Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • Jardim botânico e Jardim Japonês

    Endereço: Avenida Otacílio Negrão de Lima, 8000 - Pampulha
    Telefone: (31) 3277-8489
    Funcionamento: terça a domingo das 8h30 às 16h30.
    Consulte condições especiais de funcionamento e acesso devido à Covid-19
    Mais informações: Jardim Botânico
    Acesso pago

    Jardim Botânico, Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica, Belo Horizonte
    Suziane Fonseca/ Acervo Belotur

    O Jardim Botânico da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica, um dos mais conceituados do Brasil, é reconhecido internacionalmente por suas pesquisas e coleções. Criado em 1991, foi transferido para a Pampulha em 2001, e expõe mais de 1000 espécies de plantas em sete jardins temáticos, cinco estufas e um lago, ocupando uma área de cerca de 100 mil metros quadrados. 

    A instituição é referência nas áreas de Botânica Aplicada e Fitossanitarismo. Suas prioridades são estudos e ações voltados para a conservação da flora regional, com destaque para as espécies raras, endêmicas e ameaçadas de extinção.  
     
    Na área de visitação do Jardim Botânico, o público encontra lagos com espécies aquáticas, praças e recantos para descanso e lazer. A flora brasileira pode ser observada por meio das estufas temáticas da Mata Atlântica, Caatinga e Campo Rupestre. Já nas Estufas de Evolução, o visitante pode conhecer a história evolutiva das plantas e aprender sobre as formas de reprodução e dispersão de sementes. 
     
    O espaço conta ainda com um Jardim de Plantas Medicinais, Aromáticas e Tóxicas, Herbário, Ervanário, além de árvores e palmeiras brasileiras, bromélias, folhagens, flores, trepadeiras atrativas e um jardim só de plantas suculentas.

    Jardim Japonês Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica de Belo Horizonte
    Qu4rto Studio/Acervo Belotur

    Jardim Japonês
    Em 2008 o Jardim Botânico de Belo Horizonte ganhou mais um atrativo, dessa vez em comemoração ao centenário da imigração japonesa no Brasil: o Jardim Japonês. O espaço de lazer e contemplação foi construído em uma área de 5 mil metros quadrados, com projeto de Haruho Ieda, paisagista japonês residente no Brasil há mais de 20 anos. Um lago com carpas coloridas; cascatas artificiais; árvores típicas como o pinheiro oriental, a cerejeira, a azaleia e o bambu; pontes e lanternas ornamentais, além da tradicional casa de chá, são alguns dos elementos que compõem o jardim. O local serve de lar para várias espécies de aves asiáticas, como o marreco-mandarim e a tadorna-tricolor.

     

  • JA.CA Centro de Arte e Tecnologia
    JA.CA Centro de Arte e Tecnologia
    Jardim Canadá Centro de Arte e Tecnologia

    O JA.CA – Centro de Arte e Tecnologia é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que realiza e fomenta pesquisas, projetos e experimentações no campo das artes, em diálogo estreito com a educação, a arquitetura e o design. Desenvolve atividades em sua sede, situada no bairro Jardim Canadá, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG), assim como em outras localidades e instituições parceiras.  Atualmente, além de se dedicar às dinâmicas do bairro, o JA.CA prepara a inauguração do espaço cultural Arrudas, no hipercentro da capital mineira, e realiza o Programa CCBB Educativo nas quatro sedes do Centro Cultural Banco do Brasil, em Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo.

    Por meio de exposições, workshops, seminários, apresentações artísticas, intervenções, ocupações, mutirões, refeições coletivas e mostras de audiovisual,  suas ações têm provocado reflexões sobre o próprio território de atuação, os usos e potências de espaços públicos, semipúblicos e institucionais, o reconhecimento do patrimônio imaterial e material, a construção de identidades contemporâneas e a aproximação entre tecnologias da arte, do design e da arquitetura
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  • Mestre Thibau
    Mestre Thibau
    Jardim de Cabeças – Esculturas de Mestre Thibau

    Jardim de Cabeças – Esculturas de Mestre Thibau

     

    A exposição permanente a céu aberto “Jardim de Cabeças”, do artista popular Mestre Thibau, é um marco das artes visuais em Belo Horizonte. A obra homenageia a memória do escultor Mestre Orlando, que faleceu no final de 2003, e foi criada a partir de troncos de eucaliptos derrubados pelas tempestades que devastaram o Parque Municipal Fazenda Lagoa do Nado. Ela transforma a dor da perda e da destruição em força criativa e beleza coletiva.

    Instalada ao longo de uma alameda do parque, a intervenção reúne 23 esculturas de madeira entalhada que retratam personagens do cotidiano das vilas e aglomerados de Belo Horizonte. Com traços marcadamente negros, as figuras humanas entrelaçadas por casarios e favelas, remetem a uma estética popular, muitas vezes chamada de “naif”, conectada às vivências urbanas e à ancestralidade afro-brasileira.

    Mais do que uma intervenção plástica, o Jardim de Cabeças representa um gesto de resistência e afirmação da arte feita nas margens. A ideia nasceu em 2004 como proposta do próprio Thibau — amigo e admirador do legado de Mestre Orlando — para recuperar visualmente a área do parque, ainda abalada pela tempestade e pela ausência do artista. A proposta, abraçada pela comunidade e pelo então Centro Cultural Lagoa do Nado, hoje Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional (CRCP), deu origem a uma das mais expressivas obras de arte popular da cidade.

    Jardim de Cabeças é, portanto, mais que uma exposição. É um espaço de memória, um território de afeto e uma prova de que a arte popular — nascida da madeira, da rua, da vivência — tem poder de transformar o espaço e tocar quem por ele passa.