Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • Mostra traz filmes dirigidos por mulheres e contra a violência

    A Mostra Diálogos pela Equidade chega à sua 3ª edição apresentando uma seleção de curtas e longas-metragens de diretoras cujas obras se voltam contra o silenciamento que costuma acompanhar a violência contra as mulheres. A programação reúne 13 filmes que serão exibidos em formato presencial, no Cine Santa Tereza, entre os dias 1º e 12 de dezembro, com entrada gratuita. Os ingressos podem ser retirados antecipadamente pela plataforma Diskingressos ou na bilheteria do cinema. Em paralelo à mostra de filmes, serão realizados debates, apresentação de vídeo-performance e aula master em formato digital. Toda a programação pode ser acessada no site do Circuito Municipal de Cultura.  

    A iniciativa é realizada pela Secretaria Municipal de Cultura, Fundação Municipal de Cultura e Secretaria de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania, em parceria com o Centro de Intercâmbio e Referência Cultural (CIRC). A mostra integra a programação do Circuito Municipal de Cultura junto ao Cine Santa Tereza. 

    Três mulheres de destaque no cinema brasileiro compõem, com seus filmes, o painel temático “A Mulher e a Câmera: a outra história do cinema brasileiro”, destacando as criações de Helena Solberg (SP), Adélia Sampaio (BH) e Tata Amaral (SP). A produção que abre a programação é “A Nova Mulher” (classificação livre), de Helena Solberg. A diretora é considerada pioneira no cinema moderno de autoria feminina no Brasil e, neste média-metragem, percorre 170 anos da história do movimento feminista nos EUA., utilizando-se de cartas, diários, reportagens, fotografias e imagens de arquivo. 

    Uma década mais tarde, rompendo o racismo estrutural presente na sociedade e no mercado audiovisual, Adélia Sampaio, primeira mulher negra a dirigir um longa-metragem no Brasil, realizou em 1984 “Amor Maldito” (16 anos), no qual a morte de uma mulher é o estopim para um julgamento em que a relação homoafetiva da vítima com a ré se torna o ponto central debatido. 

    E fechando o painel temático, a diretora Tata Amaral, expoente da safra de filmes da década de 1990, no período batizado de Retomada do Cinema Nacional, apresenta “Um Céu de Estrelas” (16 anos). Primeiro longa da diretora paulista, de 1996, mostra uma história claustrofóbica, toda centrada no cenário de uma residência de classe média baixa paulistana, na qual um casal personifica a violência doméstica vivenciada pelas mulheres.  

    Esses exemplos históricos protagonizados por mulheres no audiovisual se multiplicaram e a presença feminina no cinema brasileiro não apenas saiu da invisibilidade, como efetivamente se ampliou em número e diversidade de olhares que estão presentes no painel temático “Violências e Enfrentamentos”. Neste,  estão reunidas criações visuais que denunciam as marcas do racismo, como nos curtas “A Mulher Que eu Era” (14 anos), de Karen Suzane (BH), e “Pontes sobre Abismos” (14 anos), de Aline Motta (RJ), assim como obras que explicitam as agressões e abusos físicos em curtas como “Estado Itinerante”, de Ana Carolina Soares (BH), “Tentei” (14 anos), de Laís Melo (MG), e “Sigo Viva” (18 anos), de Letícia Ferreira (BH). 

    A vulnerabilidade e força das mulheres frente a uma estrutura de poder opressiva sobre seus corpos e subjetividades é evidenciada em longas como “Meu Nome é Jacque” (12 anos), de Angela Zoé (MG), “Baronesa” (16 anos), de Juliana Antunes (MG), e “Torre das Donzelas” (14 anos), de Susanna Lira (RJ), e nos curtas “Parece Comigo” (18 anos), de Kelly Cristina Spinelli (SP), e “Não é só Isso” (18 anos), de Yasmin Rocha (BA). 

    Além da mostra de filmes, uma série de atividades acontece em formato virtual. Já no primeiro dia da programação, 1º de dezembro, às 20h, será realizado o debate “A mulher e a câmera: a outra história do cinema brasileiro", com a participação das diretoras Helena Solberg (SP) e Adélia Sampaio (BH), com mediação de Roberta Veiga (RJ), do Grupo de Pesquisa Poéticas Femininas e Políticas Feministas da UFMG. A atividade é on-line e poderá ser conferida pelo canal da Fundação Municipal de Cultura no Youtube ou site do Circuito. 

    “O Cinema Feminino Negro no Brasil” é o tema da Aula Master que será ministrada por Janaína Oliveira (RJ), doutora em História e idealizadora e coordenadora do Fórum Itinerante de Cinema Negro. Nesta aula, Janaína abordará as complexas questões envolvidas na escassa representatividade que marca a história das mulheres negras brasileiras no setor audiovisual, ressaltando os trabalhos das pioneiras e a produção atual. A atividade acontece no dia 7, às 10h, pela plataforma Zoom. Não haverá necessidade de inscrição prévia, sendo aberta ao público, mas sujeita à lotação da sala virtual. O link poderá ser acessado na bio do Instagram do Circuito no dia da realização da aula. 

    No dia 9, às 20h, será exibida a vídeo-performance “FÊMEA”, de Laura de Castro (BH), que usa a linguagem da dança para mostrar o lado que está dentro de nós quando andamos pelas ruas da cidade, nosso lado animal que nos faz “fêmea: alvo de caça”, e nos faz flecha, andando pra frente sem olhar para trás. 

    Em sequência, acontece o debate on-line "Violências e Enfrentamentos", com as convidadas Yasmin Rocha (BA), diretora do filme "Não é só isso”, Letícia Ferreira (BH), diretora de “Sigo Viva”, e Márcia de Cássia Gomes (BH), professora e ativista do Movimento Feminista. 

    As duas atrações encerram a programação da Mostra e poderão ser conferidas pelo canal no Youtube da Fundação Municipal de Cultura ou site do Circuito. 
     

  • Imagem com a foto dos três irmãos, Betinho, Henfil e Chico Mário.
    Imagem com a foto dos três irmãos, Betinho, Henfil e Chico Mário.
    Mostra Três Irmãos

    A outra atração de cinema que marca o Circuito Municipal de Cultura em novembro é a “Mostra Três Irmãos”, com filmes dedicados à história dos irmãos Betinho, Henfil e Chico Mário, que serão exibidos entre os dias 22 e 25 gratuitamente.

    A mostra, que recebe nome em referência ao filme “Três Irmãos de Sangue” ( ngela Patrícia Reiniger, 2006), será aberta com o documentário dedicado à obra do músico Chico Mário (1948-1988). Dirigido por Silvio Tendler e idealizado pelo compositor de trilhas Marcos Souza, filho de Chico Mário, o longa “Chico Mário - A Melodia da Liberdade” (2019) será exibido no dia 22/11, terça-feira, às 19h. Após o filme, haverá um debate com Marcos Souza e Karina Souza, que formam a Cia Mano a Mana, além de possíveis surpresas na plateia. Inclusive, do violonista alemão Michael Rein, de passagem por BH. A retirada de ingressos acontece pelo site Disk Ingressos.

    Conheça a programação completa da Mostra:

    Dia 22/11, terça-feira, às 19h

    Circuito Cine Santê | Sessão comentada do filme "Chico Mário - A Melodia da Liberdade" - Direção: Silvio Tendle | Comentaristas: Marcos Souza e Karina Souza.

    Chico Mário – A Melodia da Liberdade | (Silvio Tendler | Brasil | 2019 | Documentário | 99 min)
    Chico Mário, a melodia da liberdade lembra a trajetória de um músico reconhecido como um dos mais talentosos do seu tempo. O compositor e violonista, irmão de Henfil e Betinho, produziu material para oito discos autorais, foi precursor do financiamento coletivo e transitou por toda a riqueza dos sons brasileiros, do erudito ao choro.
    Classificação indicativa: livre

    Dia 23/11, quarta-feira, às 19h

    Cartas da Mãe | (Fernando Kinas | Brasil | 2003 | Documentário | 28 min)
    Cartas da mãe é uma crônica sobre o Brasil dos últimos 30 anos contada através das cartas que o cartunista Henfil (1944/1988) escreveu para sua mãe, Dona Maria. Estas cartas, publicadas em livros e jornais, são lidas pelo ator e diretor Antônio Abujamra enquanto desfilam imagens do Brasil. Animações inéditas de seus cartuns complementam o documentário.
    Classificação indicativa: 12 anos

    Henfil | (Angela Zoé | Brasil | 2017 | Documentário | 74 min)
    A vida do cartunista e ativista, Henrique de Souza Filho, o Henfil, por meio de um movimento de descoberta do personagem a partir de uma turma de jovens animadores, que tenta trazer o trabalho de Henfil para os dias atuais. Juntam-se às descobertas, depoimentos de amigos, revelações sobre como o artista usou seus desenhos para “driblar” a censura política e sua saúde frágil, causada pela hemofilia.
    Classificação indicativa: 12 anos

    Dia 24/11, quinta-feira, às 19h

    Betinho – A Esperança Equilibrista | (Victor Lopes | Brasil | 2015 | Documentário | 90 min)
    Documentário sobre o sociólogo e ativista Herbert de Souza (1935-1997), o Betinho, que tinha a saúde frágil, mas a força dos grandes idealistas. Lutou permanentemente contra as injustiças e a favor da vida. Liderou diversos movimentos sociais, mobilizando milhões de brasileiros a ajudar a mudar o rumo do país.
    Classificação indicativa: livre


    Dia 25/11, sexta-feira, às 19h

    Três irmãos de Sangue | (Angela Patrícia Reiniger | Brasil | 2006 | Documentário | 102 min)
    Três Irmãos de Sangue mostra a vida de Betinho, Henfil e Chico Mário e como suas ações se misturam com a história política, social e cultural do Brasil na segunda metade do século XX.Eles contribuíram, cada um à sua maneira, para as principais transformações pelas quais passou o povo brasileiro nesse período.
    Classificação indicativa: livre

  • Mostra Tríade de Teatro
    Mostra Tríade de Teatro
    Mostra Tríade de Teatro

    A Tríade Cia de Teatro, fundada, em 2016, em Belo Horizonte e Ribeirão das Neves, vai estrear um novo projeto na próxima quarta-feira (9/6): a Mostra Tríade de Teatro, que vai apresentar cinco espetáculos selecionados por meio de edital viabilizado com recursos da Lei Aldir Blanc (2020).

    Quatro trabalhos são de Belo Horizonte: “Conversa Franca”, de Lucas Alves; “Engenho de Dentro”, do Grupo Maria Cutia; “Quem Vai Olhar as Crianças”, da Fundação May; “Varal”, da Cia 5só; e um de Ipatinga: “Os Cegos”, da Cia Boca de Cena.

    Além disso, na abertura do evento que acontecerá no dia 9, a Tríade Cia de Teatro vai mostrar algumas cenas do novo espetáculo "Cabelos Brancos", previsto para estrear no segundo semestre de 2021.

    A peça é inspirada no livro “A guerra não tem rosto de mulher”, da vencedora do prêmio Nobel de literatura em 2015, Svetlana Aleksiévitch.

    O jogo entre as artes cênicas e a literatura é algo que permeia a pesquisa do grupo de teatro mineiro, e foi um dos principais critérios para a seleção dos espetáculos que vão compor essa mostra.

    No dia 10, a Tríade também realizar um bate-papo com Gláucia Vandeveld, Luciana Campos e Alê Tavera, que atuaram, respectivamente, na direção, dramaturgia e na confecção do cenário e do figurino de "Cabelos Brancos".

    Toda a programação será online, no YouTube e no Facebook da Tríade