Visão das empenas do CURA
Foto: Área de Serviço / Divulgação

Para uma outra perspectiva: arte urbana

O que você acha de conhecer uma cidade pelo olhar de seus artistas? Aqui em Belo Horizonte, esse tipo de experiência é possível. E com muita sensibilidade e gentileza.

Por meio do edital Arte Urbana – Gentileza, 40 trabalhos de pintura livre, grafite, estêncil e outras técnicas alteram, gradualmente, o visual das ruas.  O projeto da Prefeitura de Belo Horizonte, via Secretaria Municipal de Cultura, selecionou propostas artísticas para ocupar todas as regionais da cidades. As obras ocupam ruas, equipamentos públicos, viadutos, metrôs, escolas, praças, prédios e outros espaços.

Na última edição, realizada em 2018, a participação feminina chamou a atenção. Cerca de 45% dos artistas selecionados se autodeclararam mulheres. Para admirar as obras que já estão prontas*, veja a lista, dividida por regional:

Artista e/ou Coletivo: Surto Real
Avenida Pedro II, 927 – Bairro Jardim Alvorada (Noroeste)

Artista e/ou Coletivo: Fernando José Poletti e Virgílio Newton de Barros Jr.
Viaduto Itamar Franco – Bairro Carlos Prates (Noroeste)

Artista e/ou Coletivo: Maria Raquel Bolinho
Avenida do Contorno, 11671 – Bairro Lagoinha (Noroeste)

Gentileza / Arte Urbana
Amira Hissa / Acervo PBH


Artista e/ou Coletivo: Minas de Minas Crew
Avenida Nossa Senhora de Fátima – Carlos Prates (Noroeste)

Artista e/ou Coletivo: Thiago Aguiar 
Avenida Antônio Carlos, 197 – Bairro Lagoinha (Noroeste)

Artista e/ou Coletivo: Kakaw 
Avenida Antônio Carlos, 1370 – Bairro São Cristóvão (Noroeste)

Artista e/ou Coletivo: Vilmex
Rua Estrada do Cercadinho, 3028 – Bairro Ventosa (Oeste)

Artista e/ou Coletivo: Dagson Silva
Conjunto Santa Maria – Morro das Pedras (Oeste)

Artista e/ou Coletivo: Ágatha Andrade
Avenida Olegário Maciel, 735 (Centro)

Artista e/ou Coletivo: Thais Mol
Avenida Afonso Pena, 1377 (Centro)

Artista e/ou Coletivo: Karina Amaral
Parque Municipal Américo Renné Giannetti (Centro)

Ricardo Laf / Acervo PBH
Ricardo Laf / Acervo PBH

Artista e/ou Coletivo: Jackson Farias Teixeira
Centro de Referência da Juventude (CRJ) – Praça da Estação (Centro)

Artista e/ou Coletivo: Nilo
Rua Pedro Alexandrino Mendonça, 10 – Bairro Taquaril (Leste)

Artista e/ou Coletivo: Paisagens Móveis
Rua Salvador Pinto, 80 – Bairro Paraíso (Leste)

Artista e/ou Coletivo: Camila Lacerda
Rua Hermilo Alves, 34 – S (Leste)

Ricardo Laf / Acervo PBH
Ricardo Laf / Acervo PBH

Artista e/ou Coletivo: Luiza Liu
Rua Pitangui, 3799 – Bairro Horto (Leste)

Artista e/ou Coletivo: Cata Preta
Rua Geraldo Menezes Soares, 500 – Bairro Sagrada Família (Leste)

Artista e/ou Coletivo: Binho
Avenida José Cândido da Silveira, 103 – Bairro Cidade Nova (Nordeste)

Artista e/ou Coletivo: Bela Moradas
Avenida Cristiano Machado, 4000 – Bairro União (Nordeste)

*Informação atualizada em janeiro de 2019. Saiba mais sobre o Edital de Arte Urbana – Gentileza: https://prefeitura.pbh.gov.br/cultura/gentileza

Depois desse circuito, você não pode deixar de conhecer a Rua Sapucaí, na divisa entre o Centro e o Bairro Floresta, e admirar as obras do primeiro mirante de arte urbana do mundo. 

O Circuito Urbano de Arte (Cura) é composto por 10 painéis artísticos em prédios do Centro de Belo Horizonte. As pinturas  gigantescas em empenas (fachadas cegas) foram realizadas em três edições do festival Cura, com o objetivo de incentivar o diálogo com a cidade e debater a noção clássica de arte. Todos os prédios pintados podem ser vistos da rua Sapucaí e os murais têm entre 450 e 1.780 metros quadrados, sendo um deles o mural mais alto pintado por uma mulher na América Latina com 56 metros de altura. 

Além das pinturas, o festival promove mesas de debates, feiras de arte, festas e ações especiais sempre conversando com a arte urbana e a cultura de rua. Veja os detalhes sobre as obras aqui: https://pt-br.facebook.com/curafestival/

Para arrematar um dia de pura fruição artística, encoste-se na mureta da Sapucaí e observe o pôr do sol. Aproveite para convidar os amigos para sentar em um dos restaurantes e bares super charmosos que te esperam nessa rua histórica. Histórica sim, mas que soube se reinventar e acompanhar os novos tempos de Belo Horizonte.