Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • Pessoas vestidas de branco e vermelho, de costas. É possivel notar, que estão segurando tambores
    Pessoas vestidas de branco e vermelho, de costas. É possivel notar, que estão segurando tambores
    Abertura Oficial - Cultura Tradicional

    Pessoas vestidas de branco e vermelho, de costas.

     

    Foto: Ricardo Laf

    Neste sábado (4), o Mercado da Lagoinha recebe a abertura oficial do Festival de Arte Negra de Belo Horizonte. A cerimônia inaugural contará com a benção do Pai Geraldo André, da Casa de Cultura Lodé Apará.

    Em seguida, a festa da cultura popular envolve um Encontro de Candombes (Comunidade Quilombola Mato do Tição, Comunidade Quilombola do Açude, Nossa Sra do Rosário, de Lagoa Santa). Uma das mais antigas expressões do congado mineiro, os candombes são presença marcante nas tradições populares da Região Metropolitana de Belo Horizonte e do interior. Com orações e batuques dos tambus, transmitem a fé e a alegria do povo.

    Também participam da abertura a Guarda de Congo São Benedito e Guarda de Moçambique - Reinado de Nossa Senhora do Rosário do Jatobá. São grupos que guardam a fé pela Nossa Senhora do Rosário, reunindo mulheres, homens e crianças, que mantêm a sua história de geração para geração. Os festejos das guardas de congado são também uma expressão rítmica única da cultura mineira e brasileira, a partir dos seus tambores e cortejos.

    Outra atração é o Coral Vozes de Campanhã, da Irmandade do Rosário de Justinópolis. O grupo, composto por mais de 10 mulheres de diversas idades, canta a ancestralidade negra de sua região, valorizando os costumes da comunidade e a força da religiosidade afro-cristã do congado mineiro. O Coral vem se apresentando em várias festas, encontros e eventos ao longo da última década.

    Um momento esperado da festa é o encontro dos Caixeiros do Rosário com o multiartista e ícone da cultura popular mineira Maurício Tizumba. Os Caixeiros fazem a evolução dos desfiles das festas de Nossa Senhora do Rosário, com grupos de tambores que se complementam nos ritmos de fé e de festejo. Tizumba tem mais de 40 anos de carreira artística, sendo ator, instrumentista, diretor, cantor e empreendedor cultural. É um dos criadores da Companhia Burlantins e do Tambor Mineiro.

    O Samba da Meia Noite encerra as atividades com a alegria que marca as suas apresentações do grupo. Em seus batuques e chulas, os sambadeiros e sambadeiras trazem as heranças, lembranças e vivências ancestrais de uma cultura singular que tem origem no Recôncavo Baiano. Através da oralidade multirregional tipicamente brasileira, o Samba da Meia Noite expressa, com um tempero mineiro, a herança deste legado de acordo com a história de cada membro do grupo.

    Toda a programação do FAN BH 2021 é gratuita. O evento é realizado cumprindo todos os protocolos de combate à covid-19 vigentes em Belo Horizonte. O festival é uma realização da Prefeitura de Belo Horizonte, a partir da Secretaria Municipal de Cultura, Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Centro de Intercâmbio e Referência Cultural (CIRC).

    Bênção do Pai Geraldo André, da  Casa de Cultura Lodé Apará

    Apresentações:

    Encontro de Candombes: Candombe da Comunidade Quilombola Mato do Tição e Candombe da Comunidade Quilombola do Açude (Jaboticatubas); Candombe de Nossa Sra. do Rosário (Lagoa Santa)

    Guarda de Congo São Benedito e Guarda de Moçambique - Reinado de Nossa Senhora do Rosário do Jatobá

    Coral Vozes de Campanhã - Irmandade do Rosário de Justinópolis

    Caixeiros do Rosário e Maurício Tizumba                                                  

    Samba da Meia Noite

    Recursos de acessibilidade: Libras

     

     

  • A escritora Conceição Evaristo é uma das convidadas do evento
    A escritora Conceição Evaristo é uma das convidadas do evento
    Abertura oficial da 6ª Conferência Municipal de Cultura

    Abertura da 6ª Conferência Municipal de Cultura

    Quando: Dia 5 de novembro, a partir das 14h30

    Onde: Youtube da Fundação Municipal de Cultura e site do  Circuito Municipal de Cultura 

     

  • Foto divulgação
    Foto divulgação
    Abertura oficial e Lambe-Mural – BATICUM do Urca

    17:30 Abertura oficial do FAN Raízes.

    Lambe-Mural – BATICUM do Urca

     

    Com Dimitri 
    O artista visual e mestre de cultura Dimitri Torres, natural de Pedro Leopoldo (MG), apresenta no FAN Raízes – Festival de Arte Negra de Belo Horizonte um lambe-mural inspirado no Congado de Nossa Senhora do Rosário do bairro Urca, na região da Pampulha.

     

    A obra, com dimensões de 3,32 m x 2,08 m, será desenvolvida em preto e branco, com inspiração na estética da xilogravura, retratando uma cena do congado local. Integrados à composição, QR Codes permitirão ao público acessar conteúdos digitais como fotografias, textos, vídeos e registros de cantos e memórias da guarda.

     

    O mural também dialoga com o espaço ao integrar plantas de Espada de São Jorge no jardim em frente à obra, criando uma relação simbólica entre arte, natureza e espiritualidade.

     

    Durante o festival haverá ainda um cortejo cultural e uma roda de conversa com membros da Guarda do Rosário do Urca, valorizando a memória, os saberes e as tradições afro-indígenas de Minas Gerais.

    CLASSIFICAÇÃO: Livre

    ACESSIBILIDADE: rota acessível / acessibilidade física

     

    Rafael Costa Torres (Dimitri) é pintor, escritor, ilustrador e produtor cultural mineiro, natural de Pedro Leopoldo (MG), cofundador da Alchimia Lab Criativo.

    Foi reconhecido quatro vezes como Mestre de Cultura Popular, com reconhecimentos pelo Município de Pedro Leopoldo, pelo Estado de Minas Gerais e por instituições. Atua a partir do que denomina movimento de “Arte Barranqueira”, linguagem estética que emerge das margens, dos interiores e das culturas populares.

    Autodidata, desenvolveu uma obra que investiga a relação entre som, corpo, território e ancestralidade, buscando tornar visível o invisível. Trabalha principalmente com pintura em óleo sobre papel e desenvolve pesquisas que atravessam o Congado, o Candombe Mineiro, o Samba e o Batuque.

    Percorreu cerca de 30 países em experiências e pesquisas de campo, ampliando seu olhar sobre espiritualidade, arte e organização comunitária. É autor do livro ilustrado As Aventuras de Zizi e desenvolve a obra infantojuvenil Menina D’Angola.

    Conduz pesquisas como Da Serra ao Mar: do Samba ao Batuque, investigando o Samba de Pareia e o Batuque da Serra do Cipó, e realizou pesquisa sobre o Candombe Mineiro pela Fundação Cultural Palmares.

    É membro do TERNO BRANCO DE ALPINÓPOLIS MG, Folia de Santos Reis de Santo Antônio da Barra, Pedro Leopoldo MG.