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  • Rodrigo Bragamotta
    Rodrigo Bragamotta
    Lançamento do livro: "Pedra de ler", de Rodrigo Bragamotta

    A Cântaro & Cas’a edições apresenta Pedra de ler, primeiro romance de Rodrigo Bragamotta, com texto de orelha assinado por Carlos Herculano Lopes, membro da Academia Mineira de Letras e capa com xilogravura de Ciro Fernandes. A obra é ambientada em uma vila imaginada no entorno da Cordilheira do Espinhaço, uma das cadeias montanhosas mais antigas do planeta, eixo biogeográfico que articula cerrado, campos rupestres, lagoas e nascentes responsáveis pela formação de três grandes bacias hidrográficas brasileiras.

    Essa geografia mineral e viva, que guarda centenas de sítios arqueológicos e tradições populares enraizadas, constitui o pano de fundo da narrativa, condiciona a existência de Hilário, personagem central, e determina o alcance espiritual, afetivo e ético da história. Filho de Xangô, criado entre lavouras de amendoim e águas de lagoa, o protagonista é atravessado por amores, rastros da religiosidade popular, pela presença enigmática de Vesúvia e, sobretudo, pelas pinturas rupestres que margeiam a Lagoa da Aroeira — inscrições cujo sentido, lento e ancestral, vai modelando seu destino.

    O romance nasce, segundo o autor, de um chamado: “Hilário me procurou. Um homem da terra, rude, simples, que carregava coisas que precisavam ser ditas. As pedras do Espinhaço também tinham o que dizer, faltava quem as escutasse.”

    O escritor e jornalista Carlos Herculano Lopes enxerga na produção de Bragamotta uma continuidade da linhagem de médicos-escritores em Minas Gerais, como Guimarães Rosa e Pedro Nava, e destaca sua “prosa de lenta e cuidadosa carpintaria”, próxima da atmosfera que o autor já construíra em seus volumes de contos.

  • Lançamento do livro: Poesias Roseira
    Lançamento do livro: Poesias Roseira
    Lançamento do livro: Poesias Roseira

    Na próxima sexta-feira, dia 21 de outubro, às 19h, no espaço colaborativo de arte, cultura e literatura, Asa de Papel, em Santa Efigênia, a escritora Aiezha, nome artístico, mestre em psicologia social e servidora pública, lança seu primeiro livro de poemas, “Roseira”.

    Uma obra provocativa e questionadora, com 43 poesias, que convida o leitor a refletir sobre a questão da violência contra a mulher numa sociedade patriarcal e machista. “Minha “Roseira” é o contrário daquilo que a gente comumente conhece da planta. Subverto o sentido das rosas perfumadas, da poesia leve, que canta as belezas da vida, da flor como algo que afirma o amor. Minha “Roseira” é mais espinho.

    Eu canto a dor, o pavor, o medo, a indignação que eu carrego em cada pedaço do meu corpo, desde a infância. Porque desde criança a gente é olhada enquanto mulher.

    Os poemas dizem de como o corpo da mulher sempre foi alvo, como a gente carrega esse medo pra se defender das possíveis violências, que ocorrem dentro ou fora de casa.

    Esse olhar social que oprime e amedronta, que nos ameaça cotidianamente com abusos e violências sexuais, uma das facetas da violência contra as mulheres, é o que abordo no livro”, explica a escritora. Segundo a autora, a ideia de escrever o livro surgiu em 2020, durante a pandemia, ano em que sua avó materna, Rosa, como era chamada, completaria cem anos. “Parto das raízes da minha avó materna, que tem uma imagem muito emblemática. Ela chorou no meu nascimento, não de alegria, mas sim porque nascia mais uma mulher na família. Enquanto escrevia, me perguntava: o que a fez chorar?

    O que ela pode ter vivido por ser mulher? Vó Rosa morreu quando eu tinha três anos.

    Então escrevo a partir do que ouvi, e adiciono, invento, crio histórias de diversas mulheres que vão muito além dela ou de mim.

    Trabalho vozes de muitas mulheres nos poemas, ora contando, com recursos da oralidade, trazendo para o registro escrito o que sempre foi apenas contado de uma mulher pra outra, ora assumindo suas vozes nesse fazer poético”, conta Aiezha.

    A obra é fruto da aprovação em um edital de seleção da Editora Urutau e de uma campanha de financiamento coletivo para viabilizar a produção do livro, que estará à venda,  no dia do lançamento e após o evento, direto com a escritora ou pelo site da editora: www.editoraurutau.com

    O lançamento contará com a presença das escritoras Laura Cohen e Marta Neves, que farão um bate-papo com a autora do livro. Aiezha também fará a leitura de alguns poemas selecionados.

  • Lançamento do livro: Primeiras leituras: arte e cultura na primeira infância
    Lançamento do livro: Primeiras leituras: arte e cultura na primeira infância
    Lançamento do livro: Primeiras leituras: arte e cultura na primeira infância

    Um convite à reflexão sobre a cultura da infância, especialmente nos primeiros anos de vida, por meio de histórias, poemas, desenhos, canções, encenações e brincadeiras que celebram a existência concreta das crianças em sua diversidade, afirmando identidades e alargando fronteiras.

    Essa é a proposta do livro Primeiras leituras: arte e cultura na primeira infância, organizado pelas pesquisadoras Carolina Fedatto, Fabíola Farias e Juliana Daher.

    O lançamento está marcado para o próximo dia 5 de novembro, às 10 horas, na Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte. (Rua Guaicurus, 50 – Centro.)

    Também estão programados outros três lançamentos presenciais – nos Centros Culturais Usina de Cultura, Bairro das Indústrias e Salgado Filho - e um lançamento virtual.

    Primeiras leituras

    Em Primeiras leituras: arte e cultura na primeira infância, o leitor percorre as poéticas da infância. “Elas estão presentes em diferentes linguagens artísticas, no brincar e, sobretudo, na delicada relação com adultos que se colocam à disposição para partilhar com bebês e crianças os primeiros textos”, conta a coordenadora do projeto, Juliana Daher. “Nossa intenção é contribuir para que, desde o começo da vida, sejam garantidos o direito à fabulação, à arte e à cultura como alicerces da experiência humana”, completa.

    A coletânea traz textos assinados por artistas da música, do teatro, das artes visuais, da literatura, estudiosos da linguagem, da educação, da biblioteconomia, da literatura, da historiografia, além de jornalistas e profissionais da área editorial, que apresentam uma visão múltipla sobre as primeiras leituras e suas implicações e consequências subjetivas, sócio-históricas e políticas.

    “A publicação concebe a tarefa de receber as crianças no mundo da linguagem como um ato plural por natureza, que precisa oferecer gestos, sons, formas, cores e sensações de boas-vindas a lugares que existem, mas que também estão por construir e inventar”, acrescenta uma das organizadoras, Carolina Fedatto.

    A pesquisadora Fabíola Farias destaca ainda a importante contribuição do projeto, com reflexões sobre livros, teatro, artes visuais e canções, tendo em vista que a primeira infância ainda é um tema relativamente novo no campo da Cultura. “Importante ressaltar também a atenção que o livro dá às crianças com deficiência, por meio dos textos de Carla Mauch, Cleide Fernandes e Mariana Rosa”, afirma.

    O livro Primeiras leituras: arte e cultura na primeira infância é dirigido a educadoras, bibliotecárias, agentes culturais e comunitárias, pais, mães, avós, cuidadoras e a todos aqueles que de alguma forma lidam com bebês e crianças pequenas.

    A publicação tem distribuição gratuita e conta com versão acessível para pessoas com deficiência visual, disponível no blogue https://primeirasleiturasprimeirainfancia.blogspot.com/

    Este projeto foi realizado com os recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte.