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  • Mostra de Cinema abre a programação de novembro do Circuito Municipal de Cultura

    O cinema realizado fora dos grandes centros e das grandes produções comerciais ganha visibilidade na 2ª Mostra Periferia Cinema do Mundo, que reúne 28 filmes, entre curtas, longas e média-metragens, e duas mesas de debate, entre os dias 3 e 28 de novembro. A ação é uma parceria do Circuito Municipal de Cultura com o Cine Santa Tereza. O Circuito é  realizado pela Secretaria Municipal de Cultura e Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Centro de Intercâmbio e Referência Cultural (CIRC).

    A mostra apresenta um panorama da produção audiovisual das favelas e periferias de Belo Horizonte e Região Metropolitana, no qual constam títulos em sua maioria inéditos que foram produzidos durante a pandemia.

    A produtora mineira Filmes de Plástico, hoje reconhecida mundialmente, abre a mostra com os curtas-metragens “Rua Ataléia”, “Pai”, “Movimento” e “Incluindo Deus”. A sessão reúne as quatro produções que nunca foram exibidas juntas, criando um panorama recente dos trabalhos dos diretores André Novais Oliveira, Gabriel Martins e Maurílio Martins.

    Segundo André Novais, que apresenta as obras “Pai” e “Rua Ataléia”, os curtas sempre fizeram parte da trajetória da Filmes de Plástico, sendo um formato experimentado  pelos criadores em mais de 15 produções. Nesses dois trabalhos, o diretor lança um olhar para seu ambiente familiar e cotidiano.

    “Rua Ataléia” nasceu de um material filmado há mais de 10 anos. “Eu filmei minha família há mais de uma década, antes do ‘Ela Volta na Quinta’. E, com a morte da minha mãe, há três anos, achei importante revisitar esse material e montar esse registro, até para ser mais um filme com minha mãe no elenco”, conta. O mote íntimo e familiar segue em “Pai”, segundo o cineasta, “uma maneira de entender essa relação pai e filho”, já que Novais voltou a morar com o pai, em Belo Horizonte, durante o período pandêmico.

    A programação segue com o cinema produzido no Aglomerado da Serra com o documentário “Matriarcas da Serra” e o média-metragem de ficção científica “Abdução”. A mostra também confirma a singular filmografia feminina com as produções recentes das cineastas Karen Suzane, Gabriela Matos, Labibe Araújo, Simone Moura, Denise dos Santos e Dea Vieira. E traz ainda o premiado “Sete Anos em Maio”, de Affonso Uchoa, entre outras produções. Todos os filmes terão exibição gratuita no Cine Santa Tereza.

    A mostra prevê ainda a realização de duas mesas de debate com os realizadores, que podem ser acompanhadas no YouTube da Fundação Municipal de Cultura e no site do Circuito. No dia 3 de novembro, às 20h, acontece o debate “Das quebradas para as telas: A produção audiovisual nas comunidades de Belo Horizonte”, com os artistas audiovisuais Marcelo Lin, Gabriela Matos, Dea Vieira e o mediador Cristiano Rato.  No dia 10 será a vez de debater o tema “Imagens e aquilombamento: formas de resistência no cinema dos quilombos e região metropolitana de BH”, com Danilo Candombe, Cidão, Karen Suzane e a mediadora Juhlia Santos.

    Durante todo o período da mostra fica em cartaz, no Cine Santa Tereza, a exposição de fotografia “ Protoestrelas”, do artista Matheus Andres. A exposição objetiva identificar como podemos nos apropriar da tecnologia na produção criativa e como ela se faz presente nas nossas vidas, além de valorizar os artistas da periferia e entender como utilizam a linguagem tecnológica para execução de suas realizações artísticas. 
     

    Intervenções nos muros de BH

    Entre os dias 1º e 6 de novembro, três intervenções de arte urbana começam a ocupar os muros da cidade. No Centro Cultural Vila Marçola, no bairro Serra, o artista visual Hely Costa, criador do projeto Arte Favela , realiza o “Tribus”, projeto de graffiti inspirado na memória da cultura negra, cuja ideia é dialogar com as comunidades de vilas e favelas por meio das artes visuais, enaltecendo a importância da cultura e histórias contadas por pessoas comuns.

    Em outro ponto de Belo Horizonte,  no muro do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Granja de Freitas, os artistas  Gabriel Skap e Owizard realizam o projeto de graffiti "Re-enCORtrar", que busca proporcionar o reencontro de jovens que já tiveram contato com o grafite em oficinas do programa Escola Integrada e vai ao encontro de uma reivindicação da população do território.

    Ainda no campo das artes urbanas, a artista Anna Göbel e três artistas locais realizarão a pintura de um painel próximo ao Centro Cultural Zilah Spósito, retratando pessoas que tiveram importância comunitária e histórica para os moradores do território. A ação faz parte do projeto do Centro Cultural Zilah Spósito denominado "Se Essa Rua Fosse Minha" e compõe, também, a programação do Circuito.

    A programação completa pode ser acessada neste link. Os ingressos, gratuitos, podem ser retirados no site do Disk Ingressos, link disponível no Portal da PBH e no link da bio do Instagram do Circuito Municipal de Cultura.

  • Mostra de Cinema: Adeus a Godard
    Mostra de Cinema: Adeus a Godard
    Mostra de Cinema: Adeus a Godard

    Prolífico, mutante e revolucionário. Esses são alguns dos adjetivos que o francês Jean-Luc Godard colecionou ao longo de uma extensa carreira dedicada ao cinema. Considerado um dos mais importantes realizadores da história da sétima arte, o cineasta, morto em 2022, ganha uma homenagem do Palácio das Artes com a mostra “Adeus à Godard”.

    Ao todo, sete longas-metragens serão exibidos, contemplando diferentes fases da carreira do diretor. A programação é gratuita e ainda vai contar com o curso “Godard, revolucionário da linguagem cinematográfica”, ministrado por Michel Marie, professor emérito da Universidade Sorbonne. 

    (A oficina, que acontece nos dias 5 e 6 de maio, das 14h às 17h30, é gratuita e as inscrições devem ser feitas através do link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScyiDreERq_3U5JdG6coCWtdnDBcvM1bHAa-YG-M6L1Cx-b2w/viewform)

    A mostra “Adeus à Godard” se propõe a repensar algumas das questões evocadas pelo cineasta e traz realizações do início e do fim da carreira do diretor. A programação, de acordo com Vítor Miranda, gerente do Cine Humberto Mauro, é antes um reencontro que uma despedida ao realizador.

     

    Exposição online: cinehumbertomauromais.com

  • Mostra de cinema: Carmen Miranda e a Boa Vizinhança
    Mostra de cinema: Carmen Miranda e a Boa Vizinhança
    Mostra de cinema: Carmen Miranda e a Boa Vizinhança

    Na programação de pré-carnaval da Fundação Clóvis Salgado, estão a mostra de cinema Carmen Miranda e a Boa Vizinhança, com sessões gratuitas no Cine Humberto Mauro, e o concerto carnavalesco Esquentando os Tamborins, que contará com a participação do Coral Lírico (CLMG), da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais (OSMG), da Cia. de Dança Palácio das Artes (CDPA) e de membros da Escola de Samba belo-horizontina Canto da Alvorada.

    A programação tem início no dia 7 de fevereiro, com a mostra Carmen Miranda e a Boa Vizinhança, dedicada a filmes estrelados pela cantora, dançarina e atriz luso-brasileira.

    A mostra ocupa o Cine Humberto Mauro até 7 de março, diversos longas protagonizados pela “Pequena Notável” e grandes marcos produzidos das décadas de 1930 e 1940, durante a Política da Boa Vizinhança, dos Estados Unidos, serão exibidos gratuitamente no Cine.

    Os ingressos para os filmes da mostra serão distribuídos na bilheteria do Cine Humberto Mauro, uma hora antes de cada sessão, e a entrada é gratuita.

    A programação inclui ainda uma celebração especial no Jardim Interno do Palácio das Artes, que acontecerá no dia 9 de fevereiro de 2023 (17h às 22h), mesma data do aniversário de Carmen Miranda.

    A Festa de Carnaval “Mamãe Eu Quero” contará com performances artísticas em homenagem à artista, cortejo com a Cia. de Dança Palácio das Artes, DJ’s e barracas com comida mineira.

    O clima de folia também reunirá os três corpos artísticos da FCS no concerto de carnaval Esquentando os Tamborins.

    Com a presença dos músicos do Coral Lírico (CLMG) e da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais (OSMG), dos bailarinos da Cia. de Dança Palácio das Artes (CDPA) e de membros da Escola de Samba belo-horizontina Canto da Alvorada, o repertório traz canções que representam uma viagem pelas cores e sons do carnaval.

    As apresentações, gratuitas, acontecem nos dias 14 e 15 de fevereiro, a partir das 12h, no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes.

    Os concertos serão conduzidos pelo maestro André Brant, regente-assistente da OSMG.