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  • Letra em Cena especial: Literatura e psicanálise
    Letra em Cena especial: Literatura e psicanálise
    Letra em Cena especial: Literatura e psicanálise

    Em mais uma sessão especial do Letra em Cena, no dia 12/9, às 20h, a psicanalista, pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP) e professora da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), Maria Lúcia Homem, estará no palco do Teatro do Centro Cultural Unimed-BH Minas, juntamente com o escritor mineiro Jacques Fux.

    Na ocasião, o curador do programa literário José Eduardo Gonçalves conversa com os convidados sobre a relação entre a literatura e a psicanálise.

    A leitura de textos será feita pelo ator Odilon Esteves.

    Os ingressos gratuitos podem ser retirados no site da Sympla.

    A classificação é livre.

  • Letra em Cena: Florbela Espanca
    Letra em Cena: Florbela Espanca
    Letra em Cena: Florbela Espanca

    Um dos mais importantes nomes da literatura portuguesa do século 20, a poeta Florbela Espanca (1894-1930) é a autora homenageada do Letra em Cena no próximo dia 6/8 (terça-feira), no Centro Cultural Unimed-BH Minas.

     Tendo publicado apenas duas antologias em sua breve vida de 36 anos (outros três livros saíram só após o seu falecimento), Florbela Espanca deixou uma obra única e de alta qualidade, marcada por temas como o amor, o erotismo e a feminilidade. 

    Além da intensa produção poética, ela escreveu contos, traduziu obras literárias e colaborou em revistas femininas. 

    A grande poetisa do Alentejo provocou, em sua época, um olhar de desconfiança e preconceito da crítica, mas conquistou a admiração de seus pares. Fernando Pessoa a descreveu como “alma sonhadora/irmã gêmea da minha!”

  • Letra em Cena "Gonçalves Dias"
    Letra em Cena "Gonçalves Dias"
    Letra em Cena "Gonçalves Dias"

    A primeira sessão da temporada 2024 do Letra em Cena será sobre a poesia de Gonçalves Dias (1823-1864), sob o olhar do professor da faculdade de Letras da UFMG Sérgio Alcides, no dia 12 de março, terça-feira, às 19h, no Café Cultural do Centro Cultural Unimed-BH Minas. 

    De acordo com o jornalista e escritor José Eduardo Gonçalves, curador do programa literário do Centro Cultural Unimed-BH Minas, “Gonçalves Dias escreveu alguns dos versos mais populares de nossa literatura e influenciou gerações de escritores”. 

    A declamação de poemas de Gonçalves Dias será feita pelo ator Odilon Esteves.

     As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site da Sympla. 

    “Gonçalves Dias foi um dos grandes poetas do século XIX. No Brasil, foi um dos nomes mais importantes do movimento romântico, que aqui surgiu tardiamente”, diz Sérgio Alcides. 

    Sua obra é grande em volume e qualidade. Mesmo tendo vivido apenas 41 anos, Gonçalves Dias deixou poemas que são clássicos da literatura nacional. “A obra do poeta é extensa.

     Talvez a parte mais importante para nós, hoje, seja o conjunto das "Poesias americanas", que reúne poemas ligados a temas brasileiros e ameríndios. 

    Os poemas chamados na escola de "indianistas" pertencem a essa série. Muitos deles, como "I-Juca Pirama", "O canto do Piaga", "Leito de folhas verdes", "Marabá" e "O canto do guerreiro" são obras-primas da poesia oitocentista, assim como a famosa "Canção do exílio"”, observa Alcides. Antônio Gonçalves Dias estudou na universidade de Coimbra, o que contribuiu para sua formação como poeta. “A estadia em Portugal teve importância para ele porque lá teve acesso a uma universidade (numa época em que não havia universidades no Brasil)”, explica Alcides. 

    O poema “Canção do exílio”, foi escrito em 1943 e publicado em 1846, período em que o poeta estava em Coimbra. “O "exílio", no caso, é só uma noção, a noção de estar desterrado, longe da terra natal”, diz o palestrante. Sérgio Alcides, para quem não conhece a obra de Gonçalves Dias, indica a leitura inicial de Poesias Americanas. “São, inclusive, [poemas] muito atuais, sobretudo quando tratam dos ameríndios, de sua valentia e coragem, em contraste com a vida medíocre da burguesia imperial, metida em casacas e vestidos piramidais. 

    Já os índios, quase despidos, ou, antes, vestidos com esplêndidos adereços feitos de plumas de aves nativas e fibras por eles mesmos tecidas, exibem nesses poemas corpos atléticos, como verdadeiras imagens de saúde e uma perfeita integração ao mundo natural, onde o leitor de poesia brasileiro oitocentista não sobreviveria nem por uma semana”, atesta o professor.