Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • MOSTRA DIGITAL ORGANIZADA PELO MUSEU DE ARTE DA PAMPULHA REÚNE OBRAS DE FAYGA OSTROWER

    O Museu de Arte da Pampulha (MAP) realiza a mostra digital “Fayga Ostrower”, com obras da artista polonesa que viveu no Brasil e é reconhecida internacionalmente como uma gravadora pioneira. As gravuras, incorporadas ao acervo do MAP, foram doadas pelo Instituto Fayga Ostrower em comemoração ao seu centenário de nascimento, celebrado em 2020, quando o instituto deu início a um programa de doação de obras da artista para museus públicos brasileiros. Para o Museu de Arte da Pampulha, foram doadas 73 obras, sendo 59 selecionadas para a mostra. Unidades museais de todo o país receberam desenhos, aquarelas, gravuras em metal, xilogravuras, litografias, matrizes de madeira e metal e serigrafias e, desde então, têm promovido exposições, seminários, pesquisas e publicações sobre a artista.

    Belo Horizonte recebeu Fayga Ostrower em diversas ocasiões. Exposições individuais na Galeria Guignard (1964, 1975 e 1980) e coletivas no Museu de Arte da Pampulha (1958 e 1961) trouxeram a artista para a capital mineira, assim como atividades de formação e seminários.

    A mostra digital organizada pelo MAP pode ser acessada pelo AQUI. A curadoria e texto é da artista e pesquisadora Hortência Abreu.
     

  • MOSTRA DIGITAL REÚNE REGISTROS FOTOGRÁFICOS FEITOS POR MORADORES DA PAMPULHA

    A mostra digital “Casas da Pampulha” está no ar no site do projeto Pampulha Território Museus, reunindo uma coletânea de 49 imagens sobre a paisagem, a composição e a ocupação da Pampulha a partir do olhar de seus moradores. Os registros fotográficos foram encaminhados pelos participantes do projeto “Percurso Fotográfico Casas da Pampulha”, durante o segundo semestre de 2021, e retratam parte da arquitetura residencial da região, formada por 58 bairros em um raio de 47 quilômetros quadrados.

    A ação foi realizada em parceria com o projeto “Quanto tempo dura um bairro” e integra a programação cultural do Museu Casa Kubitschek. A iniciativa propôs incentivar a observação para a composição urbanística da região por meio de registros fotográficos, criando uma coletânea plural de abordagens sobre o espaço urbanístico da Pampulha e sua ocupação. A mostra está organizada em quatro percursos - o estético, o histórico, o social e o afetivo - e pode ser conferida AQUI.
     

  • Mostra do artista de graffiti, o paulista ONESTO DIESEL - A DERROTA DOS EXCLUÍDOS
    Mostra do artista de graffiti, o paulista ONESTO DIESEL - A DERROTA DOS EXCLUÍDOS
    Mostra do artista de graffiti, o paulista ONESTO DIESEL - A DERROTA DOS EXCLUÍDOS

    A galeria Bomb Club Grafiti esta sendo inaugurada, no Mercado Novo no terceiro piso e apresenta a mostra do artista de graffiti, o paulista ONESTO DIESEL - A DERROTA DOS EXCLUÍDOS.

    Hoje podemos arriscar dizer que todo tipo de informação é democrática. Já à busca pelo conhecimento ainda não é. Infelizmente muitos ainda não sabem como se informar em meio a tantas facilidades tecnológicas e modernas. As questões aparentam ser relativamente simples de se resolver mas os variados meios acabam dificultando algo que pode ser uma simples busca que levaria a compreensão de um fato.

    Quando o assunto diz respeito a direitos humanos, deveres e obrigações civis a coisa se torna ainda mais complicada pelo uso "do achismo" e não dá comprovação em sua prática. De frente a isso a grande massa se mantém refém do Estado que não possui a intenção de beneficiar os desprovidos. Diante dessa permanência/resistência de ambos os lados a parte mais fraca segue desconhecendo o que lhe é de direito.

    Lutas são travadas diariamente mas sem eficácia. Nenhum lado ganha pois tudo continua igual. Causas importantes que poderiam reverter algumas perspectivas não possuem nenhum avanço, criando outras formas de distanciamento, subdivisões que enaltecem fugas e abstrações em meio as coisas que realmente importam. Nesta mostra ONESTO diesel (aka alex HORNEST) nos apresenta 20 obras que trazem em seus traços peculiares uma visão cheia de esteriótipos pertencentes as caóticas escolhas e as não escolhas, dentro da rotina diária travada por milhares de pessoas presas nos eternos vícios que são replicados por gerações.

    Um dos pioneiros no grafite no Brasil, Onesto é amplamente reconhecido como um dos mais importantes artistas de rua de São Paulo. Seu traço e personagens são conhecidos por possuírem mãos grandes. Paulistano nascido da zona leste de São Paulo, hoje vive e trabalha na zona norte no bairro Freguesia do Ó. Já fez pinturas públicas e exposições em Nova Iorque, São Francisco, Atlanta, Los Angeles, Miami, Quebec, Bogotá, Quito, Cidade do México, Queretaro (México), Firenze, Viena, Lisboa e Roterdã – isso sem contar as cidades brasileiras, que são maioria.

    Apesar do reconhecimento, ele vê o grafite mais como grito de liberdade do que como arte – e eventualmente até como vandalismo. E tem fixação por trens. “Quem nunca pintou um trem não sabe o que é graffiti”. ‘Eu sou pintor, escultor, já transitei por várias mídias. Já trabalhei com propaganda, tive trabalhos burocráticos com administração de empresas, já fui carteiro. Gosto de fuçar, sempre gostei.

    Saber como as coisas funcionam sempre me atraiu.’ Depois de formar em Administração de Empresas, descobriu uma escola que chamava Carlos de Campos. Fica no Brás. Estudou nela.

    Lá tinha um universo de arte formado – havia artistas de várias categorias, gente que já trabalhava em diferentes áreas. “ E artistas que já utilizavam técnicas de graffiti em suas produções. Eu sempre tive curiosidade com o graffiti, porque quando era mais novo, assisti um filme que chama “Beat Street” [n.E.: “A Loucura do Ritmo”, em português]. Esse filme me transportou para o universo do Hip Hop.

    Quando, no filme, vi os caras pintando um trem, pensei “é isso que eu quero fazer um dia.”