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  • Mostra Corpo-Imagem-Movimento - Cine Santa Tereza
    Mostra Corpo-Imagem-Movimento - Cine Santa Tereza
    Mostra Corpo-Imagem-Movimento - Cine Santa Tereza

    A "Mostra Corpo-Imagem-Movimento", apresentada em parceria com o Circuito Municipal de Cultura,  conta com uma seleção de filmes que se aproximam a partir das relações que estabelecem entre corpo, imagem, território, identidade, deslocamento e experimentação. Além delas, também será exibida a Sessão Especial de pré-estreia do filme O David Morreu, e uma sessão do projeto Circuito Cine Santê.

    Toda a programação é gratuita e os ingressos são emitidos exclusivamente por meio virtual. Confira os filmes:

    Um Filme de Dança: Dias 1 e 9 de outubro, às 19h
    A Cambonagem e o Incêndio Inevitável: Dias 2 e 7 de outubro, às 19h
    "Negrume", "Pattaki" e "República": Dias 3 e 7 de outubro, às 19h
    "Lambada Estranha", "Intervenção Jah" e "Swinguerra": Dias 6 e 10 de outubro, às 19h

    Sessão Circuito Cine Santê

    Voltei: Dia 13 de outubro, às 19h

  • Foto de uma cena do filme "A Rainha Diaba", composta por um ambiente festivo, com balões de São João pendurados. Na cena, vários atores e atrizes, com destaque para o personagem Diaba.
    Foto de uma cena do filme "A Rainha Diaba", composta por um ambiente festivo, com balões de São João pendurados. Na cena, vários atores e atrizes, com destaque para o personagem Diaba.
    Mostra Corporeidades Negras

    No Mês da Consciência Negra, quem abre a programação do Circuito Municipal de Cultura é a “Mostra Corporeidades Negras”, que acontece de 16 a 30 de novembro, gratuitamente no Cine Santa Tereza. A iniciativa busca reverenciar baluartes do cinema nacional, que contribuíram para o pensamento em torno da subjetivação e da representação dos corpos negros no audiovisual brasileiro. A mostra relembra o trabalho e as atuações de Zezé Mota, Ruth de Souza, Grande Otelo, Zózimo Bulbul, Antônio Pitanga, dentre tantos outros, e presta uma homenagem especial ao ator Milton Gonçalves, um dos pioneiros na luta por espaço para os atores negros. Falecido em 2022, aos 88 anos, o ator é apresentado na Mostra em um dos papéis mais icônicos que representou, no longa “Rainha Diaba”, do diretor Antônio Carlos da Fontoura, um filme que ganhou vários prêmios de prestígio e menções da crítica. Durante a nossa programação você poderá assistir à obra em uma cópia restaurada e participar da sessão comentada com as pesquisadoras, Tatiana Carvalho e Soraya Martins.

    Confira a programação:

    Dia 16/11, quarta-feira, às 16h30

    Alma No Olho | (Zózimo Bulbul | Brasil | 1973 | Experimental | 11 min)
    Metáfora sobre a escravidão e a busca da liberdade através da transformação interna do ser, num jogo de imagens de inspiração concretista. Música de John Coltrane.
    Classificação indicativa: Livre

    A Negação do Brasil | (Joel Zito Araújo | 2000 | Brasil | Documentário | 92 min)
    O documentário é uma viagem na história da telenovela no Brasil e, particularmente, uma análise do papel nelas atribuído aos atores negros. Baseado em suas memórias e em fortes evidências de pesquisas, o diretor aponta as influências das telenovelas nos processos de identidade étnica dos afro-brasileiros e faz um manifesto pela incorporação positiva do negro nas imagens televisivas do país.
    Classificação indicativa: 10 anos

    Dia 17/11, quinta-feira, às 16h30

    Macunaíma | (Joaquim Pedro de Andrade | Brasil | 1969 | Comédia | 105 min)
    Macunaíma é um herói preguiçoso, safado e sem nenhum caráter. Ele nasceu na selva e de preto, virou branco. Depois de adulto, deixa o sertão em companhia dos irmãos. Macunaíma vive várias aventuras na cidade, conhecendo e amando guerrilheiras e prostitutas, enfrentando vilões milionários, policiais, personagens de todos os tipos.
    Classificação indicativa: 18 anos

    Dia 18/11, sexta-feira, às 16h30

    Eles Não Usam Black-tie | (Leon Hirszman | Brasil | 1981 | Drama | 122 min)
    Em 1980, a vida do jovem operário Tião entra em um verdadeiro tufão: ao mesmo tempo em que encontra a felicidade no casamento com Maria, grávida, ele deve enfrentar a fúria de seu pai, um rígido sindicalista que fica com muita raiva ao saber que Tião furou a greve dos operários, temendo perder o emprego.
    Classificação indicativa: 14 anos.

    Dia 18/11, sexta,feira, às 19h

    Circuito Cine Santê | Sessão comentada do filme "A Rainha Diaba" | Um filme de Antonio Carlos da Fontoura. Comentarista: Soraya Martins. Mediação: Tatiana Carvalho.
    Às 19h, o Circuito Cine Santê traz a sessão comentada do filme "A Rainha Diaba", dirigido por Antonio Carlos da Fontoura, com roteiro de Plínio Marcos. A trama é protagonizada por Diaba (vivido pelo homenageado Milton Gonçalves), um homossexual que comanda, de um bordel, uma quadrilha responsável por controlar vários "pontos" de venda de droga no Rio de Janeiro. O personagem é livremente inspirado no criminoso carioca João Francisco dos Santos, conhecido como, conhecido como Madame Satã, que marcou a noite da Lapa, no Rio, na primeira metade do Século XX. A sessão será comentada pelas pesquisadoras Soraya Martins e Tatiana Carvalho.
    Classificação: 18 anos.

    Dia 19/11, sábado, às 19h

    Carolina | (Jeferson De | Brasil | 2003 |  Documentário | 15 min)
    A vida de Carolina, negra e moradora de uma favela, teve seu livro publicado em mais de 40 países e traduzido para 13 idiomas.
    Classificação indicativa: livre

    Filhas do Vento | (Joel Zito Araújo | Brasil | 2004 | Drama | 85 min)
    Numa pequena cidade em Minas Gerais as irmãs Maria "Cida" Aparecida e Maria "Ju" da Ajuda têm objetivos bem distintos. A primeira quer se tornar uma famosa atriz, a segunda só pensa em namorar. Vivem com Zé das Bicicletas, o pai delas, que foi abandonado pela mulher e é muito rigoroso com o comportamento das filhas.
    Classificação indicativa: 12 anos

    Dia 20/11, domingo, às 18h30

    Abolição | (Zózimo Bulbul | Brasil | 1988 |  Documentário | 150 min)
    O documentário fala da vida do negro no Brasil nos aspectos social, histórico e cultural. O longa reúne declarações de grandes figuras públicas e de cidadãos brasileiros.
    Classificação indicativa: 14 anos

    Dia 23/11, quarta-feira, às 16h30

    Tudo que é apertado Rasga | (Fábio Rodrigues Filho I Brasil | 2019 I Documentário | 27 min)
    Na tentativa de forjar uma ferramenta capaz de operar o corte por justiça, este filme retoma e intervém em imagens de arquivo, reestudando parte da cinematografia nacional à luz da presença e agência do ator e da atriz negra.
    Classificação indicativa: 10 anos
     
    Não vim no mundo para ser pedra | (Fábio Rodrigues Filho I Brasil | 2021 I Documentário | 25 min)
    Eis um samba sobre o infinito. Através de recortes, Grande Otelo repropõe a ordem dos fatores, altera os resultados mesmo daquilo que parece mais consumado... genialidade que encarna dilemas imanentes, dilemas que estamos a enfrentar. Monumento porque em constante movimento, escapa, transborda, samba.
    Classificação indicativa: livre

    Dia 24/11, quinta-feira, às 16h30

    Xica da Silva | (Carlos Diegues | Brasil | 1976 | Comédia Dramática | 117 min)
    Trajetória de Xica da Silva que, de escrava, tornou-se a primeira dama negra de nossa história, seduzindo o milionário contratador de diamantes João Fernandes de Oliveira. Promovendo luxuosas festas e banquetes e exibindo grupos de teatro europeu que se apresentavam nas salas de sua imensa casa, Xica da Silva ficou conhecida até na corte portuguesa.
    Classificação indicativa: 16 anos

    Dia 30/11, quarta-feira, às 16h30

    Couro de Gato | (Joaquim Pedro de Andrade | Brasil | 1960 | Drama | 15 min)
    Episódio do longa-metragem Cinco Vezes Favela (1963). Às vésperas do carnaval, garotos de uma favela roubam gatos para fabricantes de tamborins. Exercício de realismo lírico, síntese de ficção e documentário, o filme narra o amor de um menino por um angorá e seu dilema ao ter que vender o bichano.
    Classificação indicativa: 16 anos.
     
    Barra Vento | (Glauber Rocha | Brasil | 1959 | Drama | 81 min)
    A história acompanha um negro educado que volta à aldeia de pescadores em que foi criado para tentar livrar o povo do domínio da religião e crenças antigas.
    Classificação indicativa: 14 anos

  • Mostra: "CUIR – FILME E EXPERIMENTO – AMÉRICA LATINA"
    Mostra: "CUIR – FILME E EXPERIMENTO – AMÉRICA LATINA"
    Mostra: "CUIR – FILME E EXPERIMENTO – AMÉRICA LATINA"

    Em junho, uma pauta social relevante ganha especial projeção em todo o mundo: a da diversidade.

    O mês foi escolhido em referência ao episódio conhecido como rebelião de Stonewall, ocorrido em Nova York, em 1969.

    O levante do dia 28 alcançou repercussão mundial e se tornou determinante para a instituição do dia internacional do orgulho LGBT. Desde então, manifestações de classes e em áreas distintas passaram a ocupar com mais ênfase o debate público em prol da atenção aos direitos LGBT.

    No campo artístico, não é diferente. Um desdobramento disso são ações que transformam as artes como instrumento mobilizador, a exemplo da CUIR — FILME E EXPERIMENTO — AMÉRICA LATINA, que começa nesta segunda-feira (07).

    Totalmente on-line e gratuita, a mostra reúne obras criativas dos diferentes circuitos do cinema independente e das artes visuais que retratam experiências de sexualidade e de gênero.

    Outras frentes também são contempladas na proposta artística dos 42 trabalhos que compõem a programação da CUIR, incluindo questões de classe, raça, território e colonização.

    Até o dia 20 de junho, a mostra apresenta visões artísticas da dissidência sexual e de gênero no subcontinente sul expressas em criações audiovisuais assinadas por mais de 30 artistas nascidos no Brasil e em outros seis países da América Latina: Chile, México, Colômbia, Argentina, Cuba e Uruguai.

    A CUIR exibirá produções organizadas em dez programas, além de uma série de debates, formada por oito encontros entre artistas, pesquisadores e pesquisadoras e o público.

    O primeiro deles será transmitido nesta quarta (9), às 19h, através do canal próprio no YouTube. Conectada à pauta LGBTQIA+ está o trabalho do mineiro As Talavistas, coletivo independente de produção estética formado pelas artistas Marli Ferreira, Pink Molotov, Cafézin e Darlene Valentim, que fará na CUIR a estreia do longa-metragem “Sessão bruta”.

    A recente produção encena um jogo fílmico entre ficção e relato, piada e crítica, close e intimidade, presencial e remoto, expressando um ponto de vista coletivo sobre as experiências da transgeneridade, da travestilidade e da negritude, e também das artes.

    “Sessão bruta” é um desdobramento do curta “Pietá” (dir. Pink Molotov), sendo resultado de uma retomada colaborativa entre as integrantes do coletivo, e dirigido pelas artistas em parceria com a realizadora Gabriela Luíza, e com as artistas Dyony Moura, Duca Caldeira, Jô Arllen e Vidrynha.

    Além de trabalhar as questões de sexualidade e gênero, As Talavistas também balizam suas criações em torno da valorização das africanidades como resistência, sobretudo a partir de afirmar a presença e a força dos corpos negros.

    Outro trabalho que fará sua estreia na CUIR é “Flutu-ação”, assinado por Marissa Lobo, Ani Ganzala Lorde, Jeisiekê de Lundu, em uma coprodução entre Brasil (BA) e Áustria.

    O curta criado pelas artistas para a CUIR, é um breve estudo do ritual da oferenda e suas derivações domésticas, corpóreas, visuais e espirituais.

    Entre os coletivos de artistas, destaca-se também a participação do Surto & Deslumbramento (PE), formado por André Antônio, Chico Lacerda, Fábio Ramalho e Rodrigo Almeida, e que exibirá pela primeira vez “O nascimento de Helena”, filme dirigido por Rodrigo, que é também integrante do coletivo @saquinhodelixo. Desde que foi criado, em 2012, o Surto & Deslumbramento tem na prática de cinefilia sua matéria-prima para tecer trabalhos cujas temáticas se relacionam com as vidas LGBTQI+.

    Os integrantes do Surto & Deslumbramento indicaram para compor o programa a Anarca Filmes (RJ), que assina a criação “Usina-Desejo contra a Indústria do Medo”, uma peça interativa realizada para explorar as possibilidades do ambiente web em 2021.

    Outro destaque da cena brasileira cujo trabalho também se sustenta na pauta da diversidade está o da drag queen Uýra Sodoma (AM), conhecida como “uma árvore que anda”.

    Na CUIR, Uýra exibirá “Manaus, uma cidade na Aldeia” e dividirá uma grade temática com a multiartista Keila Serruya Sankofa (AM).

    as exibições internacionais, está uma reapresentação de “Ximena Cuevas: Identidade, Sexualidade e Política” da videoartista mexicana, Ximena Cuevas.

    Exibida no festival Videobrasil, em 2001, a seleção de oito filmes traz às telas a potência de um trabalho que mescla identidade, sexualidade e política.

    Além dessa seleção retrospectiva, a CUIR apresenta filmes premiados em festivais internacionais de relevância. Um exemplo disso é o longa “La noche”, vencedor do prêmio do júri na competição argentina do BAFICI, em 2016.

    Há também estreias como o trabalho “The Pandemia CUIR Chronicles 2021”, uma compilação de filmes montada especialmente para a mostra pelo artista mexicano Gómez Peña e o coletivo La Pocha Nostra.

    A mostra também recebe convidados da Argentina, da Colômbia e de Cuba, além de artistas representativos da produção contemporânea chilena, como MariaBasura, Felipe Rivas San Martín, Hija de Perra e Katia Sepúlveda.

    Todas as obras convidadas e indicadas para a CUIR poderão ser vistas durante os 14 dias de programação diretamente na plataforma própria (@cuirfil.me), nas versões português e espanhol.

    Também serão promovidos debates com transmissão ao vivo pelo canal da mostra no YouTube (@encurtador.com.br/kAL16).

    Toda a programação é aberta e não são necessários cadastro e/ou inscrição prévios para acompanhar as atividades programadas.

    O projeto foi aprovado nos editais da Lei Aldir Blanc, no âmbito do estado de Minas Gerais.

    A produção é da proponente Ana Carolina Antunes e, a curadoria, do pesquisador e programador de cinema Luís Fernando Moura.