AFROPUNK
Um bloco de rua que reúna as demandas dos foliões negros e que fuja do padrão esperado para o carnaval, caminhando pelo rock e pelo eletrônico, inclusive.

O duo “Afrolíricas” é formado por duas jovens negras, que carregam a filosofia de ser “ponte de africanidades”. As poetas Anarvore e Iza Reys são artistas independentes, residentes em Belo Horizonte (MG). A performance literária “Visionárias de Quebrada” visa a partilha de experiências, unindo corpo e voz como potência, transpassando uma essência carregada de ancestralidade.
Fundado pelas artistas pretas Anárvore e Iza Reys, o coletivo Afrolíricas promove na quinta-feira (18), a partir das 19h, o Afrosarau Varal Poético, em diálogo com a mostra Tripa, de Pedro Neves, um dos vencedores 3º Prêmio Décio Noviello.
As poetas, responsáveis pelo AfroSlam e pelo AfroSarau, trazem para o Palácio das Artes um poema inédito inspirado no trabalho de Neves, que é permeado pela cosmologia bantu-kongo. A proposta do sarau é criar uma ambientação com alguns mobiliários, iluminação, equipamento de som e dois microfones. Conjuntamente à leitura de poemas será instalado um varal poético, onde o público poderá deixar alguns registros durante a ação. Os textos vão compor a mostra Tripa.
A entrada é gratuita e o evento vai contar com microfone aberto para o público.