Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • Série Fora do Lar
    Série Fora do Lar
    Mostra "Warmi Wasi: lutas coletivas e subjetivas", de Yanaki Herrera

    A exposição traz desenhos, pinturas, lambes e videoperformances, totalizando 23 obras desenvolvidas entre 2018 e 2022. As técnicas variam entre pinturas em aquarelas e acrílicas com suportes como papelão, canson, tela e oratórios de madeira. A frase Warmi Wasi vem a partir da composição de duas palavras em língua quéchua, que significa casa da mulher em português. Yanaki Herrera escolheu nomear a mostra desta forma em homenagem à família paterna e ancestrais quéchuas de Andahuaylas, no Peru. A exposição traz o confronto entre a maternidade ideal e as maternagens plurais invisibilizadas na América Latina e os resquícios e consequências da colonialidade nestes territórios e corpos.

    Para criar uma narrativa que transita entre o individual e o coletivo como algo intrínseco, a artista vai disponibilizar 300 impressões dos lambes na Galeria de Arte para que o público leve para casa de forma gratuita. Nessas obras, a artista reflete sobre as subjetividades e lutas de cada mulher mãe.

  • Mostra Will Eno
    Mostra Will Eno
    Mostra Will Eno

    Entre os dias 09 e 24 de outubro, estará disponível para o público a exibição online da Mostra Will Eno. Com exibição da peça "Tragédia: Uma Tragédia" aos sábados e aos domingos a exibição de três peças curtas: "O Técnico", "A Porta-Voz" e "Senhores e Senhoras, a Chuva"

    Em Tragédia: Uma Tragédia, um time de jornalistas cobre, ao vivo, um evento que está se impondo de maneira contundente e sem procedência, instaurando um estado de caos e incerteza na sociedade. Apesar do texto ter sido escrito em 2001, ele aponta para as circunstâncias que estamos vivendo hoje, no contexto da pandemia de Covid-19. "Além de dialogar com aquilo que nos é mais caro: o desconhecido, a finitude, o medo, a morte, a realidade alcançou a ficção. O escuro é e não é uma metáfora", diz Vilela, reforçando que após 20 anos, o texto se mostra radicalmente atual, sobretudo no Brasil. 

  • Mostra Zula 13 Anos
    Mostra Zula 13 Anos
    Mostra Zula 13 Anos

    A Zula Cia. de Teatro completa 13 anos de trajetória nos palcos e celebra a data com uma programação para lá de especial. Uma das mais reconhecidas de Belo Horizonte, a companhia festeja o aniversário com a “Mostra Zula 13 Anos”, compartilhando com o público todos os espetáculos que integram seu repertório, além da realização de congresso, oficina e workshop. 

    O projeto é realizado com o incentivo da Lei Municipal de Incentivo à Cultura Projeto 0407/2022. Ao longo de sua trajetória, o coletivo mineiro notabilizou-se por ocupar a cena com a história de mulheres reais. Isso se estabelece como marca desde sua primeira montagem, “As Rosas no Jardim de Zula”, espetáculo que abre as apresentações presenciais da mostra, nos dias 4 e 5 de maio, na Sede da ZAP 18. A obra tem como foco a história de Rosângela, mãe de uma das atrizes do grupo, que passa a viver em situação de rua, vivenciando todo o universo das drogas, prostituição e violência urbana. 

    A proposta é mergulhar nessa história real e desmistificar, de forma poética, a figura materna, refletindo sobre a condição do feminino e da mulher na sociedade atual. “O mais legal de poder realizar uma mostra é fazer com que o público acompanhe toda a trajetória do grupo, para que ele possa perceber como um trabalho levou à criação do outro de forma orgânica. Essa é uma forma de o público conhecer não apenas uma peça específica da companhia, com a qual se identificou, mas compreender a nossa caminhada”, afirma a atriz Talita Braga, fundadora da Zula ao lado de Andréia Quaresma. 

    Um olhar ainda mais ampliado sobre a maternidade levou o grupo à criação de seu segundo espetáculo, “Mamá”. Com direção de Grace Passô, a peça reúne muitas vozes e depoimentos de mães, recolhidos pelas atrizes por meio de entrevistas com mulheres diversas, que abordam as variadas formas de se relacionar com o universo materno. 

    O espetáculo, que não está mais no repertório presencial do coletivo, estará disponível para ser assistido em formato virtual durante todo o mês de maio. A terceira montagem nessa caminhada da Zula Cia. de Teatro é “Banho de Sol”, um fenômeno de público e crítica cuja dramaturgia dá-se a partir do encontro com a realidade das mulheres na penitenciária. Realidade que as atrizes do espetáculo conviveram de perto durante as aulas ministradas dentro da penitenciária pelo projeto “A Arte como Possibilidade de Liberdade”. 

    A montagem fica em cartaz nos dias 11 e 12 de maio, no Centro de Arte Suspensa Armatrux, localizado em Nova Lima, e nos dias 18 e 19 de maio, ocupa o palco do Galpão Cine Horto. Fechando a mostra de espetáculos, nos dias 24 e 25 de maio, o grupo apresenta a obra “CASA”, mais recente trabalho do grupo, que parte de relatos autobiográficos das atrizes-criadoras Andréia Quaresma, Gláucia Vandeveld, Kelly Crifer, Mariana Maioline e Talita Braga para transformá-los em material cênico e, além da continuidade da pesquisa do teatro documentário com foco em histórias de mulheres, a Cia experimenta uma nova relação com o público, ao levar o acontecimento teatral para dentro de uma casa. 

    Ao mesmo tempo em que promove esse encontro do público com toda a obra da companhia, a “Mostra Zula 13 Anos” convida os espectadores a percorrerem um circuito por diferentes e importantes espaços de criação artística de Belo Horizonte e região. “Os espaços que vão receber a Mostra são todos muito importantes na nossa trajetória. Todos eles de alguma maneira foram apoiadores e fizeram toda a diferença na história do grupo, tanto para a construção artística, quanto de uma relação de amizade e afeto ao longo desses anos e, também não menos importante, muitas vezes abrigam cenário, emprestaram materiais, espaços para ensaios, o que é fundamental para que um grupo siga existindo. 

    Então fica aqui o nosso agradecimento à Zap 18, ao CASA, ao Galpão Cine Horto e à Casa do Beco”, enfatiza Talita. “Sabe-se que Belo Horizonte tem uma tradição de teatro de grupo e esse fazer teatral é muito potente. E mais potente ainda é esse apoio entre os grupos. Isso é fundamental para que o teatro se fortaleça e siga existindo”, completa Cristiano Oliveira, integrante da Zula Cia. Além dos espetáculos, a “Mostra Zula 13 Anos” compartilha também com o espectador, por meio de links virtuais, um vídeo documentário e um podcast em cinco episódios, que foram criados como desdobramentos da experiência do grupo no projeto “A Arte como Possibilidade de Liberdade”.