Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • Festa de encerramento
    Festa de encerramento
    Arqui Surto

    Em Outubro vai rolar o melhor congresso de arquitetura da América Latina, e não podia faltar uma festa de encerramento pra esse babado! O rolê latinx mais babadeiro do ano vai contar com muito álcool e as músicas mais animadas pra representar nosso cone sul! E claro, não podia faltar bocas pra beijar: brasileiros do país todo e nuestros hermanos hermosos de outros países! Então se liga no precinho camarada do nosso ingresso:
    Pré-lote: 10,00 ( ESGOTADO )
    Primeiro lote: 15,00
    FUMP (níveis I, II e III): 10,00 (mediante comprovante)

  • Homem pardo de camisa branca, usando uma venda preta, passa as duas mãos em azulejos azuis e brancos.
    Homem pardo de camisa branca, usando uma venda preta, passa as duas mãos em azulejos azuis e brancos.
    Arquitetura dos sentidos - visita vendada

     

    “O que aconteceu no baile de 1951?”. Esta e outras perguntas serão respondidas durante a visita mediada “Arquitetura dos sentidos”, projeto que realiza visitas sensoriais à Casa do Baile. Nesta edição, o público irá conhecer a história, a arquitetura e o paisagismo do espaço, explorando outros sentidos para além da visão, como o tato, o olfato e a propriocepção (o sentido de sentir o próprio corpo). Vendados, os participantes irão percorrer a história do lugar e sua arquitetura sobre outras perspectivas, utilizando o próprio corpo, a arquitetura e dispositivos educativos sensoriais. 

     

     

  • Arquitetura e Urbanismo

    Opa! Arquitetura, Belo Horizonte, vamos falar de Niemeyer, certo? Claro que sim. Maior expoente da arquitetura modernista brasileira, Oscar Niemeyer (1907-2012) começou a trabalhar como estagiário junto a Lúcio Costa e Le Corbusier. Seu primeiro grande projeto individual, que lhe assegurou renome no Brasil e no mundo, foi o Conjunto Moderno da Pampulha, aqui na capital mineira.

    Vale lembrar que nossa riqueza arquitetônica vai além. Com diversidade marcante de estilos, contempla o rural  e o contemporâneo, passando pelo eclético, art déco, neogótico, neoclássico, modernista, pós-modernista. Desde o projeto de José de Magalhães, em 1894, para o prédio que seria a sede do governo — o Palácio da Liberdade, na Praça de mesmo nome — o terreno aqui sempre foi fértil para a criatividade. 

    Sede da Prefeitura de Belo Horizonte - Projeto arquitetônico Rafaello Berti
    Sede da Pref. de Belo Horizonte - Projeto Raffaello Berti                  Foto: Robson Vasconcelos / Acervo PBH

    Luiz Signorelli, Raffaello Berti (o italiano é autor de mais de 500 projetos de edifícios residenciais, comerciais e públicos), Sylvio Vasconcellos, Raphael Hardy, Humberto Serpa, Éolo Maia, Sílvio Podestá e Gustavo Penna são outros nomes que se destacam na paisagem belo-horizontina e também na arquitetura mundial. 

    Belo Horizonte abrigou a primeira escola de arquitetura do Brasil, criada na década de 1930, e desenvolveu uma identidade ao mesmo tempo eclética e singular. 

    Estando aqui, não deixe de observar esse aspecto da cidade, do luxo do clássico Automóvel Clube às inesperadas faces de índios esculpidas na fachada do Edifício Acaiaca, passando pelos arcos do Viaduto de Santa Tereza, que um corajoso e jovem Carlos Drummond de Andrade escalou mais de uma vez — façanha que hoje não pode ser reproduzida, é claro. 

    Dito isso, motivos não faltam para conversarmos mais sobre as obras do mestre: o Conjunto Moderno da Pampulha foi reconhecido pela UNESCO, em julho de 2016, como Patrimônio Cultural da Humanidade. Construído a pedido do então prefeito Juscelino Kubitschek, é uma obra-prima que leva a assinatura de Niemeyer e de outros nomes de destaque, como o paisagista Roberto Burle Marx, o pintor Cândido Portinari e os escultores Alfredo Ceschiatti, Zamoiski e José Pedrosa. 

    Interior da Casa Kubitschek
    Interior da Casa Kubitschek                                                    Foto: Antônio Vitor Campos Maia / Acervo Belotur

    Seus principais monumentos — o Iate Clube (1944), o Cassino - atualmente Museu de Arte da Pampulha (1943), a Casa do Baile (1943), a Casa Kubitschek (1943) e a Igreja São Francisco de Assis (1945) — integram-se a uma paisagem exuberante e adotada pelos belo-horizontinos como um complexo de lazer e bem-estar. Ainda que não assinados por Niemeyer, compõem os atrativos da região os Estádios Mineirão e Mineirinho, emblemas da engenharia e da construção civil brasileiras, e o campus da Universidade Federal de Minas Gerais.

    O que nem todo visitante de primeira viagem sabe é que os caminhos de Niemeyer pela cidade vão além da Pampulha. A Escola Estadual Governador Milton Campos, mais conhecida como Colégio Estadual Central; o Edifício JK; o Edifício Niemeyer; a Biblioteca Pública Estadual; os cinco prédios da Cidade Administrativa do Governo de Minas Gerais e ainda a Catedral Cristo Rei (projetada em 2005 pelo arquiteto e com obras em andamento) completam o circuito.