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  • BH celebra as tradições de matriz africana com ato cultural neste 21 de março

    Realizado pela PBH, a Casa de Caridade Pai Jacob do Oriente e a Casa Pai Francisco de Angola e Mãe Maria Conga, ato “Zumbi e Dandara Vivem em Nós” acontece nesta quinta, 21 de março, a partir das 18h30, com apresentações artísticas.

    Nesta quinta-feira, 21 de março, o Brasil celebra o Dia Nacional das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações de Candomblé, instituído no ano passado pela Lei 14.519. Para comemorar a data, em Belo Horizonte, pelo segundo ano consecutivo, será realizado o ato “Zumbi e Dandara Vivem em Nós”. Integrando o Circuito Municipal de Cultura, a iniciativa tem início a partir das 18h, em frente ao monumento a Zumbi, localizado na interseção entre Avenida Brasil e Rua Manaus, no bairro Santa Efigênia. O ato é uma realização da Prefeitura de Belo Horizonte, da Casa de Caridade Pai Jacob do Oriente e da Casa Pai Francisco de Angola e Mãe Maria Conga, com apoio cultural do Ministério Público.

    A programação é gratuita e inclui roda das crianças, roda de capoeira e apresentações artísticas de Nívea Sabino, Afoxé Ilê Odara, Coletivo Casa do Hip Hop Taquaril e Samba de Kilombu. Mais informações estão disponíveis nas redes e no site do Circuito Municipal de Cultura, que é realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Instituto Odeon.

    A Secretária Municipal de Cultura e Presidente Interina da Fundação Municipal de Cultura, Eliane Parreiras, defende que o ato compõe um momento especial de afirmação da cultura afro-brasileira. “Celebrar o Dia Nacional das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações de Candomblé, reforça a importância de nossas políticas públicas para salvaguardar as tradições de raízes africanas na cidade, além de fomentar as diversas manifestações culturais e artísticas que definem a nossa identidade afro-brasileira”, diz sobre a iniciativa, que acontece na data criada em consonância com o Dia Internacional Contra a Discriminação Racial, da Organização das Nações Unidas (ONU).

    Para Pai Ricardo, zelador da Casa de Caridade Pai Jacob do Oriente, a data deve ser observada por uma perspectiva ampla e multifatorial. “É um dia para dizer à sociedade que os povos de matriz africana são a base da identidade do país. Um dia para combater o racismo e o racismo religioso. Então, é de suma importância expandir o entendimento desta data. Não é só mais um dia para celebrar, mas também para ocupar, para tomar posse de direito, para reivindicar direitos, para denunciar”, afirma.

    A zeladora da Casa Pai Francisco de Angola e Mãe Maria Conga, Mãe Ana Maria, faz coro. “É um ato pelo fim da intolerância religiosa, pelo fim do racismo com nossas crianças nas escolas, pelo fim do feminicídio de nossas mulheres e adolescentes, pelo fim do encarceramento dos nossos jovens e homens negros. E, também, para mostrar à cidade que a população negra traz em sua existência a riqueza da diversidade cultural”, sublinha.

    Programação

    O ato “Zumbi e Dandara Vivem em Nós” acontece em frente ao monumento “Liberdade e Resistência”, criado por Jorge dos Anjos em 1995, na ocasião do tricentenário de Zumbi dos Palmares, simbolizando as raízes da luta negra no país. A programação começa às 18h30, com roda de crianças e, na sequência, às 19h30, com roda de capoeira. Às 20h, é a vez de Nívea Sabino apresentar uma poesia e um manifesto. Poeta, slammer, ativista e educadora social, Sabino possui trajetória de “ativismo poético” que tange o enfrentamento ao racismo, à lesbofobia, ao sexismo e a outras formas de opressão através da palavra, pelos saraus de periferias; articula a “RodaBH de Poesia” e é mulher pioneira nas competições de poesia falada em Minas Gerais.

    Às 20h30, quem se apresenta é o Afoxé Ilê Odara, o primeiro Afoxé de Belo Horizonte, criado em 1979 por Mãe Gigi e apadrinhado por ninguém menos que Gilberto Gil. Completando 45 anos em 2024, o grupo é conduzido por Thirey Ilê Odara, filho de Mãe Gigi, e também atua como centro cultural, oferecendo oficinas e outras atividades à comunidade do Bairro Santo André. Às 21h, o Coletivo Casa Do Hip Hop Taquaril traz o show “Hip Hop faz 50”, em comemoração aos 50 anos de uma das manifestações mais importantes da cultura pop. A apresentação conta com MCs convidados, além de graffiti e stencil feitos ao vivo.

    Fechando a programação do ato, às 21h30, o “Samba de Kilombu” traz a mistura de samba de caboclo com samba de terreiro construída por Lampião Tata Mukumbi. Com cantigas de caboclo e brincadeiras que interagem com o público e as sambadeiras, o “Samba do Kilombu” nasceu dentro do Kilombu Manzo Ngunzo Kaiango, comunidade quilombola e espaço de religiosidade de matriz africana considerada Patrimônio Cultural do Estado de Minas Gerais.

    SERVIÇO | CIRCUITO MUNICIPAL DE CULTURA

    “Zumbi e Dandara Vivem em Nós”
    Quando. Quinta-feira, 21 de março, a partir das 18h
    Onde. Avenida Brasil com Rua Manaus, bairro Santa Efigênia (em frente ao monumento “Liberdade e Resistência”)
    Quanto. Gratuito e aberto ao público
    Mais. Outras informações no site do Circuito Municipal de Cultura

    PROGRAMAÇÃO | “Zumbi e Dandara Vivem em Nós” 
    18h - Roda das crianças
    19h30 - Roda de capoeira
    20h - Nívea Sabino
    20h30 - Afoxé Ilê Odara
    21h - Hip Hop faz 50
    21h30 - Samba de Kilombu

  • BH Choro - 12ª Edição
    BH Choro - 12ª Edição
    BH Choro - 12ª Edição

    A 12ª edição do Projeto BH CHORO levará palestras e shows de pesquisadores e artistas de várias partes do Brasil para o coração do bairro boêmio belo-horizontino, a praça Santa Teresa (Duque de Caxias), nos dias 29 e 30 de abril e no dia 1º de maio, a partir das 16h.

    O tema desta edição, “A hora e a vez dos Clubes de Choro” é uma homenagem aos clubes espalhados por todo o país, que contribuíram e continuam a contribuir para a divulgação e preservação do gênero, para que ele tenha o “status” que tem hoje.

    Pela primeira vez reunidos em BH, participarão do festival clubes de choro de Belo Horizonte (MG), Betim (MG), Brasília (DF), Niterói (RJ) e Santos (SP).

    O projeto é viabilizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio do Instituto Cultural Vale e apoio do Clube do Choro de Belo Horizonte, e realização da Idear Produção e do Ministério da Cultura.

    O BH CHORO, cuja primeira edição foi realizada em 2008, no mesmo local, contribuiu para que o choro, gênero musical genuinamente brasileiro, tenha hoje em Belo Horizonte diversas apresentações de música ao vivo, todos os dias da semana.

    Prova indiscutível de que existe um belo caso de amor entre o choro e os moradores da cidade.

    Pesquisadores do tema afirmam que o choro tem a mesma importância que o jazz para os norte-americanos e o tango para os argentinos.

    O produtor musical Japones Katsunori Tanaka diz: "Só existem dois gêneros que podem se comparar ao choro, historicamente e musicalmente: o jazz americano e o tango argentino."

  • BH Cidade da Música | Catavento Cultural
    BH Cidade da Música | Catavento Cultural
    BH Cidade da Música | Catavento Cultural

    Vai acontecer mais uma edição do BH Cidade da Música, no dia 21/08!

    O evento acontecerá no Catavento Cultural, a partir das 15h.

    Este é um rolê com clima de festival para pessoas apaixonadas pela música mineira.

    Para continuar o propósito de exaltar e abrir portas para os artistas da cidade, a programação da segunda edição recebe a banda Graveola, conhecida pela versatilidade de gêneros, instrumentos, timbres e arranjos, com participação da Banda Enversos, que traz um som pop, funkeado e todo trabalhado na grooveria.

    A sexteto mineiro de folk rock da banda Moons também sobe no palco trazendo um pouco de seu novo álbum que carrega a sofisticação radiofônica de um tempo entre os 1960 e os 1980 com participação de Clara x Sofia. O duo pop lançou recentemente seu primeiro álbum que flerta entre o orgânico e o sintetizado passando por gêneros e épocas.

    O encontro ainda tem o prazer de receber o cantor Gui Ventura, artista premiado em diversos festivais de canção que vem apresentando um diálogo sutil da mpb com r&b e o neo soul em seus últimos lançamentos.

    A discotecagem fica por conta do DJ Zaidan, que tem grande importância para a cena cultural belorizontina.

    E ainda terá um artista surpresa, que será revelado na semana no evento!


    *Os ingressos serão vendidos através da plataforma Sympla.