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  • Podcast Leituras - Centro Cultural UFMG
    Podcast Leituras - Centro Cultural UFMG
    Podcast Leituras - Centro Cultural UFMG

    O Centro Cultural UFMG lança nesta sexta-feira, dia 19 de março de 2021, o Podcast Leituras, um projeto que pretende disponibilizar mensalmente no Spotify conteúdos em áudio relacionados à literatura.

    A proposta surgiu para ampliar a programação online do espaço, oferecer ao público da internet uma discussão sobre o universo literário, bem como dar visibilidade aos escritores e pesquisadores da área, que estão tendo que explorar alternativas infindas do mundo virtual para adaptar suas narrativas às novas tecnologias.

    O Podcast Leituras abre um espaço de diálogo para os autores disseminarem a arte da escrita, além de dar oportunidade aos ouvintes de se aventurarem pelo prazer da leitura e escuta de textos literários, em um momento em que os livros têm um papel fundamental na reimaginação do mundo.

    Para tanto, os convidados vão apresentar leituras de trechos autorais, contação de histórias, conversas sobre os processos criativos de suas obras e de todo o âmbito da arte produzida com as palavras.

    Além do mais, nos concederão acesso a textos de sua autoria, que serão disponibilizados em nossa conta do Issuu. No episódio de estreia tivemos um bate-papo com o mineiro Evandro Alves, mais conhecido como Alves.

    Ele é cartunista, ilustrador autodidata, poeta, quadrinista, geógrafo e mestre em geografia pela UFMG. Autor dos livros “Lobo-Guará e Lobeira”, “A rua de lá” e “Cerrado em quadrinhos”, foi vencedor de diversos prêmios nacionais e internacionais, que em seu trabalho destaca o cerrado e o seu processo de devastação.

    Alves nos conta que nasceu na terra de Carlos Drummond de Andrade, em Itabira, mas foi no meio da fauna e da flora do cerrado de Lagoa Santa que ele cresceu e trouxe memórias afetivas e características marcantes para o seu trabalho.

    Embora trabalhe com temas políticos, econômicos e esportivos, a temática ambiental tem um espaço muito amplo em sua obra.

    Foi por volta de 2008 que começou a trabalhar, de forma acadêmica, com o cerrado. Seu orientador, sabendo que ele era cartunista, propôs a criação de quadrinhos com esse assunto e, desde então, Alves tenta mostrar uma faceta mais bonita desse bioma brasileiro, suas diversidades e suas comunidades.

    O cartunista fala sobre a publicação dos seus livros e sua veia poética para escrever, a proximidade dos quadrinhos com a literatura e a influência de Guimarães Rosa em seu trabalho.

    Alves relata como foi sua experiência como roteirista para o estúdio Maurício de Sousa Produções e menciona sua recente participação no livro “Paper. Pen. Pandemic. – Viral Cartoons from around the Globe”, um livro internacional que reúne trabalhos de artistas de diversos países sobre os impactos da Covid-19 no mundo.

    Na sequência, ele nos diz como tem sido sua rotina de trabalho e produção artística durante este novo normal e seus planos e projetos para o futuro, além de trazer uma reflexão sobre o tempo atual e os traços na produção das charges, um mundo de tanto imediatismo e instantaneidade que apressa todo o processo de criação.

    Alves faz uma relação da arte com a ciência e com toda a bagagem da geografia que ele traz para o seu trabalho artístico. Para concluir, expressa um desabafo sobre essa crise de saúde que estamos atravessando e a esperança na ciência.

  • Podcast "Residência Artística" - Centro Cultural UFMG
    Podcast "Residência Artística" - Centro Cultural UFMG
    Podcast "Residência Artística" - Centro Cultural UFMG

    No segundo episódio do Podcast Residência Artística tivemos um bate-papo com integrantes do grupo de teatro Mulheres Míticas: Érica Hoffmann, Gabriela Figueiredo, Jéssica Ribas, Luísa Lagoeiro e Sara Rojo que compartilham experiências e referências de memórias latino-americanas que influenciam o trabalho do Coletivo.

    Contam como têm sido suas rotinas de pesquisa e produção artística durante a pandemia, a elaboração e participação em projetos neste novo normal e os planos futuros. As participantes explicam a definição do nome do grupo que surgiu durante um evento de mesmo nome, que ocorreu em 2014.

    O evento buscava refletir sobre mulheres importantes como Eva, Medeia e Sóror Juana, freira que inicia a escrita latino-americana do período medieval, entre outras da América Latina. Essas mulheres foram trazidas para pensá-las no presente e como ainda são questionadas e condenáveis pela sociedade.

    Dessa forma, mantiveram o nome Mulheres Míticas no Coletivo, que tem como temática corpos e histórias de mulheres.

    A professora Sara Rojo conta que, por ser chilena, a América Latina como um todo sempre foi uma preocupação sua e o Coletivo também abraçou.

    O diálogo se estabelece na ideia do cruzamento de línguas e de pensamento, no contexto da América Latina latente que compartilha muitas vivências, como acontece agora na Pandemia. Sara entende que a função do teatro ocorre dentro dos espaços teatrais ou performáticos, mas não necessariamente em um teatro, podendo ser na rua, na igreja ou qualquer lugar, desde que sejam espaços nos quais se constroem um convívio.

    O coletivo falou da importância da Residência Artística no Centro Cultural UFMG. Durante esse processo realizaram o seminário “Processo de Criação de “O Deserto”: Literatura e Performance”, que contou com a colaboração de pesquisadores de diferentes universidades federais brasileiras.

    Em 2021, o Mulheres Míticas comemora sete anos. Com a pandemia, o Coletivo conta como tem tentado se adaptar e propor trabalhos possíveis nas atuais condições sanitárias. Está prevista a estreia da obra audiovisual Hilda Penha, a tradução e a montagem da peça La Mujer Puerca, do Argentino Santiago Loza.

    As obras O Deszerto e Classe serão disponibilizadas em formato de áudio-book. Para finalizar, os integrantes falam da relação do Coletivo com o Centro Cultural UFMG, um espaço central que abre as portas para criação teatral pela cessão de espaços para ensaios e ainda oferece apoio para a realização de ensaios abertos e outros eventos.

  • A foto mostra uma mesa onde estão expostos vários itens para vendas. Há canecas, esculturas, telas de pintura, desenhos, cadernos artesanais e arranjos de garrafas com flores. Ao fundo estão prédios e o céu azul.
    A foto mostra uma mesa onde estão expostos vários itens para vendas. Há canecas, esculturas, telas de pintura, desenhos, cadernos artesanais e arranjos de garrafas com flores. Ao fundo estão prédios e o céu azul.
    PÓ DE NUVEM

    A foto mostra uma mesa onde estão expostos vários itens para vendas. Há canecas, esculturas, telas de pintura, desenhos, cadernos artesanais e arranjos de garrafas com flores. Ao fundo estão prédios e o céu azul.

    BAZAR ITINERANTE

    Pó de Nuvem é um projeto multicultural que traz em sua essência trabalhos autorais de designers e artesãos regionais, com música, teatro, oficinas, exposições fotográficas, artes visuais, gastronomia e intervenções artísticas. O objetivo é reunir produtos exclusivos, trabalhos manuais e produções diferenciadas valorizando todo tipo de criação e arte. 

    Classificação Livre