Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • O artista Eduardo Fonseca na Piccola Galleria da Casa Fiat de Cultura
    O artista Eduardo Fonseca na Piccola Galleria da Casa Fiat de Cultura
    Exposição: "Volta Funda" de Eduardo Fonseca

    A Casa Fiat de Cultura inaugura a exposição "Volta Funda", do artista mineiro Eduardo Fonseca. A mostra individual marca o retorno do artista a Belo Horizonte após 14 anos vivendo no exterior e permanecerá em cartaz até 25 de janeiro de 2026.

    A produção apresenta pinturas, esculturas e objetos que exploram a relação entre memória e transformação urbana, revisitando ícones arquitetônicos e paisagens da capital mineira. Elementos como o Edifício Acaiaca, o Mercado Novo e a Praça da Liberdade são articulados com a presença de animais, que atuam como metáforas do comportamento social. Seguir a política de programação da Casa Fiat de Cultura.

     

  • Foto de capa para a exposição "Vós Sois o Sal da Terra” de Gabriel Lauriano
    Foto de capa para a exposição "Vós Sois o Sal da Terra” de Gabriel Lauriano
    Exposição “Vós Sois o Sal da Terra” Gabriel Lauriano

    O artista mineiro Gabriel Lauriano começa a percorrer centros culturais de Belo Horizonte com a exposição “Vós sois o Sal da Terra”, conjunto de obras que investigam os aspectos culturais, religiosos e históricos do nosso país tendo o sal como pano de fundo. Por meio de esculturas, instalações, fotografias, foto performances e colagens digitais, materializa a crença cristã ao passo que modifica seus componentes simbólicos e iconográficos, gerando assim novas interpretações questionáveis a fé, a devoção e a crença brasileira.

  • Exposição "Vozes Atlânticas"
    Exposição "Vozes Atlânticas"
    Exposição "Vozes Atlânticas"

    O Memorial Vale abre, no próximo sábado, dia 9 de novembro, às 15 horas, a exposição “Vozes Atlânticas” da pesquisadora Thaís Tanure, dentro do projeto Novos Pesquisadores do Memorial Vale. Nessa mostra ela revela o que descobriu em sua pesquisa acadêmica sobre a ação da inquisição portuguesa no Brasil no século XVIII, dando pena de degredo para cidadãos que praticavam atos considerados heresia ou feitiçaria. O destaque da pesquisa é dado para dois africanos escravizados e trazidos para o Brasil – Luzia Pinta e José Francisco – que, por preservarem práticas de sua cultura – benzeções, curas com ervas, entre outras tradições – foram degredados para regiões distantes do Brasil e de sua pátria original. A exposição mostra fotografias e objetos da época, contando os passos desses dois personagens nos lugares onde eles viveram e resistiram a toda a opressão portuguesa. Entrada gratuita, no horário de funcionamento do Memorial Vale. A exposição segue até o dia 2 de fevereiro de 2020. No dia 26 de novembro, terça-feira, às 12h30, também no Memorial Vale, Thaís Tanure falará com o público sobre sua pesquisa. O estudo de Thaís segue os passos de Luzia Pinta e José Francisco em Angola, Uidá, Rio de Janeiro, Sabará, Lisboa, Castro Marim e galés. Mesmo perseguidos pela Inquisição e passando por sucessivos processos de desenraizamento, essas pessoas resistiram e lutaram para viver segundo suas culturas, buscando espaços para decidir sobre seus destinos. Thaís explica que o degredo foi uma pena longeva em Portugal e seus espaços coloniais, e consistia em afastar o condenado de seu local de residência enviando-o para uma região distante ou colonial. “Iremos discutir em que bases filosóficas se assenta a pena de degredo e seus ecos na contemporaneidade”, explica Thaís.