Letra em Cena : Como ler... "Eça de Queiroz" - MTC Cultura
Letra em Cena : Como ler... "Eça de Queiroz" - Minas Tênis Clube Cultura

Letra em Cena : Como ler... "Eça de Queiroz" - Minas Tênis Clube Cultura
No dia 24/10, terça-feira, às 19h, o Café do Centro Cultural Unimed-BH Minas será palco para a sessão do Letra em Cena. Como ler Fernando Sabino (1923 - 2004).
O escritor e editor Adauto Leva vai analisar a obra do centenário mineiro que foi atleta da equipe de Natação do Minas Tênis Clube, nas décadas de 1930 e 1940.
O ator Glicério do Rosário vai fazer a leitura de textos de Sabino. A curadoria e apresentação do projeto é do jornalista José Eduardo Gonçalves. As inscrições gratuitas podem ser feitas no site da Sympla.
A classificação é livre.
“A obra de Fernando Sabino se insere no momento de lúcida maturidade da literatura brasileira das décadas de 1940 e 1950 (nas palavras de Alfredo Bosi), em que despontaram escritores de tendências introspectivas, neo-realistas e focadas em conflitos internos das personagens e nas suas relações com o mundo em que vivem”, explica Adauto Leva.
O nome de Sabino se insere na literatura nacional no mesmo momento em que escritores como Lygia Fagundes Telles, Clarice Lispector, Otto Lara Resende e Carlos Heitor Cony.
O “Letra em Cena. Como ler...”, programa literário do Centro Cultural Unimed-BH Minas, volta a promover o encontro com a obra de grandes nomes da língua portuguesa presencialmente.
No dia 14 de junho, terça-feira, às 19h, no Café do espaço público cultural do Minas Tênis Clube, o escritor, compositor e imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), Antônio Cícero, vai proferir uma palestra sobre a obra de Ferreira Gullar (1930- 2016) mediada pelo curador do programa literário, o jornalista José Eduardo Gonçalves.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site da Sympla. Maranhense, José Ribamar Ferreira, nome de Ferreira Gullar, é reverenciado por grandes nomes da literatura nacional e como um dos maiores poetas e escritores brasileiros de sua geração, além de ter sido o sétimo ocupante da cadeira nº 37 da Academia Brasileira de Letras.
Gullar acreditava que todos os poetas já haviam morrido e somente depois descobriu que havia muitos deles em sua própria cidade, São Luiz.
Ele descobriu a poesia moderna aos dezenove anos ao ler os poemas de Carlos Drummond de Andrade e Manuel Bandeira.
A partir de então, passou a experimentar ao escrever. Dessa forma, de acordo com Antônio Cícero, é correto afirmar que “no mínimo, ele passou por alguns dos mais importantes movimentos e acontecimentos poéticos ocorridos no Brasil, no século XX”, observa o escritor.
Sobre a forma da escrita de Gullar, Cícero diz que “no seu primeiro livro, Um pouco acima do chão, publicado em 1949, com 18 anos, ele empregava as formas tradicionais, parnasianas, de métrica e rima.
Já com 19 anos, tendo tomado contato com a poesia modernista de Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade e Murilo Mendes, por exemplo, ele começou a escrever o livro Luta corporal, que seria publicado em 1954.
Nesse livro, depois de uma parte intitulada “Sete poemas portugueses”, ele escreve diferentes partes, com diferentes trechos em versos livres e mesmo em prosa. Mas ele acaba indo muito longe nesse caminho, escrevendo poemas praticamente ilegíveis.
E então, resolve parar de escrever”, revela o poeta.