, usando três, quatro camadas de tintas diferentes para criar um novo tom”, emenda a artista.

    De acordo com Fátima, a mostra “Vivências Poéticas” seria apresentada no mês passado deste ano, por ocasião do aniversário de Yara, no dia 2 de abril, mas teve que ser adiada por causa das restrições impostas pelo decreto municipal sobre a pandemia de novo coronavírus.

    “A Casa dos Contos sempre foi um ponto de encontro apreciado pelos artistas, que se servem não só da boa gastronomia, como vislumbram o restaurante como local de troca de experiências e ideias.

    Estou realizando um desejo da Maria Leonor (Xavier Cunha Roque, atual proprietária da Casa dos Contos) e prestigiando a Yara com essa exposição”, orgulha-se Fátima.