Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • Exposições em cartaz

    *Alceu Penna – Inventando a Moda do Brasil

     

    A mostra coloca sob os holofotes o trabalho de criação do mineiro Alceu Penna, por meio de recortes da sua carreira. Transitou pelas áreas do design gráfico, jornalismo, ilustração, figurino, estilismo, publicidade, cenografia e, entre outras atuações, pode ser considerado o precursor do jornalismo de moda no Brasil. Ficou famoso pela criação da seção As Garotas, publicada semanalmente na revista O Cruzeiro, entre 1938 e 1964, revolucionando a moda e o comportamento no país durante o período.

    *Saberes de Costura- do molde à roupa

     

    A exposição reflete sobre os saberes das costuras a partir de uma imersão no método de corte centesimal. O mais presente deles na memória social contemporânea talvez seja a máquina de costura. Desde a década de 1950, fábricas de máquinas de costura tornaram-se populares no país que produz e comercializa modelos com diferentes funcionalidades, contribuindo para a profissionalização das costureiras. Para refletir sobre este processo, a exposição aborda aspectos históricos de métodos, notadamente aqueles desenvolvidos em Belo Horizonte, bem como de outras formas de aprendizagens desse ofício, sua importância para o cotidiano e o mercado de trabalho femininos.

     

  • Exposições | Galeria dotART
    Exposições | Galeria dotART
    Exposições | Galeria dotART

    Dia 25 de outubro foram inauguradas as exposição de Igor Nunes "Barroco" e de Moisés Patrício, "GBLIÈ". 

    Moisés Silva Patrício (São Paulo, São Paulo, 1984).

    Artista visual, arte-educador. Por meio de múltiplas plataformas de produção artística como a performance, vídeo, instalação e fotografia, Moisés Patrício aborda elementos da cultura latina, afro-brasileira e africana presentes no cotidiano e marginalizados pelo preconceito racial, social e cultural.

    Formado em Artes Visuais pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), as cosmovisões de origens africanas são a principal inspiração de suas obras e abrem caminho para outras discussões, como política e sociedade, embasadas no protagonismo negro. Dedica-se especialmente ao que chama de fotoperformance, já que segundo Moisés Patrício o processo para a realização da fotografia é mais importante do que o resultado final.

    Igor Nunes

    Nascido e criado na Tijuca, zona norte carioca, vive e trabalha no Rio, é Artista Plástico, certificado pelo A.R.C.O Lisboa, Portugal em Pintura e Desenho. Vencedor do prêmio ArtRua / Spoleto 2014 e com participações em coletivas importantes, também já conta com obras em diversas coleções.

    A partir de uma enorme bagagem de vivências oriundas das ruas, onde fundou um dos maiores coletivos atuantes nas ruas do Rio de Janeiro, o "QPASA", começa a perceber e analisar tudo que é pertencente a ela e investigar o que há para além do muro, explorando assim o espaço urbano, a rua em todo.

    Seu trabalho é uma espécie de cartografia do momento atual em que vive, retratando temas e imagens oriundas de um tempo, e não hesita em registrar elementos de uma crítica social onde raça, espaço público, religião e relações comportamentais são destacadas, promovendo deslocamentos históricos e geográficos.

    Igor, que começou a sua trajetória na pichação, depois migra para o grafite onde funda um dos mais influentes coletivos atuantes nas ruas do Rio de Janeiro, o "QPASA?".

  • EXPOSIÇÕES INÉDITAS CELEBRAM OS 80 ANOS DO CONJUNTO MODERNO DA PAMPULHA

    “Lugar Imaginado, Lugar Vivido: 80 Anos da Casa do Baile” lança um olhar histórico e projeta futuros para o espaço ícone da cidade, enquanto a exposição “Trama: Processos Educativos na Pampulha”, que ocupa o Museu Casa Kubitschek  apresenta seu novo módulo, “Pampulha 80 anos: Múltiplos Olhares”

    No ano em que o Conjunto Moderno da Pampulha celebra suas oito décadas, duas exposições inéditas celebram a data ocupando a Casa do Baile - Centro de Referência de Arquitetura, Urbanismo e Design e o Museu Casa Kubitschek, duas das edificações que compõem essa premiada Paisagem Cultural.

    A primeira delas a ser aberta ao público será a exposição “Lugar Imaginado, Lugar Vivido: 80 Anos da Casa do Baile”, com curadoria de Guilherme Wisnik e Marina Frúgoli, que apresenta a história dos 80 anos da Casa do Baile e dos 20 anos do espaço como Centro de Referência de Arquitetura, Urbanismo e Design. A exposição, que será aberta no dia 17 de maio, é composta por um núcleo histórico que apresenta, através de um vídeo concebido pelos curadores, por meio de uma profunda pesquisa de registros, a trajetória da Casa. Além disso, um grupo de artistas contemporâneos convidados criou obras que dialogam com a arquitetura do espaço e com a paisagem da Lagoa da Pampulha. 

    Já o Museu Casa Kubitschek realiza, a partir do dia 20 de maio, o segundo módulo da exposição “Trama: Processos Educativos na Pampulha”, intitulado “Pampulha 80 anos: Múltiplos Olhares”. A mostra, que também integra a programação da Semana Nacional de Museus, apresenta o resultado do projeto “Bordando Memórias”, que envolve, desde 2017, mais de cem mulheres, entre elas bordadeiras, pesquisadoras, educadoras e artistas. 

    As mostras integram a programação do Museus Pampulha, projeto realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, em parceria com o Instituto Lumiar. Uma iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura. 

    Para conceber “Lugar Imaginado, Lugar Vivido: 80 Anos da Casa do Baile”, o projeto curatorial proposto por Guilherme Wisnik e Marina Frúgoli se apropria  da própria trajetória da Casa do Baile, criando um jogo entre tempos passado e futuro, em um movimento simultâneo de olhar para trás e para frente, história e projeção. Segundo Guilherme Wisnik, a exposição, ao comemorar os 80 anos de uma instituição-edifício-lugar que representa muito na história da cidade, precisa abarcar suas idas e vindas ao longo do período, desde seus tempos de glamour, declínio, renovação e reconfiguração para se afirmar em um novo contexto. 

    “A exposição é retrospectiva, no sentido de que conta uma história, mas é também prospectiva, porque deve apontar as linhas que o Centro de Referência de Urbanismo, Arquitetura e Design quer firmar no presente e no futuro, num duplo movimento difícil de fazer”, explica Wisnik. 

    O trabalho curatorial, buscou despertar no público o interesse pelo patrimônio vivo dos cidadãos de Belo Horizonte, mas também por todos aqueles que visitam e têm afeto pela Pampulha, lançando um olhar sobre os usos que o próprio entorno tem, assim como os equipamentos públicos e urbanos ali instalados.

    A arquitetura de Niemeyer, sempre tão celebrada, é ponto de partida para a espacialidade da exposição, com a proposta da sala circular para exibição de uma obra audiovisual, uma das principais a integrar a exposição, assim como todo o projeto expográfico. “A forma partiu da própria planta do edifício e rebate essas formas curvas na ocupação interna de maneira a criar uma espacialidade que entre em ressonância com aquele espaço. Ao mesmo tempo, a marquise externa da Casa do Baile tem a forma aérea, com aquelas curvas movimentadas, parece uma arquitetura que dança, construída pelo vento que sopra à beira da lagoa. Toda essa leveza e ideia de movimento foram consideradas no projeto expográfico de maneira a potencializá-lo”, explica Wisnik. 

    Todos esses conceitos, como a oscilação entre o passado, o presente e o futuro, o diálogo com a própria Casa do Baile e sua história, além da sua vocação atual e as relações com o entorno, nortearam os convites a artistas e coletivos para integrar com seus trabalhos a exposição, conforme explica a curadora Marina Frúgoli. 

    “Tendo como tema central da exposição a própria Casa do Baile, gostaríamos que a arte pudesse ser o ponto de partida para ativar a percepção da arquitetura, do jardim e da paisagem ao redor, ressignificando espaços, evocando memórias e provocando a imaginação. Buscando as intersecções entre as artes visuais e os campos da arquitetura, urbanismo e design, que são a vocação atual da Casa do Baile enquanto Centro de Referência, foi criado um conjunto de obras que dialoga com a paisagem da Pampulha em sua complexidade, considerando os seres que a habitam, as subjetividades estéticas que a constituem e os imaginários ali depositados”, adianta. 

    O fotógrafo americano-brasileiro Paul Clemence, e os artistas Laura Belém (MG), Marcus Deusdedit (MG), Isabela Prado (MG) e o coletivo ‘Pintura ao ar livre’, coordenado pela professora Louise Ganz (MG), foram convidados pela curadoria e apresentam seus trabalhos na exposição “Lugar Imaginado, Lugar Vivido: 80 Anos da Casa do Baile”. 

    A artista Laura Belém criou um letreiro neon que evoca o histórico da Casa quando esta foi um restaurante, dando um novo significado para o uso deste material, mais ligado à poesia do que à linguagem publicitária.

    Na área interna, o fotógrafo Paul Clemence apresenta uma cortina que, através de um jogo de transparências, reflete sobre as águas da lagoa e a paisagem modernista enquanto utopia e miragem, propondo novos pontos de vista para a sua contemplação.

    “Ainda relacionado à paisagem, o grupo Pintura ao ar livre, coordenado pela artista e professora Louise Ganz, realizou uma série de expedições urbanas no entorno expandido da Lagoa da Pampulha, desde a sua orla, passando pelos córregos afluentes da Bacia do Onça e chegando até a ocupação Dandara, cujo resultado se apresenta nesta exposição, com uma instalação formada por pinturas, desenhos, mapas e textos que criam narrativas sobre o território”, adianta a curadora Marina Frúgoli, revelando como o trabalho de cada artista se relaciona com a proposta curatorial e com o espaço. 

    Através da música e do design, o artista Marcus Deusdedit promove um encontro estético entre a visualidade iconográfica da Pampulha e da periferia, mesclando os azulejos criados por Paulo Werneck à visualidade do soundsystem automotivo. A obra faz pensar também sobre o baile e os diferentes significados simbólicos que esta palavra teve ao longo dos últimos 80 anos.

    A artista Isabela Prado propõe uma experiência gustativa e lúdica ao oferecer aos visitantes um pirulito com a forma da marquise da Casa do Baile, tal como foi desenhada por Niemeyer. 

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    SOBRE A CASA DO BAILE

    A Casa do Baile - Centro de Referência de Arquitetura, Urbanismo e Design integra o Conjunto Moderno da Pampulha, declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO, idealizado por Juscelino Kubitschek e projetado por Oscar Niemeyer na década de 1940. A função original do espaço era ser um pequeno restaurante dançante, de uso mais popular. A fim de garantir sua preservação e requalificar seu uso, desde 2002 funciona como Centro de Referência de Arquitetura, Urbanismo e Design, vinculado à Fundação Municipal de Cultura, da Secretaria Municipal de Cultura. A Casa do Baile produz e abriga exposições, publicações, mostras, seminários, encontros e ações educativas relacionados aos temas de sua vocação museal.

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    Exposição “TRAMA, PROCESSOS EDUCATIVOS NA PAMPULHA”: Módulo 2 | Pampulha 80 anos: múltiplos olhares

    A exposição “Trama: Processos Educativos na Pampulha”, cujo segundo módulo, “Pampulha 80 anos: Múltiplos Olhares” será inaugurado  no Museu Casa Kubitschek, apresenta o resultado do projeto ‘Bordando Memórias’, que envolve um grupo de mais de cem mulheres que se reúne regularmente nos jardins do museu para ensinar e aprender novas técnicas, observar o acervo e bordar juntas. Esse processo se desdobrou em imersões nos acervos e temas presentes no Museu Casa Kubitschek e na Pampulha.

    “A mostra parte de um olhar cuidadoso de valorização da casa e seus  processos educativos em diálogo com o território, experimentando a construção de narrativas pelo ato de tecer e oportunidades de usos, interseções, diálogos e estranhamentos com a sua própria história”, afirma Janaina Melo, diretora de museus da Fundação Municipal de Cultura. 

    Por meio dos bordados, é possível criar relações que narram histórias, evocam memórias e pautam questões urgentes do mundo atual. Em sua primeira composição, inaugurada em junho de 2022 e encerrada em abril de 2023, a exposição contou com um núcleo de bordados denominados “A casa que mora em mim”, criado a partir de memórias afetivas das bordadeiras sobre a casa e com a exibição de produtos de designer desenvolvidos num laboratório de pesquisa sobre a Pampulha denominado “Lab Design".

    Agora, para celebrar os 80 anos do Conjunto Moderno da Pampulha, a partir do dia 20 de maio, a exposição ganha um novo módulo: “Pampulha 80 anos: Múltiplos Olhares”, que entrelaça dois processos educativos: um inventário afetivo com 40 verbetes criado pelo Museu Casa Kubitschek em colaboração com moradores, trabalhadores e frequentadores do território. Este inventário foi a base para a imersão das bordadeiras do projeto Bordando Memórias, que recriaram a paisagem cultural da Pampulha, revelando detalhes do Conjunto Moderno e seu território ampliado.

    A exposição reafirma o compromisso do Museu em oferecer ao público experiências reflexivas e sensíveis no campo de processos formativos que envolvem a arquitetura residencial, o universo doméstico, o paisagismo e a história da Pampulha, em diálogo com discussões contemporâneas. 

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    SOBRE O MUSEU CASA KUBITSCHEK

    O Museu Casa Kubitschek - MCK - integra o Conjunto Moderno  da Pampulha e tem como sede a casa modernista construída para ser residência de fim de semana do então prefeito Juscelino Kubitschek (1940-1945). Marco da arquitetura moderna dos anos de 1940, a casa projetada por Oscar Niemeyer é cercada por exuberante jardim planejado pelo paisagista Roberto Burle Marx, em terreno de aproximadamente três mil metros quadrados.

    O museu foi inaugurado em 2013, com o objetivo de oferecer ao público experiências reflexivas e sensíveis no campo do paisagismo, da arquitetura residencial, dos modos de morar e da história da Pampulha, por meio da realização das ações de aquisição, conservação, investigação e difusão de acervos referenciados no movimento modernista e na ocupação da região da Pampulha.

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    SERVIÇO:

    Exposição Lugar Imaginado, Lugar Vivido: 80 Anos da Casa do Baile

    Curadoria de Guilherme Wisnik e Marina Frúgoli

    Abertura: Dia 17 de maio, às 10h, para público em geral. 

     

    SERVIÇO: 

    Exposição Trama | Pampulha 80 anos: múltiplos olhares

    Abertura: dia 20 de maio, às 10h, no Museu Casa Kubitschek, na programação da Semana Nacional de Museus.

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    Assessoria de imprensa

    Soraya Belusi

    (31) 991649994

    imprensa.institutolumiar@gmail.com