Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • Espetáculo - "Ave"
    Espetáculo - "Ave"
    Espetáculo - "Ave"

    O Complexo Cultural Funarte MG recebe nos dias 10 e 11 de novembro, às 19h, o espetáculo “Ave”; um projeto híbrido entre dança e teatro, livremente inspirado em questões provocadas pela comédia “As Aves”, de Aristófanes.

    A partir do encontro da Ananda Cia de Dança e do grupo Sapos e Afogados - Núcleo de Criação e Pesquisa Arte e Saúde Mental com o dramaturgo João Santos, nasce este trabalho que preza pela diversidade e pelo respeito às diferenças.

    Reverberando aspectos específicos do texto de Aristófanes entrelaçados a outros temas contemporâneos, "Ave" propõe uma pesquisa gestual e musical mergulhada em espécies diversas de aves, seus voos singulares, coletivos, seus cantos e suas formas de caminhar. 

    Todas as apresentações contam com tradução em Libras.

  • Espetáculo: "A Vedete do Brasil - Um Musical Brasileiro"
    Espetáculo: "A Vedete do Brasil - Um Musical Brasileiro"
    Espetáculo: "A Vedete do Brasil - Um Musical Brasileiro"

    Virginia Lane (1920-2014) foi uma artista que marcou época, enfrentou preconceitos e viveu histórias inacreditáveis em sua carreira como vedete. 

    É véspera de Natal e Virgínia, já no final da vida, prepara a ceia para seus dois maiores afetos: a filha única, Marta, e o amigo Alex, que está a caminho. É uma época em que elafica especialmente sensível e repassa a vida diante de seus olhos. 

    Enquanto relembra episódios como a sua relação com o presidente Getúlio Vargas, o sucesso na televisão, no cinema e no teatro de revista, o preconceito sofrido dentro e fora de casa e todo o glamour das plumas e paetês, Virginia (Suely Franco) se reencontra com ela mesmo na juventude (Bela Quadros) e acerta as contas com a lha (Flávia Monteiro). 

    Números musicais ao vivo embalam o espetáculo, com direito a canções marcantes, como “Sassaricando”, gravada pela primeira vez por Virginia no Carnaval de 1951.

  • Espetáculo: “A Vela”, com Herson Capri e Leandro Luna | Cine Theatro Brasil Vallourec
    Espetáculo: “A Vela”, com Herson Capri e Leandro Luna | Cine Theatro Brasil Vallourec
    Espetáculo: “A Vela”, com Herson Capri e Leandro Luna | Cine Theatro Brasil Vallourec

    Ingresso solidário mediante doação de 1kg de alimento não perecível no dia do evento.

    O pai expulsou o filho de casa por não aceitar a sua orientação sexual. Vinte anos depois eles se reencontram, o filho agora é uma drag queen e eles têm o tempo de uma vela se consumir para acertar as suas diferenças. Com texto de Raphael Gama e direção de Elias Andreato, a montagem traz os atores Herson Capri e Leandro Luna, interpretando pai e filho.

    A peça é entremeada por trechos de famosos escritores e pensadores, com músicas que definiram gerações como Carpenters, Edith Piaf e Dalva de Oliveira.

    O drama, vivido entre pai e filho, pretende aproximar as questões pertinentes da sociedade contemporânea, levando o espectador a entrar em contato, de maneira sensível, com temáticas extremamente relevantes: as relações humanas e os preconceitos instaurados na estrutura social e familiar.

    Para Leandro Luna, o espetáculo aborda as relações humanas e as feridas familiares que todos temos e nos identificamos. “É muito importante, principalmente nos dias de hoje, estarmos em constante discussão sobre as diferenças e estimularmos a tolerância e o respeito ao próximo. Vivemos tempos muito polarizados, onde o conceito de moral e conservadorismo tem alimentado a sociedade com discursos odiosos, segregacionistas, em vez de criar o diálogo respeitoso e democrático. Precisamos, por meio da arte, propor o discurso de temáticas que incentivem o respeito entre os indivíduos, principalmente, a partir do ponto de vista da educação familiar.”

    Para a construção do texto, o autor Raphael Gama recorreu à percepção que teve ao constatar a dificuldade em dialogar com sua avó, uma mulher tradicional, com resistência para entender as mudanças que aconteciam na sociedade e o quanto a incompreensão familiar afetava as escolhas de vida das drag queens em geral. “Eu convivo com diversos artistas queers de São Paulo. Conheço pessoas que foram expulsas de casa e o fato dessa comunidade seguir sendo tão negligenciada e odiada, mesmo em meio à tanta informação, me fez querer falar do assunto no ambiente familiar e sobre a importância do diálogo como ferramenta de cura”, explica.

    Ele conclui: “A Vela não é sobre mocinhos e bandidos, não é sobre vítimas e vilões. É sobre algo que todos nós conhecemos intimamente. É sobre família e amor. Sobre erros humanos. Sobre conflito de gerações e de identidades. E a importância do diálogo em tempos tão odiosos. Mais do que falar sobre quaisquer tabus ou polêmicas, quando falamos sobre amor falamos sobre reflexão e cura.”