Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • Espetáculo: Aventuras de Natal
    Espetáculo: Aventuras de Natal
    Espetáculo: Aventuras de Natal

    Algo estranho está acontecendo em Natalândia. 

    As luzes da esperança estão se apagando, as crianças estão deixando de acreditar e, pior ainda, o Papai Noel desapareceu! 

    Três palhaços atrapalhados – Soneca, Pudim e Pedroca – embarcam em uma jornada cheia de magia, trapalhadas e encontros surpreendentes para tentar salvar o espírito natalino. 

    Mas o que ninguém imagina é que, o tempo todo, o verdadeiro Noel estava mais perto do que parece.

  • A Verdade com Diogo Vilela - Mostra Cine Brasil de Teatro
    A Verdade com Diogo Vilela - Mostra Cine Brasil de Teatro
    Espetáculo: A Verdade com Diogo Vilela - Mostra Cine Brasil de Teatro

    A Verdade estreou simultaneamente na França e Alemanha em 2011 e ganhou prêmios fora da Europa, em países como Índia e Coreia do Sul. Em 2017, a produção de Londres recebeu indicação na categoria Melhor Comédia do Laurence Olivier Awards, o maior prêmio do teatro britânico. Inédita no Brasil, essa divertida comédia estreou no Rio de Janeiro e fez turnê em Uberlândia, Minas Gerais, e no interior de São Paulo (Marília, Piracicaba, Bauru, Botucatu e Lençóis Paulista) antes de chegar ao palco do Teatro Vivo para dois meses de temporada, com apresentações de sexta a domingo. Durante o espetáculo, o espectador vai se envolvendo com a história que fala sobre as dinâmicas das relações pessoais e, em particular, da vida conjugal.

    Em cena estão dois casais que vão se revelando nas pequenas hipocrisias, inverdades e omissões do quotidiano. É uma comédia leve, e por isso mesmo, tão necessária para o alívio e a diversão que todos precisam. O diretor Marcus Alvisi se sentiu eufórico com as possibilidades que esse texto genial oferece aos atores. “O que me fascina na peça é o jogo que o texto propõe. Todas as viradas. Sobretudo no personagem do Diogo. Culminando com a grande virada na última cena. O texto é todo tempo inesperado. Vem dessa tradição da comédia francesa, como o Vaudeville e o Boulevard, com uma pitada das peças de Harold Pinter. O que nos oferece uma mistura extremamente saborosa. O autor é muito hábil na armação desses quiproquós”, afirma Alvisi que também conta que não foi preciso adaptar o texto à realidade brasileira, mesmo sendo o autor francês. “Não houve adaptação. A tradução é sobremaneira fiel ao original francês. Aliás, super bem traduzido por Silvio Albuquerque. A peça fala sobre as relações entre dois casais amigos. O sentimento, a emoção não difere quando o assunto é ciúmes, por exemplo. Você pode sentir de maneira mais aguda ou menos. Porém, ciúmes é igual para todos.

    Os jogos dessas relações também não são diferentes por estarmos no Brasil ou França. Aqui, na Itália, talvez possamos ser mais passionais. No entanto, não é uma diferença substantiva, quando estamos expostos numa relação amorosa. Seja no Brasil, na França, ou mesmo na China. Fato é que essa peça faz um grande sucesso em Pequim”, conclui. Diogo Vilela afirma que o texto flui de forma muito natural. “Acho eu que, o Francês, é uma língua que também nos colonizou. Temos proximidade nas visões sociais e no aspecto crítico à nossa burguesia, guardadas às devidas diferenças das nossas civilizações! Tudo que se fala na peça existe também em sua universalidade.

    É um texto pungente, que por fazer alusão franca aos nossos vícios sociais de comportamento, trás certa sensação de alívio a quem o assiste, como se oferecesse ao público um viés de esperança e alegria. E isso é muito bom de notar e muito compensador para todos nós que fazemos o espetáculo!”, conta o ator, craque do humor refinado e inteligente, que volta ao gênero depois de clássicos como Hamlet e Otelo, e musicais: Ary Barroso, de sua autoria, Gaiola das Loucas e Cauby Cauby uma Lembrança.

    Ainda sobre o texto de Florian Zeller, Diogo conta: “o que mais me agradou no texto foi o comportamento das personagens em cena. Uma mistura de sentimentos que para mim soavam como adoráveis de representar! Achei curioso o trabalho que teríamos de enfrentar para dar veracidade ao tema que envolvia a peça, tão habitual hoje em dia!”. Completam o elenco Bia Nunnes (na TV: História de Amor, Salsa e Merengue, Negócio da China, Sexo e as Negas); Carolina Gonzalez (O Pai, Cais do Oeste) e Paulo Trajano (Simonal, Cauby Cauby uma lembrança).

    Após a temporada paulistana que termina em 28 de março, a peça chega a Belo Horizonte onde se apresenta dias 03 e 04 de abril no Cine Theatro Brasil Vallourec.

  •  Espetáculo: “AVES”
    Espetáculo: “AVES”
    Espetáculo: “AVES”

    Livremente inspirado em questões provocadas pela comédia grega “As Aves” - escrita por Aristófanes (414 a.C.) - o espetáculo “Ave” estreia em novembro mergulhando no universo de cores, sons e movimentos dos pássaros e explorando linguagens diversas como o cabaré, a dança contemporânea e a comédia popular.

    A montagem é um projeto híbrido entre a dança e o teatro desenvolvido a partir do encontro de dois coletivos de Belo Horizonte: a Ananda Cia de Dança e o Núcleo de Criação Sapos e Afogados. “Ave” poderá ser vista gratuitamente no dia 03/11, sexta-feira, às 19h, no Teatro Raul Belém Machado Espaço Cênico Yoshifumi Yagi. Nos dias 04/11, sábado, às 20h e 05/11, domingo, às 19h, o espetáculo estará em cartaz no Galpão Cine Horto com ingressos a R$ 10,00 e R$ 5,00.

    O Centro Cultural Venda Nova recebe “Ave” no dia 09/11, quinta-feira, às 19h, com entrada gratuita.

    E, encerrando a temporada, a Funarte MG será o palco da produção nos dias 10/11, sexta, e 11/11, sábado, às 19h com entrada gratuita. Todas as sessões contarão com tradução em Libras.

    A sessão do dia 04/11, além da Libras, contará com audiodescrição.

    O projeto é tecido por uma procura de uma arte teatral e coreográfica. Não se trata de um teatro dançado ou de uma dança encenada, mas de um entre lugar que surge desta coexistência e de uma qualidade específica de presença que abraça o gesto, o som, a voz, o texto. Sob direção de Anamaria Fernandes e Juliana Barreto, em cena estarão oito atores e nove dançarinos, entre eles uma criança. "Ave" tem dramaturgia original assinada por João Santos - desenvolvida em parceria com a equipe artística do espetáculo.

    Um ponto fundamental para a pesquisa gestual e musical do trabalho, foi o mergulho em espécies diversas de aves: seu voo singular ou coletivo, seu canto e seu caminhar.

    A diversidade dos performers contribui consideravelmente para a teatralidade dançante do espetáculo, na medida em que os corpos expõem sua diferença, sua fragilidade e sua força. “Ave é um trabalho que preza pela diversidade e o respeito às diferenças individuais e é a partir deste pilar que a criação se funda.

    Nos interessa investigar tal ponto de conjunção nas pesquisas dos dois coletivos, revelando como a diversidade corporificada em nossos artistas pode tomar um caminho diverso daquele que Aristófanes desenhou para sua cidade de pássaros”, explica Anamaria Fernandes. “Ave” propõem investigar jornadas individuais e coletivas na fundação de novas lógicas sociais, novas relações e uma nova realidade. “De atualidade impressionante, o texto Aristófanes provoca uma questão sobre a qual o projeto pretende, também, se basear: na comédia grega os protagonistas que pregavam contra um sistema autoritário e corrupto acabaram por se tornar, eles mesmos, autoritários.

    E como é possível, àqueles que criticam o sistema, protegerem-se contra as tentações do poder? Quando o sonho do oprimido é se tornar opressor? Queremos nos empoderar de quê? Que mais, diferente disso tudo, podemos sonhar?”, complementa Juliana Barreto.