Depois de um breve hiato de subida aos palcos, a atriz, diretora e dramaturga Cynthia Paulino estreia DRAGOAS – Um discurso fumegante! , seu segundo solo, no dia 23 de outubro de 2025 (quinta-feira), às 20h, no Espaço Aberto Pierrot Lunar (R. Ipiranga, 137 - Floresta) Não que estivesse longe do teatro - são dela os textos "Homem-Bomba", premiado como melhor texto no 10º Festival Nacional de Teatro do Piauí, em 2022, e "Eu danço o tempo todo dentro da minha cabeça ou Puff", montagem com formandos da Escola de Teatro PUC Minas, que estreou em julho deste ano.
O fato é que a escrita tomou a maior parte desse tempo, mas o retorno aos palcos, também como atriz e diretora já vinha sendo moldado, desde que sentiu que era hora de ampliar parte as reflexões que surgiram com o seu primeiro solo “Coisas boas acontecem de repente”, que estreou em 2016. “O ‘Coisas boas’ foi o início de uma consciência. Agora é a alquimia acontecendo. Escrever, dirigir e atuar faz muito sentido pra mim porque será uma trilogia de resgate da essência de quem sou, e, consequentemente, do que nós, mulheres, somos.
O ‘Dragoas’ parte da menopausa para falar da mulher e das forças primais esquecidas. É dedicado a Maria Magdalena e para ela será a terceira parte dessa trilogia”, contextualiza Cynthia Paulino. Curiosamente, a nova produção da Companhia Teatro Adulto ganhou forma durante a gestação de outros títulos, até chegar em DRAGOAS: “Em 2022, participei do ELAS FESTIVAL, a convite da Clarice Castanheira. Ela queria uma cena curta a partir do manifesto feminista que tinha no ‘Coisas boas’. Naquele momento, pensava só na minha menopausa, nos fogachos, naquele calor que me desorientava. Queria falar sobre isso. Se hoje está na moda, naquele ano não era usual. Assim surgiu a cena ‘Vulcânica’, que esteve também no La Movida,” conta Paulino que explica os vieses desta jornada que consolidou Dragoas: “.
Em 2023, precisei de uma pausa. Entrei numa crise, com minha memória ruim pós covid, uma névoa mental, e a certeza de que a menopausa era mais do que os calores, era uma pulsão fundamental de resgate do poder da mulher, de que nascemos para ser quem devemos ser, para não ser apenas ‘Uma boa menina’, outro título que caiu para dar lugar ao quem sou é porque somos. Então, em 2025, veio o ‘DRAGOAS’, nome definitivo”, conclui.