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  • Espetáculo: As Madalenas
    Espetáculo: As Madalenas
    Espetáculo: As Madalenas

    As Madalenas conta a história de Madame Margoth, proprietária de uma casa de cortesã no início da decada de 30 e se vê acuada quando o poderoso homem, coronel da cidade, decide tomar para si a honra de sua filha sob a ameaça de fechar o bordel caso não tenha seu desejo atendido.

  • Espetáculo: "As Malas que Eu Carrego"
    Espetáculo: "As Malas que Eu Carrego"
    Espetáculo: "As Malas que Eu Carrego"

    A peça “As Malas que Eu Carrego” vive um momento marcante: pela primeira vez, a montagem será apresentada fora do Espírito Santo. O espetáculo chega a Belo Horizonte, Minas Gerais, nesta quarta-feira (10), no Teatro da Cidade, celebrando também seus oito anos em cartaz.

    Escrita, dirigida e interpretada por José Celso Cavalieri, a peça propõe uma reflexão sobre os “pesos” que cada pessoa carrega no cotidiano — no trabalho, na vida familiar e nos mais diversos ambientes sociais. No palco, o artista interpreta dois personagens que dialogam diretamente com o público, trazendo à cena dilemas comuns da vida adulta, como cobranças diárias, conflitos emocionais e a relação com o patrão.

    As malas presentes no cenário, que dão nome ao espetáculo, simbolizam exatamente essas cargas e responsabilidades acumuladas ao longo da vida. A apresentação em Belo Horizonte terá trilha sonora executada ao vivo pelo tecladista Matheus Germano. Após circular por diversos palcos capixabas, a peça celebra sua expansão para outros estados com essa apresentação especial.

    Segundo José Celso, a proposta é gerar identificação e provocar reflexão na plateia.

  • Espetáculo "As Mãos Sujas"
    Espetáculo "As Mãos Sujas"
    Espetáculo "As Mãos Sujas"

    A ZYRÉ produções, uma produtora independente,disponibilizou o espetáculo "As Mãos Sujas" está disponível online. O registro foi realizado na temporada de 1 a 24 de novembro no Sesc Ipiranga.

    Resenha por Dirceu Alves Jr.
    Escrito pelo francês Jean-Paul Sartre na corrente existencialista do pós-guerra, o drama As Mãos Sujas (1948) chega até 2020 em triste sintonia com a contemporaneidade brasileira. O espetáculo, dirigido por José Fernando Peixoto de Azevedo, transita entre o discurso teórico alimentado com relativa ingenuidade por uns e a prática supostamente necessária para exercer o poder defendida por outros. É no primeiro time que se enquadra Hugo (interpretado pelo vigoroso Vinicius Meloni). Intelectual burguês, ele se engaja no Partido Comunista em uma região dominada por inimigos fascistas.

    Em sua idealização, Hugo não se conforma com as atitudes tomadas por Hoederer (papel de Rodrigo Scarpelli, ótimo), o presidente do partido, que faz alianças com conservadores a fim de enfrentar os adversários. A trama ganha um salto de tempo, e Hugo depara com as consequências de tais atitudes em um futuro não distante. Percebe também que outros personagens, como sua mulher, Jéssica (a atriz Gabriela Cerqueira), se deixaram seduzir pela proximidade do poder. O diretor José Fernando constrói uma encenação fluente, que flerta com o pop e vem carregada de diferentes recursos de linguagem, fundamentais para driblar as três horas de duração. O mais comum deles é o uso de uma câmera que filma os atores e transmite o ponto de vista de cada um ao público. Também existe a escolha de um caminho tragicômico, muito bem explorado por Meloni, que contribui para a composição do perfil por vezes inocente de Hugo.