Belo Horizonte inova e coloca a Pampulha no radar do turismo inteligente
O turismo em Belo Horizonte tem ganhado novos capítulos de inovação. Desde fevereiro de 2025, a região da Pampulha conta com o Sistema de Sensorização Turística, iniciativa da Belotur em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Sebrae Nacional. Em apenas seis meses, foram mais de 1,18 milhão de movimentações registradas, confirmando a força da Pampulha como polo turístico e o impacto das políticas públicas voltadas ao setor.
Mais do que números, esse projeto traduz a forma como BH se prepara para receber. É sobre entender fluxos, cuidar da experiência, planejar com base em dados e fortalecer o turismo como motor de desenvolvimento. É sobre mostrar que tradição e inovação podem caminhar juntas e que sempre haverá um motivo para dizer: te encontro em BH.
Como funciona a sensorização turística?
O sistema opera de forma simples e segura: sensores instalados em três pontos da Pampulha: Praça Dino Barbieri, Museu Casa Kubitschek e Parque Ecológico, captam sinais de dispositivos móveis de forma anônima e agregada.
Essas informações revelam, por exemplo, os horários de maior movimento, os percursos mais comuns e como os diferentes períodos do ano influenciam a visitação. O resultado é uma base sólida de dados para planejar ações de segurança, mobilidade, infraestrutura e promoção turística.

Por que a Pampulha?
Patrimônio Cultural da Humanidade, a Pampulha é um dos cartões-postais mais simbólicos da capital mineira. Reúne atrativos como a Igrejinha da Pampulha, o Museu de Arte e os espaços verdes do entorno da Lagoa, que atraem moradores e turistas diariamente.
Ao iniciar a sensorização por ali, a Belotur coloca a Pampulha no centro de um modelo de gestão turística inovador, conectando sua identidade histórica ao futuro do turismo em BH. É também um gesto de cuidado: olhar para um dos espaços mais visitados da cidade com ferramentas capazes de orientar decisões mais inteligentes.
O que muda com esses dados?
A coleta de dados é apenas o primeiro passo. O verdadeiro diferencial está em como a Belotur e seus parceiros irão transformar essas informações em ações práticas e políticas públicas duradouras.
Entre os próximos passos estão estratégias de marketing de proximidade, que vão permitir interações digitais em tempo real entre os atrativos e os visitantes, por exemplo, por meio de QR codes com informações exclusivas. Além disso, os registros já começam a orientar campanhas de promoção turística e apoiar investimentos em infraestrutura e segurança.
Como destaca a presidente da Belotur, Bárbara Menucci: “Com a sensorização, conseguimos mapear os horários de maior circulação de moradores e turistas, além dos caminhos que costumam percorrer. Essas informações são valiosas para pensarmos, junto aos equipamentos públicos, ações de promoção turística mais estratégicas, com foco no bem-estar, na segurança e em proporcionar a melhor experiência para quem vive e visita a cidade”.

Te encontro em BH: um destino cada vez mais inteligente
O Sistema de Sensorização Turística integra a estratégia de transformar Belo Horizonte em um Destino Turístico Inteligente (DTI), modelo inspirado nas Smart Cities, que une tecnologia, sustentabilidade, governança e acessibilidade.
Essa é a visão que orienta a Belotur: investir em inovação não apenas para medir resultados, mas para criar experiências melhores para moradores e visitantes, valorizar o patrimônio cultural e fortalecer o setor turístico.
No fim das contas, cada registro captado é mais do que um número. É uma história de encontro, de pertencimento, de descoberta. É a certeza de que Belo Horizonte está pronta para surpreender e que sempre haverá um convite no ar: te encontro em BH.


